São velhinhos? São. Mas que importa? Os AC/DC estiveram em Lisboa e, durante duas horas e pouco, perfumaram Alvalade e arredores com um genuíno rock'n'roll da velha guarda.
45 mil pessoas encheram o Estádio de Alvalade e deram por bem empregue o seu dinheiro. Afinal 60 euros são 60 euros. Mas a banda australiana não é uma qualquer. E sabe perfeitamente o que o povo quer: os clássicos "Back in Black", "TNT", "Thunderstruck", "Hells Bells", "You Shook Me All Night Long", inteligentemente distribuídos por um alinhamento em redor das peças mais recentes de "Black Ice", como a fantástica "Rock N' Roll Train" ou "War Machine".
À volta vários ecrãs gigantes, no meio um corredor a atravessar o relvado até a um pequeno palco no outro lado do estádio, algumas salvas e fogo em palco e, no fim, um apoteótico fogo de artifício. Do pública vinha o efeito dos cornos comprados à entrada que piscavam uma viva cor vermelha no escuro.
Vários momentos altos: A entrada com "Rock N' Roll Train", a intro de "Back to Black", "Thunderstruck" em coro com o público, o encore final com as míticas "Highway To Hell" e "For Those You Are About To Rock", misturadas com salvas e efeitos pirotécnicos.
E claro, Angus Young, em dois momentos particulares: no seu mini strip em "The Jack", onde o guitarrista despiu-se até mostrar os seus famosos calções com as letras "AC/DC" atrás. E o seu solo prolongadíssimo em "Let There Be Rock", começando no palco principal, descendo ao palco mais pequeno a meio do estádio, subindo ao ar, saltando, dançando no seu movimento já "trademark". Sensacional. Os 54 anos parecem não passar por ele.
Um único reparo foi o eco de retorno da voz de Brian Johnson, que por vezes baralhava os sons e não conseguíamos distinguir. Mas, de resto foi absolutamente fantástico. O concerto foi uma grande e divertida festa de rock. A música dos AC/DC é irresistível e perdura no tempo provando mesmo que "velhos são os trapos".

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