terça-feira, março 15, 2005

TAP é a 16ª operadora da "Star Alliance"



A TAP Portugal tornou-se ontem membro efectivo da aliança aérea Star Alliance, culminando desta forma um processo que decorria desde há cerca de um ano, desde que a companhia aérea portuguesa apresentou a sua candidatura oficial apadrinhada por importantes companhias, nomeadamente pela Lufthansa.

A cerimónia teve lugar no ex-Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa. Foi um dia histórico para a transportadora portuguesa, pois o evento coincidiu com a celebração do 60º aniversário da TAP. Na capital portuguesa reuniram-se os presidentes executivos (ou administradores-delegados) das 15 companhias aéreas já filiadas na Star, que deram as boas vindas ao novo parceiro.

A TAP tirará vantagens desta integração sobretudo ao nível de custos, tendo Fernando Pinto, administrador-delegado da companhia portuguesa, revelado que só em termos de poupança a mais-valia está estimada em cerca de 30 milhões de euros, se bem que a adesão custe à volta de 10 milhões de euros, em promoção de imagem da empresa portuguesa no universo Star Alliance, uma despesa que a TAP já está a assumir.

«É com satisfação que acolhemos a TAP como a nossa mais recente companhia-membro», afirmou Jaan Albrecht, presidente executivo e CEO da Star Alliance. «Com a TAP, a Star Alliance melhora mais uma vez a qualidade da sua rede e, consequentemente, o produto oferecido aos nossos clientes, reforçando ainda mais a nossa posição de liderança no quadro das alianças existentes na aviação», prosseguiu.

O facto de a Madeira ser hoje um dos principais destinos da TAP Portugal confere à nossa região uma maior visibilidade, enquanto destino no seio de todas as companhias aéreas que integram a aliança. Madeira e Porto Santo são a partir de ontem dois dos 795 destinos servidos pela rede da Star Alliance.

Isto significa na prática que um cliente japonês que pretenda viajar para o Funchal pode fazê-lo comprando um único bilhete que o encaminhará através das companhias filiadas para, por exemplo, Londres, e depois directo para a Madeira. Um voo com apenas duas escalas, e muito mais barato do que se tivesse de utilizar companhias independentes e fora desta aliança. O mesmo se passa em relação a outras origens ou destinos, já que isso é válido em sentido inverso. A aliança terá o grande mérito de encurtar distâncias e diminuir tarifas.

fonte: "PUBLICO" e "DN MADEIRA"

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