segunda-feira, fevereiro 21, 2005

O país virou à esqueda...

PS conquista primeira maioria absoluta da sua história



O PS alcançou nas legislativas antecipadas a sua primeira maioria absoluta em 30 anos de democracia, inflingindo ao PSD o pior resultado desde 1983. A inversão da tendência de queda da CDU e a quase triplicação dos deputados do Bloco de Esquerda foram outras notas dominantes das eleições.

A noite de domingo ficará também marcada pela demissão de Paulo Portas da liderança do CDS-PP, depois de os populares não terem ido além dos 7,26 por cento dos votos, passando de terceira para quarta força política no Parlamento, com apenas doze deputados.

José Sócrates foi o grande vencedor da noite eleitoral, alcançando não só a maioria absoluta que pediu durante toda a campanha (elegeu já 120 dos 230 deputados), como conseguiu a vitória do PS em todos os círculos eleitorais do país, à excepção de Leiria e Madeira.

Com 45,05 por cento, os socialistas registaram a terceira maior votação de sempre num só partido, só superada pelas maiorias absolutas do PSD de Cavaco Silva em 1987 (50,2 por cento) e 1991 (50,6).

Jerónimo de Sousa, que substituiu Carlos Carvalhas na liderança do PCP em Dezembro do ano passado, foi outro dos vencedores da noite. A CDU inverteu a tendência de queda que vinha registando desde 1985, ao alcançar 7,57 por cento dos votos, mais meio ponto percentual do que em 2002. Os 14 deputados eleitos permitem à coligação PCP-PEV reassumir-se como a terceira força mais votada do hemiciclo.

O Bloco de Esquerda, que conquistou 6,38 por cento dos votos, conseguiu eleger oito deputados (contra os actuais três), apesar de continuar a ser o mais pequeno grupo parlamentar da Assembleia da República. Ainda assim, os bloquistas não conseguiram impedir a maioria absoluta do PS - um dos objectivos a que se tinha proposto.

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