segunda-feira, abril 11, 2005

Tamanho não é documento...

XXVII Congresso
Luís Marques Mendes é o novo líder do PSD



Luís Marques Mendes foi hoje eleito líder do PSD no XXVII Congresso do partido, a decorrer em Pombal, obtendo mais 116 votos do que Luís Filipe Menezes.

A lista apresentada por Marques Mendes para a Comissão Política Nacional obteve, assim, uma vitória menos folgada do que a inicialmente esperada, conquistando 56,6 por cento dos votos (497), ao passo que a lista liderada por Menezes conquistou as preferências de 44,4 por cento dos delegados (381).

Luís Marques Mendes prometeu uma oposição "firme e exigente" à actuação do Governo, garantindo que o partido terá uma agenda política própria. Nesse sentido, reafirmou a ameaça de bloquear a revisão constitucional, caso o Executivo insista em realizar o referendo ao aborto antes da consulta sobre a nova Constituição Europeia.

Marques Mendes considera o referendo europeu “absolutamente prioritário” relativamente a outras consultas, por versar “matérias de relevante interesse nacional” e recorda que “também esse pareceu ser o entendimento do primeiro-ministro no discurso da sua tomada posse”. “Se o Governo mantiver esta linha de prioridades contará da nossa parte com a abertura à necessária revisão constitucional que se impõe", declarou Marques Mendes, no seu primeiro discurso como líder do PSD. Contudo,"se o PS ou o Governo cederem à agenda política ou às prioridades de outros partidos, preterindo aquela que é a prioridade nacional, então fica a saber que não contarão connosco. Pelo contrário contarão com a nossa firme oposição”, garantiu, sem nunca se referir ao referendo sobre o aborto.

Garantindo que o PSD sai do congresso de Pombal “com uma nova estratégia” e “um novo estilo de fazer política”, Marques Mendes dedicou grande parte da sua intervenção a deixar recados ao Executivo socialista, a quem acusou de ter estado “mais ausente que presente” no primeiro mês de governação, anunciando medidas pontuais “e poucas ou nenhumas medidas de fundo”.“Os problemas do país, em particular os que se revestem de natureza estrutural, não se compadecem com atrasos”, defendeu Marques Mendes, sublinhando que as reformas necessárias ao país exigem “vontade política” e não podem estar dependentes “de eleições autárquicas, presidenciais ou referendos”.

Declarando que o país “reclama mudanças”, Marques Mendes prometeu promover “plataformas de desenvolvimento” com o Governo nos sectores da justiça, finanças e reforma do Estado, mas avisou que o PSD será uma oposição “firme e exigente” sempre que o Executivo der mostras de “não ter vontade ou capacidade reformadora”. Em resposta às críticas que lhe foram feitas por Luís Filipe Menezes durante o congresso, Marques Mendes garantiu que o PSD “nunca será muleta do Governo” e reafirmou que a nova liderança social-democrata vai elaborar “uma agenda política própria”, dando particular atenção às questões da economia, finanças públicas e políticas sociais.

Num último recado para o interior do partido, Marques Mendes afirmou que o PSD iniciou neste congresso “uma nova caminhada de fundo”, devendo aproveitar os próximos anos para ganhar a experiência que lhe permita "criar as condições para voltar a ser o maior partido de Portugal".

fonte: O PUBLICO

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