domingo, outubro 15, 2006

A arte da graffiti

(Foto: Inácio Rosa/Lusa)

Historicamente, o termo graffiti originariamente referia-se às inscrições, figuras e desenhos, encontrados nas paredes de antigas estátuas os ruínas, como as catacumbas de Roma ou Pompeia. Actualmente é a designação para a pinturas feitas em muros e paredes na rua.

Por altura do Império, os romanos tinham o hábito de carvavam graffiti nas paredes dos seus edifícios, e ainda hoje existem vários exemplos do seu trabalho, em várias cidades gregas, Egipto e actual Turquia. Em Itália, por exemplo, a erupção do Vesúvio preservou os graffitis carvados nas paredes de Pompeia, incluindo os comuns insultos em latim, receitas mágicas, declarações de amor, os alfabetos, frases políticas e citações literárias, oferecendo-nos um particular "insight" da vida nas ruas romanas.

No entanto, a maioria das pessoas não gosta de ver as suas paredes violadas. E as acusações de vandalismo andaram de mãos dadas com a arte do graffiti. Pelo que, um bairro "graffitado", normalmente era considerado como um bairro pobre, de risco, lar de assassinos e ladrões, e portanto a evitar.

Apesar do estigma associado ao graffiti, tem havido ultimamente várias iniciativas para mudar essa imagem. Como podemos observar na foto, um jovem faz um graffiti, autorizado, no muro de uma antiga fábrica de cortiça do Seixal. Este projecto local, que junta vários jovens, pretende mostrar que o graffiti, muitas vezes considerado vandalismo, também é uma forma de arte.
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