quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Igreja 2011 - o Movimento Alemão

A Igreja Católica impôs uma Lei (que havia sido prevista na Bíblia como parte de sua apostasia)
que proibe os seus ministros de usufruirem de uma saudável vida sexual, criada e permitida por Deus

Vai já em metade dos cerca de 400 professores de teologia de língua alemã o número de subscritores do manifesto Kirche 2011 Ein notwendiger Aufbruch (“Igreja 2011: uma renovação indispensável”), anunciado sexta-feira passada na Alemanha e que pede, entre outras coisas, o fim do celibato obrigatório, a ordenação de mulheres e a aceitação do casamento de pessoas do mesmo sexo.

Este manifesto não é inédito no seio dos teólogos. Na sequência da revelação de casos de abusos sexuais na Áustria surgiu, há década e meia, a Petição do Povo de Deus, que deu origem ao movimento internacional Nós Somos Igreja. Mas já antes, em 1989, 220 teólogos alemães tinham assinado a Declaração de Colónia, em protesto contra o que consideravam a liderança autoritária do Papa João Paulo II. O próprio Bento XVI assinou, em 1970, enquanto teólogo, um documento no qual também se pedia que o celibato fosse repensado.

Cresce em número aqueles que consideram que a Igreja Católica em particular, necessita de uma reforma profunda. Não dos seus princípios seculares mas da sua estrutura, modos de actuação e políticas globais. Os signatários dizem que muitos cristãos “recusam seguir a hierarquia da Igreja ou entendem viver a sua fé na esfera privada a fim de a proteger da instituição”. E dizem que a Igreja deve “compreender estes sinais” e acabar ela mesma com “estruturas anquilosadas”. Será que entenderão a mensagem?
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