quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Governo apresenta o projecto para a Baía do Funchal

(imagem: DN Madeira)

O Governo Regional não vai retirar os inertes depositados no litoral funchalense, consequência do temporal de 20 de Fevereiro, mas vai usá-los no novo cais acostável projectado para a zona leste do cais da cidade. Esta é uma das muitas características do projecto que o DIÁRIO revelou na sua edição de quarta-feira.

A solução para o polémico 'aterro' que o executivo prefere chamar de "depósito temporário de inertes" inclui ainda um porto de recreio, zonas de lazer, praias de calhau, novas praças e obras de protecção do litoral.

Bem, o que eu conheço do projecto é aquilo que todos nós podemos ler. No papel tudo é muito bonito e tudo funciona às mil maravilhas. Mas como nós sabemos, uma coisa é o projecto, outra coisa é a realidade. E a Madeira já tem a sua dose de duras realidades - basta recordar o péssimo exemplo que é a Marina do Lugar de Baixo.

O que eu quero saber é, na prática, se este projecto prevê a salvaguarda dos cursos naturais das ribeiras que desaguam no Funchal; se prevê os problemas reais no escoamento de águas da Avenida do Mar; o perigo de assoreamento do porto; se estão contabilizadas o fluxo das marés e tipo de ondas que chocaram com as muralhas de protecção do porto; se estão previstos os efeitos dos cursos de vento na entrada dos navios no porto; se está contabilizado o impacto visual brutal de um "edifício de 12 andares" ancorado na parte sul do novo porto; como está previsto o financiamento da obra face à dificuldade de contracção de empréstimos junto da banco pelas Sociedades de Desenvolvimento e o próprio executivo regional.

Finalmente, como é que um projecto desta magnitude, que altera drasticamente uma das principais entradas de turistas na cidade do Funchal, não está sujeito a consulta e debate público?

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