Estava prometida. Caiu hoje. A proposta de Alberto João Jardim para a revisão da Constituição da República Portuguesa já está a mexer com todo o país político. E não era para menos.
Para além de proposta a possibilidade de criação partidos regionais e candidaturas independentes às eleições legislativas regionais, a ampliação do poder legislativo regional, a remodelação do regime de referendo regional e a extinção do cargo de Representante da República, com a reconfiguração dos órgãos de governo regional (com a criação da figura do Presidente da RAM), o grupo parlamentar do PSD Madeira foi mais longe e propõe mesmo a proibição do Partido Comunista em Portugal.
Monteiro Dinis já demonstrou o seu desagrado na parte que lhe toca pelas razões invocadas; o PS critica o silêncio do PSD nacional; o PCP considera “antidemocrática e fascista” a proposta sobre proibição de comunismo; Louçã diz a Jardim que “a democracia é a liberdade e a diferença de opinião”. Chegou o 'blockbuster' de Verão.
As questões independentes como a miséria crescente, o desemprego (ainda hoje estive presente numa reunião com vista ao despedimento de trabalhadores), a criminalidade de colarinho branco, são filmezecos para outra estação. E andamos nós nisto...

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