quinta-feira, outubro 25, 2007

Efeito Ratatouille

Remy é a estrela de "Ratatouille"

O efeito da sétima arte na vida das pessoas já foi exaustivamente debatido e está já francamente reportado. Mas há certos fenómenos que nunca deixam de espantar. Do Reino Unido chega-nos uma notícia que diz que a venda de ratos de companhia aumentou em 50% após a exibição do filme "Ratatouille", uma ratazana que ambiciona ser chefe de cozinha.

"Ratatouille" fascinou os ingleses ao ponto de o quererem ter nas suas casas, comprando o seu equivalente em ratos. Segundo uma loja inglesa de animais, a adopção dos roedores foi motivada também por algumas celebridades de Hollywood, nomeadamente, Paris Hilton, Nicole Richie e Angelina Jolie que, fascinadas com o pequeno Remy, também adoptaram alguns ratos.

Mas não julguemos desde já os ingleses. Eles não estão sós. Este aumento das vendas de ratos também foi fortemente sentido em países como a Alemanha e a França, o que tem vindo a preocupar as associações de protecção dos animais, que temem que passada a paixão pelos roedores volte o desinteresse, como já se verificou no passado, com os cães dálmatas. Por exemplo, depois do filme os "101 Dálmatas" houve um súbito interesse pelos cães, aumentando as vendas. No entanto, passado o encanto, este foi seguido de um aumento do abandono e maus-tratos dos animais.

O Remy é de facto adorável, mas francamente, fico admirado (ou talvez não) com a incapacidade das pessoas de discernir o que é ficção e o que é realidade - em última circunstância com prejuízo para os animais, sujeitos às mudanças de humor e vontade dos seus donos humanos.

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