quinta-feira, novembro 06, 2008

Acção e Reacção

 


Depois de ontem J.M. Coelho ter chamado de "fascistas" aos deputados do PSD/M e exibido uma bandeira nazi que pretendeu entregar ao líder parlamentar social-democrata, Jaime Ramos, hoje de manhã os seguranças do Parlamento regional da Madeira impediram a entrada nas instalações ao deputado do Partido da Nova Democracia.


A justificação para tal acto prende-se com o requerimento de suspensão e levantamento da imunidade parlamentar do deputado do PND, bem como a apresentação de queixa junto do Ministério Público, sugestão que foi aprovada apenas pela maioria social-democrata, já que o CDS-PP absteve-se e os restantes partidos da oposição votaram contra, apesar de terem condenado a acção de José Manuel Coelho.


A confusão continua na entrada da Assembleia Regional, cujos trabalhos foram entretanto suspensos. O ex-deputado Baltazar Aguiar, líder do PND-Madeira, entrou no edifício para a zona do público e de lá manifestou o seu protesto com a situação, o que levou Miguel Mendonça, a mandar expulsá-lo da sala, o que aconteceu no meio de mais protestos.


Como eu já aqui escrevi, o que ontem aconteceu na Assembleia Regional não é política. Mas é eficaz e é uma história que assombrará para sempre a Casa das Leis madeirense. É uma acção que busca uma reacção. Um extremismo para buscar outro. E foi conseguido. Com este impedimento é a própria ALR, pelo partido maioritário visado pela campanha, e na pessoa do Sr. Presidente da Assembleia, a cometer a maior ilegalidade - impedir a entrada no Parlamento de um deputado, legitimamente eleito para o cargo, representativo de uma parcela do povo madeirense, sem qualquer processo disciplinar levantado, sem qualquer queixa-crime formalizada.


Costuma-se dizer que quem não deve não teme... e acrescento, faz as coisas como deve ser. Esta reacção dá peso à acção e só vem demonstrar as razões denunciadas. É um dia negro para a Madeira.

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