quinta-feira, setembro 29, 2005

Mr. Entertainment

"Casa cheia" para ver o Herman

Um espectáculo de Herman José é sinónimo de salas esgotadas. Nesta primeira noite de uma série de quatro, o senhor referência do humor nacional brindou a plateia presente no Teatro Municipal Baltazar Dias com o seu registo inconfundível, misturando sátiras aos protagonistas mediáticos nacionais com larachas e alguns momentos musicais.

Durante cerca de uma hora e meia, este "one-man show", bastante bem disposto, foi-nos provocando gargalhadas com as imitações de vozes conhecidas e com as caricaturas de algumas das figuras que aparecem nos televisões nacionais. No seu estilo descontraído e com à vontade que o caracterizam, Herman mandou algumas "bicadas" a colegas do meio televisivo, tais como Júlia Pinheiro, Manuel Luís Goucha e Manuela Moura Guedes, sem esquecer os "ilustres" José Castelo Branco e Lili Caneças. Até figuras falecidas como a Amália e o Papa João Paulo II foram alvo de alguns momentos de sátira.

Entre piadas e anedotas, Herman José brindou-nos com momentos musicais, em que percorreu alguns êxitos musicais de todo o Mundo, através da viola e pelo magnífico piano "Steinway" que o Teatro possui. Inclusive, arrancou muitos aplausos aquando da interpretação de "A Mula da Cooperativa", imortalizado pelo saudoso Max.

Como não há bela sem senão, os já habituais problemas no sistema de som do Teatro impediram o pleno usufruto do humor "hermaniano". É verdade que a sonoridade do edifício não é das melhores, no entanto tal não justifica os constantes falhanços e interferências nos vários microfones que o Herman utilizou. Fica também o apontamento sobre os vários lugares vagos, apesar de já ter sido anunciado que os bilhetes estavam esgotados, o que significa que, ou as pessoas com bilhetes (ou convites) não foram ou algo de mal se passou.
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