quinta-feira, maio 30, 2013

A diferença do "aprender a pescar"...




Foi hoje conhecido um estudo, intitulado «25 Anos de Portugal Europeu», pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e pela consultora Augusto Mateus & Associados, e que revela que os 81 mil milhões de euros da União Europeia recebidos desde 1989 não foram suficientes para impedir uma história de «semifalhanço» de Portugal.

Ou seja, segundo o tal estudo, apesar de Portugal ter recebido 81 mil milhões de euros de fundos comunitários entre 1989 e 2011, e apesar dos aspetos positivos que a adesão de Portugal à UE trouxe com as melhorias na saúde, educação ou proteção social, o que se traduziu num melhor nível de vida, o País não conseguiu efetuar «mudanças estruturais» orientadas para um progresso sustentado. Ou seja, a melhoria não foi sustentada, e houve mesmo estagnação ou retrocesso em algumas áreas.

Na prática gastamos tudo em "ouro". Atendendo a que saimos de uma ditadura que, apesar de ter deixado tudo por fazer e evoluir e ainda ter desperdiçado imenso dinheiro em guerras no ultramar, não deixou o país depanado, e que fomos brindados com rios de dinheiro nos parceiros europeus, nunca houve a preocupação de realmente investir parte desse dinheiro no país, na sua indústria, tecnologia, know-how, inovação, todas aquelas coisas que fazem com que algo seja sustentável no futuro. Construiu-se sempre a pensar no agora e não na conta futura. Que agora chegou.

Deu-se a cana e o peixe. Mas o pescar ninguém ensinou.

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