quinta-feira, junho 04, 2009

A vida sexual de um fungo...

 

... ou como os portugueses mudaram a Biologia molecular.


Um grupo de cientistas da Universidade de Aveiro publicaram hoje um trabalho em consórcio internacional na revista “Nature”, onde explicam pela primeira vez, graças à análise comparativa dos genomas de várias espécies diferentes do fungo Candida (Candida albicans), como é que essa espécie “mudou de identidade” genética.


Isto é particularmente importante porque desde a descoberta dos codões, há uns 50 anos atrás, o pensamento comum era de que a correspondência codão-aminoácido – o chamado “código genético” – era comum a todos os organismos vivos, era universal. Assim, uma vez fixado o código genético, nos primórdios da evolução das espécies, ele já não podia ser alterado sem consequências funestas para o organismo afectado.


No fim da década de 80, porém, Manuel Santos e a sua equipa da Universidade de Aveiro foram dos primeiros grupos do mundo a propor que isso não era bem assim: descobriram que as Candida conseguiram sobreviver apesar de ter sofrido uma alteração do seu código genético que deveria ter sido perfeitamente tóxica. 20 anos depois conseguem a prova.

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