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quinta-feira, março 13, 2014

Governo Regional protege a 'Poncha da Madeira'




O Conselho de Governo, reunido esta tarde, aprovou uma proposta de decreto legislativo regional, a enviar à Assembleia Legislativa da Madeira, que confirma a indicação geográfica protegida 'Poncha da Madeira' e regula a sua produção e comércio. Esta proposta visa circunscrever a identificação do produto 'Poncha da Madeira' às ilhas da Madeira e Porto Santo.

Como bem li num comentário a este notícia, creio que a sua localização geográfica não é suficiente para proteger a Poncha. É importante ainda fiscalizar os estabelecimentos que a oferecem, quais os ingredientes que utilizam na sua feitura (ex: fixação da receita obrigatória para o reconhecimento - mel de abelhas, limões, aguardente, etc.). Só assim é que se poderá garantir um produto 100% original e 100% regional. 
 

terça-feira, março 04, 2014

A "selfie" recordista!


(Foto: @TheEllenShow/Twitter)

Para começar, mas afinal o que é uma selfie? Trata-se de um gênero de fotografia, um auto-retrato, normalmente tiradas com uma câmara digital de mão, uma webcam ou com um telemóvel, e que foi colocada numa rede social.

Pois bem, Ellen DeGeneres, na 86.ª cerimónia dos Óscares, lançou o desafio para estabelecer um novo recorde no Twitter: a mensagem com maior número de partilhas. 

Para o efeito, Ellen desceu à plateia e reuniu à sua volta algumas das maiores estrelas da indústria cinematográfica para uma selfie, que deveria ultrapassar os mais de 781 mil retweets alcançados pela fotografia de Barack e Michelle Obama, abraçados, a comemorar a reeleição do Presidente dos Estados Unidos, a 7 de Novembro de 2012.

A foto que junta Ellen a Meryl Streep, Jennifer Lawrence, Channing Tatum, Julia Roberts, Kevin Spacey, Bradley Cooper, Brad Pitt, Lupita Nyong'o (e o irmão), Angelina Jolie e Jared Leto, em poucos minutos rendeu meio milhão de retweets (RT), que passaram a dois milhões até ao final da cerimónia, cerca de duas horas mais tarde, e que já ultrapassou os 2,3 milhões de retweets. Foram tantas as partilhas que o Twitter esteve mesmo em baixo devido aos acessos massificados.

Eu ajudei, partilhando o tweet no Facebook! Eis o poder da globalização!

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Tire a sua senha sff...

(capa do Diário de Notícias da Madeira de 26-02-2014)

Na 'normalidade' que é o dia-a-dia do serviço regional de saúde, sabe-se agora que são cerca de 17 mil as pessoas que estão em lista de espera para uma cirurgia a realizar na Madeira. Trata-se de um número que subiu 40% desde 2011. Isto significa que, com excepção de uma intervenção de urgência, se necessitar ser operado a qualquer maleita que tenha, pode ter de esperar cerca de 3 anos até que chamem o número da sua senha...

Cá por mim, just in case, acho que vou já me inscrever. Sei lá se não vou precisar daqui a alguns anos...

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

O poder da voz!


Eu sempre gostei de imitações. Desde os portugueses como o Fernando Pereira ou o Manuel Marques, aos mais internacionais Terry Fator, Robin Williams ou Jim Carrey. Mas há muito que não via um portugueses tão multifacetado como o Luís Franco-Bastos. Este "trailer" é bem demonstrativo das suas capacidades.

 

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

As piores leituras de todos os tempos! Ou não...


Trago-vos cinco cenas memoráveis do pior do cinema.  O "pior" no título é um pouco enganador, uma vez que os "clips" que se seguem são todos épicos! E por isso, gostaria muito de agradecer aos diretores de cena, pois acredito que estas cenas foram filmadas enquanto eles foram à casa de banho ou tirar um "snack" à mesa de apoio.

1. Hercules is Disappointed: Talvez o Hércules não estaria tão desapontado se não incorporasse no seu diálogo as informações de encenação. Mas, para ser justo, os fãs desta série até poderiam mesmo precisar que tivessem as coisas enunciadas para eles! Nesse caso, bem feito, o Sr. Sorbo.




2. Ryan O'Neal em "Oh God Oh Man": O nome real do filme é "Tough Guys Don't Dance". Aparentemente também não leem a sua correspondência em casa. Não! Correio é para ser lido à beira-mar, pois lá, e apenas lá, temos o único lugar aceitável para reagir adequadamente às missivas.


 


3. Troll 2: Oh My Goooooooooooooooood: Falando de deixas terríveis que incluem as palavras "Oh" e "God", espreitemos um clip de "Troll 2", um filme cujo núcleo duro é praticamente uma cartilha de novos atores. Instruções: "Leve os papéis para onde as pessoas são comidos. Ao invés de reagir com emoção, apenas estender uma das palavras de uma forma cantada. Sabemos que é complicado. Ver vídeo para um exemplo".


 


4. Shark Attack 3: "Take You Home and Eat Your Pussy!": Ok, então que não é assim tão mau, certo? Atendendo à reacção da senhora e o resultado final, é claro o que todos nós andamos a fazer mal. Eis a linha de engate mais eficaz de todos os tempos! Ou não...

 


5. "Hi Mark": Sacada do filme "The Room", este é só um pequeno exemplo de um épico mau!! E o filme está cheio destas pequenas maravilhas. Para ver, rever e vomitar. Um Óscar ao rapaz!!


 


Mas para ninguém se ficar a rir e a pensar que "tristes aqueles amaricanos", também nós temos destas jóias. E mais perto do que se passa. Divirtam-se!!!




Muito bom!!!

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Olá Nina!




Digam olá à NINA

Esta alentejana, nascida há 4 mesitos, é a nova inquilina cá de casa e, espero eu, futura melhor amiga da Sushi... :)

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Prioridades...



A inacreditável página do Record no dia seguinte à Bola de Ouro! Ainda mais quando comparada a capas de jornais estrangeiros... mais palavras para quê?!

terça-feira, dezembro 31, 2013

O Top de 2013 do YouTube (ou que mais vimos...)




Há mais de 6 biliões de horas de vídeos assistidos no YouTube a cada mês, por isso é certamente um barómetro do que pode ser viral ou popular no mainstream. Com isso, o site de vídeos, propriedade da Google, mais uma vez fez o seu balanço anual, divulgando a sua lista anual dos principais vídeos e canais de 2013.

Talvez sem surpresa, o vídeo da dupla de comediantes noruegueses Ylvis, formada pelos irmãos Vegard e Bård Ylvisåker, The Fox (What Does The Fox Say?), assume o top "trending" de 2013 no YouTube, enquanto que o Gentleman do sul coreano Psy é o vídeo da música mais visto do ano. 

Então, quais são os outros vídeos mais populares do ano? YouTube completa o top 10 da seguinte maneira:

Não há dúvida que vídeos musicais tornaram-se extremamente populares no YouTube e por isso a empresa decidiu criar uma lista separada para esta categoria. Miley Cyrus não só aparece perto do topo, ainda tem dois de seus vídeos em destaque: Wrecking Ball e We Can’t Stop. Katy Perry com Roar (Official), e P!Nk com Just Give Me A Reason compõem os cinco mais populares de 2013. 

Por fim, o YouTube listou os 20 melhores canais que ganharam o maior número de subscrições este ano. Os canais mais populares deste ano foram PewDiePie, HolaSoyGerman, Smosh, RihannaVEVO, e OneDirectionVEVO

E como sempre, aqui está o vídeo da revista do ano de 2013 pela equipa do YouTube: 

 


BOM ANO!!!

quinta-feira, novembro 21, 2013

Resposta "à Portuguesa"!


Para quem (ainda) diz que não liga nada ao futebol e se mostra incapaz de perceber a influência económica e social que as grandes competições internacionais de futebol têm nos países, veja-se que, a título de exemplo, um país tão ordeiro como a Suécia, recorreu a quase tudo para conseguir a classificação para o Brasil 2014. Inclusive recorrer a marcas internacionais como a Pepsi.

Antes do jogo decisivo em Estocolmo, na sua página na rede social no Facebook, a Pepsi sueca publicou uma imagem de um boneco amarrado e deitado numa linha de comboio. O boneco tinha as cores da selecção portuguesa e o número 7 na camisola [o número de Cristiano Ronaldo] e a acompanhá-lo podia ler-se a frase: "vamos passar por cima de Portugal". Foram ainda publicadas outras duas imagens de cariz idêntico.

No rescaldo do pós-jogo, da confirmação do apuramento da selecção portuguesa e da coroação de Cristiano Ronaldo, a Pepsi, através da sua congénere portuguesa, pediu "sinceras e profundas desculpas" a Cristiano Ronaldo e à Selecção Portuguesa de Futebol por imagens publicadas na Suécia alusivas ao futebolista e que ainda estão a provocar polémica.

Porém, os suecos esqueceram-se que deste lado estavam os Portugueses. E nós somos rápidos na resposta. Alias, ainda o jogo decorria e já vários adeptos lusos mostravam a sua indignação na página sueca da Pepsi, mas de uma forma bem criativa e, literalmente, à letra. Deixo-vos com algumas das melhores que vi: 





Muito bom!!

quinta-feira, junho 20, 2013

Bye bye Vagrant

(imagem: Berdades da Boca P'ra Fora)

Ainda me lembro, estavamos nós em meados dos anos 80, quando abriram um espaço no Funchal ao que todos nós chamavamos de "barquinhos". E isto porque as mesas desse espaço eram mesmo barcos! Pequenas embarcações que foram transformadas em espaço de café. Para mim, nessa altura, pouco me importava se o barco grande tinha sido dos Beatles ou doutros tipos quaisquer. Era um barco em terra e era o que uma criança gostava. Ainda por cima tinham lá gelados bem bons.

Cheguei a lá ir muitas vezes. Porém, aos poucos foi perdendo a sua piada. A qualidade do serviço também deixava algo a desejar, apesar dos turistas até o frequentarem com muita regularidade. Há algum tempo se falava em fechar o espaço, que dava má imagem para a restauração, etc. Mas lá foi ficando.

Até que veio o 20 de Fevereiro de 2010 e com ele o tão mal amado aterro entre o cais do Funchal e a zona velha da cidade. E literalmente atolou o navio, retirando-lhe praticamente as já parcas condições de funcionamento. As obras que entretanto se iniciaram ditaram a sentença de morte.

E assim dizemos adeus ao 'Vagrant', o iate dos Beatles que foi café e restaurante desde 1982 na cidade do Funchal. Segundo consta é intenção do Executivo madeirense, numa primeira fase, levar a embarcação até ao porto do Caniçal até porque, sublinhou o nosso interlocutor, o ‘Vagrant’ continua a ter dono. Depois existe a possibilidade de afundar o barco de forma a criar um recife artificial. Um fim digno para um barco com muita história que, depois de tantos anos em terra, voltou a navegar...

quinta-feira, maio 30, 2013

Al-Qaeda despediu terrorista que nunca atendia o telefone!





Nunca atendia o telefone, falhava em entregar relatórios de despesas, ignorava reuniões e desrespeitava ordens repetidamente, referem os líderes norte-africanos da Al Qaeda, segundo uma carta do organização terrorista encontrada pela agência Associated Press, cuja autenticidade foi confirmada por três especialistas, um dos quais o antigo responsável do Pentágono pelo contra-terrorismo em África, Rudolph Atallah.

Atenção: se este despedimento não foi procedido de um processo disciplinar, estaremos perante um despedimento ilícito e já estou a ver o homem no sindicato a reclamar, possivelmente até a reintegração no posto de trabalho...

quinta-feira, maio 16, 2013

Profissão de Risco: Limpador de Janelas




Com 828 metros de altura, o Burj Khalifa é o edifício mais alto do mundo. Com 124 andares, este "superhotel", que cresce do imenso areal da principal cidade dos Emirados Árabes Unidos, é uma das principais atrações do Dubai. É uma maravilha da engenharia humana e um regalo para a vista. E custou um balúrdio é claro.

Mas nem tudo são rosas. O Burj Khalifa tem 24 mil janelas que precisam constantemente de ser... limpas! O clima desértico desta cidade na costa do Golfo Pérsico, com a temperatura muitas vezes a ultrapassar largamente os 42 gruas celsius, e o vento constantamente a atirar areia às janelas, em nada ajuda. 

E como é que se limpam estas janelas? Assim...



A limpeza de todas as janelas do Burj Khalifa requere mais de três meses de árduo trabalho. Ah... e nada de vertigens!


quarta-feira, maio 15, 2013

Insectos, o prato do futuro?




A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) publicou recentemente um relatório “Insectos Comestíveis – Perspectivas futuras para alimentação e segurança alimentar”, fruto de um trabalho sobre a dieta alimentar que começou em 2003. 

Um grupo de peritos conta ao longo de 200 páginas como mais de 2 mil milhões de pessoas já incluem insectos na dieta, procurando desmistificar ideias como este ser o último reduto das comunidades mais pobres. Defendem que mais de 1900 espécies de insectos têm valor nutritivo, em níveis que superam a proteína animal mais cara. Cem gramas de gafanhoto, exemplificam, chegam a ter o dobro do ferro que bife do lombo.

E, aparentemente, há outras vantagens na introdução destes "iguarias" na dieta alimentar. Produzir insectos para a indústria alimentar tem um impacto mais simpático no ambiente que investir no gado ou pescado tradicional e também sai mais barato. Um quilo de carne de insecto consegue-se com dois de ração, contra os oito necessários por cada lasanha em que se investe um quilo de carne picada. E o reino dos insectos poderá mesmo ser um bom negócio. No México, gafanhotos vermelhos nativos de Oaxaca, no Sul do país, são vendidos a 12 euros o quilo, tão caros como linguado.

Defende a FAO que este estudo deverá ser levado a sério. Em 2050 estima-se que a população humana terá atingido os 9 mil milhões de habitantes. São 9 mil milhões de bocas para alimentar, e por outro lado, poderá não haver vacas ou peixes suficientes para esta gente toda. Pessoalmente, prefiro o meu bifinho!!!

domingo, maio 05, 2013

Feliz Dia da Mãe



Como muitas das celebrações que actualmente existem no nosso calendário, também a celebração do Dia da Mãe nasceu nos Estados Unidos, mais precisamente pelo esforço da senhora Anna Maria Reeves Jarvis que, em 1865, organizou os "Mother's Friendship Days" (dias de amizade para as mães) para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos naquela época. Já antes, em 1858, Jarvis havia fundado os "Mothers Days Works Clubs" (qualquer coisa como os clubes de trabalho dos dias das mães), com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Em 1870 a escritora Julia Ward Howe publicou o manifesto "Mother's Day Proclamation" (Proclamação do Dia da Mãe), pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.

A forma actual do Dia da Mãe partiu de Anna Jarvis, filha da senhora que falei no prinípio, Ann Maria Reeves Jarvis, que em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à sua mãe e iniciou um campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. E assim, este dia foi reconhecido a 8 de Maio de 1914 foi reconhecido nos Estados Unidos, com a resolução "Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother's Day" foi aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, consagrando o segundo domingo do mês de maio como o "Dia das Mães". O Dia das Mães foi celebrado pela primeira vez a 9 de maio de 1914.

Em Portugal é comemorado no primeiro domingo do mês de Maio em homenagem à Virgem Maria e a Nossa Senhora de Fátima.

Um FELIZ DIA DA MÃE a todas as mães deste mundo e, naturalmente e em particular, à minha MÃE!

segunda-feira, abril 22, 2013

IKEA - móveis baratos ou puzzles caros?





Crónica de Ricardo de Araújo Pereira (Visão)

Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja.

Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»?

São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».

As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais.

Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego
para adultos.

Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos.

Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora.

Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada.

O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias. É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes.

A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira.

Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece-me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno. Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.

E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.


Muito bom!

sábado, abril 13, 2013

O Forte do Pelourinho - a História no meio das obras


(imagem: Diário de Notícias)

Os trabalhos na foz das ribeiras de João Gomes e de Santa Luzia no Funchal desvendaram uma descoberta que será de grande relevância para arqueologia madeirense. Foram encontrados panos das muralhas da Fortaleza de São Filipe do Pelourinho, situada entre as duas linhas de água que atravessam a cidade do Funchal e que, de acordo com o andamento das investigações, ficarão mais à vista.

Mas afinal o que é foi encontrado?

A Fortaleza de São Filipe do Pelourinho, também referido como Forte Novo da Praça, Fortaleza Nova da Praça ou simplesmente Forte do Pelourinho, localizava-se em frente ao mar, entre a ribeira de Santa Luzia e a ribeira de João Gomes, no centro histórico da cidade do Funchal, julgamos nós entre os séculos XV e XVII. Reza a história que terá sido erguida para complemento da Fortaleza de São Lourenço e reforço das defesas do porto do Funchal.

As primeiras notícias que chegaram até nós, envolvem a sua construção e referem a tomada de casas para a construção de uma "fortaleza", isto em 1574, junto à ponte de Nossa Senhora do Calhau. Alguns anos mais tarde, um certo António Álvares, apelidado de "o Nordeste", mandou lavrar testamento em 11 de Junho de 1578, legando a sua esposa umas casas em que viviam, observando "que se se desmancharem por causa da fortaleza, o Provedor, com o dinheiro delas, comprará outra propriedade". Pensa-se que a nova fortaleza já estaria concluída e totalmente artilhada em Outubro de 1581, conforme comprovam os registos da comunicação do capitão Luís Melo a D. Francisco de Alava em Lisboa, onde são fornecidos desenhos da mesma. 

No Verão desse ano, Filipe II de Espanha determinou ao conde de Lanzarote, nas Canárias, que avançasse com cerca de duzentos milicianos, reforçados por artilheiros tudescos de Sevilha, para fazerem face à ameaça representada pelas armadas de António I de Portugal que estavam sitiadas no nos Açores e por entretanto haverem falecido de peste em Almeirim, o capitão do Funchal e seu herdeiro. Essas tropas foram aquarteladas na Fortaleza de São Lourenço e na Fortaleza Nova da Praça, passando esta última a ser comandada pelo capitão Juan de Léon Cabrera, da ilha de Maiorca.

Após a Restauração da Independência, a Fortaleza Nova da Praça, como foi designada até aos finais do século XVII, foi sempre guarnecida por forças insulares, e era diante do seu Portão de Armas que se estabeleciam as vigias e as rondas do Funchal, daqui partindo para Santiago e para os Ilhéus, pontos extremos de observação. No último quartel do século XIX, perdida a sua função militar, foi vendida pelo Ministério da Guerra, tendo dado lugar a um grande armazém, até desaparecer de vez. Até hoje!

Para já, segundo foi apurado, uma equipa de arqueólogos da Direcção Regional dos Assuntos Culturais está acompanhar a par e passo o desenvolvimento das obras que estão a decorrer na frente mar, conforme estipula a legislação em vigor, que estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural. Já terá sido encontrado e recuperado um variadíssimo espólio dos séculos XV, XVI e XVII, entre muitas peças em cerâmica e de madeira, outros artefactos antiquíssimos pertencentes à sociedade civil das épocas.

Ainda é desconhecido o que irão fazer. Se integrar aquele espaço nas obras ou eventualmente retirá-lo e transladá-lo para outro local. A verdade é que, possivelmente, a ser feita uma recuperação como mandam as boas regras de conservação, poderia muito ser estarmos perante um novo ponto turístico para a cidade do Funchal.


sábado, março 30, 2013

Bitcoin - a nova moeda




O que acontece quando as pessoas começam a perder confiança nos bancos? E nas suas próprias moedas? A história tem vários exemplos, desde guardar o dinheiro nos colchões em casa ou enterrá-lo no quintal, mas creio que nenhum como este.

O bitcoin é a nova moeda virtual, cada vez mais em crescente uso. Lançadas em 2009 por Satoshi Nakamoto (pseudónimo do seu criador), o sistema assenta em redes peer-to-peer (em que os computadores estão ligados directamente uns aos outros, de forma descentralizada). O valor do dinheiro (ou seja, o preço por que pode ser comprado com divisas convencionais, como o euro e o dólar) é guardado em ficheiros que existem na própria rede, tal como acontece com os proprietários dos fundos e o historial de transacções. As emissões de moeda são feitas periodicamente, de forma automática e pré-programada, sem intervenção humana. As bitcoins podem ser compradas e vendidas em sites criados para o efeito, cujo funcionamento não difere muito dos sistemas de investimento nas bolsas. O utilizador coloca ordens de compra ou de venda, definindo o preço porque está disposto a vender ou comprar, e espera que o sistema execute a ordem.

A ideia de dinheiro virtual não é nova. Já são muitos os sistemas que utilizam a sua própria moeda ou formas de crédito, adquiridos com dinheiro real, e que depois utilizam para comprar bens ou serviços. Veja-se o exemplo dos variados jogos no Facebook, entre outros jogos online. Esta moeda tem sido muito usada em mercados online de drogas e armas, mas também há serviços legais que aceitam este tipo de pagamento. O reputado serviço de alojamento de blogues Wordpress é um deles. No mês passado, o site Reedit, popular sobretudo nos EUA e onde os utilizadores agregam e discutem conteúdos que encontram online, passou a aceitar bitcoins para as suas funcionalidades pagas. Nos Estados Unidos, pelo menos, há um ou outro café que aceitam bitcoins e, no Canadá, houve quem pusesse uma casa à venda por 405 mil dólares canadianos ou, em alternativa, 5750 bitcoins.

O valor de cada bitcoin ronda actualmente os 90 dólares ou 70 euros. Há um ano, cada uma valia pouco menos de cinco dólares. Mas para termos noção do que representa esta nova moeda, na quinta-feira passada, pela primeira vez, o valor do total de todas estas moedas virtuais em circulação ultrapassou os mil milhões de dólares.

segunda-feira, março 25, 2013

V... de Virus!




Nas últimas duas semanas as autoridades chineses têm andado a retirar porcos mortos do rio Huangpu, rio que que fornece a água para consumo doméstico para 20% das 23 milhões de almas de Xangai. Até à data desconhce-se a origem ou o que provocou a morte dos suínos. Agora, as autoridades enfrentam um novo caso mas com patos. Pelo menos mil aves surgiram mortas no rio Nanhe, na região de Pengshan, província de Sichuan, sudoeste da China. Os patos foram descobertos na última quinta-feira, mas só este domingo as autoridades de Pengshan confirmaram o caso. E, mais uma vez, não foi ainda possível determinar a causa da morte dos patos tendo em conta que a maioria dos corpos estava em avançado estado de decomposição. E estes são apenas alguns exemplos dos problemas que o gigantesco território da China oferece ao mundo em termos de saúde.

Graças a um enorme território e imensa população, a China é, juntamente com a Índia, uma das maiores ameaças à saúde pública do mundo. Que como sabemos tem um longo historial de pandemias com resultados calamitosos para a humanidade.

A mais grave de todas, registada entre 430 AC e 1979 foi a varíola. Só no século XX a varíola matou quase 500 milhões de pessoas. Julga-se que terá surgido na Índia e foi uma das principais responsáveis pela destruição das populações nativas da América após a sua importação da Europa com Colombo. Juntamente com o Sarampo, Varicela e outras doenças, ela matou mais de 90% (25% da mundial) da população do continente americano, derrotando e destruindo as civilizações Asteca e Inca. O último caso registrado da doença ocorreu na Somália em 1977.

Foi considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1980, no entanto, a doença voltou às manchetes de jornal, em virtude da suposição de que ela pudesse ser utilizada como arma biológica. 

A gripe espanhola (1918-1919), ocupa igualmente um lugar de destaque. Matou aproximadamente 50 milhões de pessoas em menos de 2 anos. Sozinho, este vírus matou mais pessoas do que os Nazis, armas nucleares e todos os terroristas da história juntos. Ninguém sabe como começou, nem a sua origem, tendo ganho o seu nome pelo facto da imprensa espanhola ter reportado que muitos civis estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes. A pandemia caracterizou-se mundialmente pela elevada mortalidade, especialmente entre os mais jovens e pela frequência das complicações associadas. Calcula-se que afetou 50% da população mundial, pelo que foi qualificada como o mais grave conflito epidêmico de todos os tempos. A falta de estatísticas confiáveis, principalmente no Oriente (como China e Índia) pode ocultar um número ainda maior de vítimas.

Uma das mais famosas foi a peste negra. E bem merecida a fama. Matou 75 milhões de pessoas. Era assim que era conhecida, durante a Idade Média, a peste bubônica, uma pandemia que assolou a Europa, a China, o Oriente Médio e outras regiões do Mundo durante o século XIV (1347-1350) dizimando um terço da população da Europa. A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos-pretos ou outros roedores.

Conta-se que a origem desta peste surgiu com o uso da doença como arma biológica. Cadáveres de turcos que tinham morrido da doença foram catapultados para dentro das muralhas de Jaffa, para onde se terá propagado. Mais tarde, durante a primeira guerra mundial, o exército Japonês também utilizou a peste como arma biológica disseminada por pulgas em civis chineses e prisioneiros de guerra na Manchúria.

O tifo também tem o seu lugar de destaque. Entre 1918 e 1922 matou cerca de 3 milhões de pessoas. Trata-se de uma doença epidémica transmitida por parasitas comuns ao corpo humano, os piolhos, embora não deva ser confundida com a febre tifóide que é causada pela salmonella.

A primeira descrição reconhecível do tifo foi dada em 1083 na Itália, mas só em 1546 é que o famoso médico de Florença, Girolamo Fracastoro (o primeiro médico a defender os germes como causa das doenças), descreveu a doença em termos científicos. Já em 1909, Charles Nicolle identificou o piolho como vector da doença. Ganhou em 1928 o Prémio Nobel pela sua descoberta.

O tifo atingia particularmente os exércitos em campanha e as populações prisionais. Uma das epidemias mais conhecidas foi aquela que atingiu Napoleão Bonaparte e a sua "Grande Armée" na campanha de invasão da Rússia, em 1812. Durante a retirada das suas tropas após a destruição de Moscovo, as tropas de Napoleão foram reduzidas de 600.000 a 40.000 homens por causa do frio e do tifo. O corte de cabelo à "máquina zero" e a proibição da barba no exército tem aí a sua explicação: são medidas higiênicas, hoje parte importante da disciplina de todos os exércitos do mundo excluindo-se os de países de religião muçulmana onde permanece o afluxo da doença.

E muitas outras há, algumas mais antigas, outras mais modernas, mas todas ainda bem activas. A malária, por exemplo, mata aproximadamente 2 milhões de pessoas por ano, apesar de já andar por aí há cinco séculos e de todos os avanços tecnológicos. A malária ou paludismo, é uma doença infecciosa aguda ou crónica causada por protozoários parasitas, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles. Mais novinha, a SIDA (tecnicamente o Síndrome da imunodeficiência adquirida) causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Já matou 25 milhões de pessoas desde o primeiro caso reconhecido em 1981. As primeiras infecções ocorreram na África na década de 1930 e julga-se que teria sido inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e ao carregar o animal, sujaram a ferida com o sangue infectado deste. Calcula-se que mais de 15 000 pessoas sejam infectadas por dia em todo o mundo, que 45 milhões estão atualmente infectadas e 3 milhões morrem a cada ano. Sem esquecer a nossa já muito conhecida epidemia causada pelo nosso novo vizinho, o mosquito Aedes aegypti. Actualmente, a dengue é a arbovirose mais comum que atinge o homem, sendo responsável por cerca de 100 milhões de casos/ano numa população de risco de 2,5 a 3 biliões de seres humanos. A febre hemorrágica da dengue e o síndrome de choque da dengue atingem pelo menos 500 mil pessoas/ano, apresentando taxa de mortalidade de até 10% para pacientes hospitalizados e 30% para pacientes não tratados. E mais há por esse mundo fora, muitos possivelmente ainda por descobrir a sua origem.

Voltando à China, todos estes atentados ambientais têm custos. Custos que todos nós, mais tarde ou mais cedo, pagamos. A título de curiosidade, não é à toa que o paciente zero no romance de Max Brooks "World War Z" (onde a população humana é dizimada pelo resultado de um vírus mortal que literalmente acorda os mortos), é um miúdo... chinês!