quarta-feira, setembro 14, 2005

O ensino em Portugal

Portugal é o país da OCDE onde os jovens passam menos anos a estudar

Portugal é o país da OCDE onde os jovens passam menos tempo no sistema de ensino, com apenas oito anos de estudos, menos quatro do que a média dos países da organização, segundo revela um estudo internacional.

De acordo com o relatório "Panorama Educativo" de 2005 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), Portugal surge na cauda da lista sobre o tempo que os jovens entre os 25 e os 34 anos despenderam a estudar.

No topo da escala surgem os Estados Unidos da América e a Noruega, onde os jovens permanecem quase 14 anos no sistema de ensino, seguidos de países como a Dinamarca, o Luxemburgo e a Alemanha.

Nos países que integram aquela organização, o número de jovens a concluir o ensino secundário tem aumentado de forma consistente ao longo dos últimos anos, sendo que em 21 dos 30 estados analisados mais de 60 por cento das pessoas entre os 25 e os 64 anos terminou, pelo menos, o 12º ano.

Entre os jovens (25 a 34 anos) esta percentagem é ainda mais elevada em países como a Coreia do Sul, Noruega, Eslováquia, Japão e República Checa, todos com taxas de conclusão do ensino secundário superiores a 90 por cento.

Portugal volta a integrar o conjunto de países que apresenta resultados mais baixos, já que mais de metade das pessoas desta faixa etária não terminou o liceu, o mesmo acontecendo na Turquia e no México.

A disparidade entre os países da OCDE registada ao nível do número de anos despendidos, em média, no sistema de ensino reflecte-se igualmente na percentagem de população com diploma universitário.

Esta percentagem varia entre menos de 10 por cento em países como Áustria, Luxemburgo ou Portugal até 20 por cento ou mais em estados como a Austrália, Canadá, Dinamarca, Holanda, Noruega, Japão, Coreia do Sul e Islândia.

No total, um em cada três jovens da OCDE tem estudos superiores. Neste nível de ensino, a diferença entre gerações é particularmente acentuada, registando-se em praticamente todos os países um aumento significativo de licenciados.

Em Portugal, por exemplo, apenas dez por cento das pessoas entre os 45 e os 54 anos têm formação superior, uma percentagem que quase duplica entre os jovens com 25 a 34 anos (cerca de 18 por cento em 2003).

fonte: PUBLICO
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