quarta-feira, março 06, 2013

Morreu Hugo Chávez


(Foto: TVI)

Morreu Hugo Chavez, o rapaz que queria ser jogador de basebol e acabou na figura do controverso presidente da Venezuela. Depois de uma longa luta com o cancro, das falsas notícias da sua morte, desta vez sucumbiu mesmo à doença.

Militar de formação, a sua carreira política levou-o a tentativas de golpes de Estado, à prisão, e mais tarde à presidência do país que veio a chamar de República Bolivariana da Venezuela, em homenagem ao general Simón Bolívar, militar e político venezuelano responsável pela independência de vários países da América Latina. Perante o povo autoproclamou-se defensor dos mais desfavorecidos e prometeu acabar com a corrupção no país. Os Venezuelanos adoraram-no.

Ao longo dos seus mandatos financiou diversos programas sociais. Milhares de venezuelanos puderam ir à escola, alimentar-se e receber assistência sanitária. A pobreza diminuiu consideravelmente, mas as desigualdades mantiveram-se, tal como a fragilidade de uma economia que é dependente do petróleo.

A nível internacional, sempre se assumiu como inimigo do capitalismo norte-americano e dos Estados Unidos, que chegou mesmo a considerar culpados pelo seu cancro. Fez acordos económicos e diplomáticos com todos aqueles que fosse anti-americanos, onde se inclui o ainda mais controverso Ahmadinejad do Irão, para construir um «eixo do bem» que se opusesse ao imperialismo norte-americano. As relações com Fidel Castro também foram sempre boas e foi este que o apoiou quando, em 2011, descobriu que tinha um cancro, tendo recebido o apoio e tratamentos em Cuba. Fora do país sempre manteve a imagem de provocador, que irritava uns e divertia outros. Como o famoso episódio com o rei Juan Carlos de Espanha.

As suas relações com Portugal também sempre foram muito boas. Quem não se lembra do célebre acordo para o computador Magalhães? Algo a que a extensa comunidade portuguesa» na Venezuela não é alheia.

O cancro não o impediu de se apresentar e ganhar as eleições, pela quarta vez, em 2012. Nem a Constituição, de onde em 2009 tinha sido excluído o limite de mandatos. Não chegou a cumprir um dia de mandato.


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