quarta-feira, março 13, 2013

Qual será o preço?




Falou-se, falou-se, falou-se... mas ficou tudo na mesma. O que se esperava aconteceu. Toda a oposição retirou a confiança neste Governo de Alberto João Jardim, enquanto que a maioria laranja no Parlamento Regional segurou o mandato social democrata ao leme do Arquipélago da Madeira.

Se da oposição não surgiu nada de novo em termos de argumentos - que já estão há muito tempo na rua e cada vez mais fundamentados com o passar do tempo - já do Presidente do Governo Regional saiu a confirmação que está cansado, sem ideias e a remoer os discursos de outrora. 

Porém os tempos são outros, as exigências são outras, as pessoas mais exigentes, menos pactuantes apesar de ainda coniventes (basta verificar que dos 25 mil desempregados nem 100 estiveram nas manifestações de hoje frente ao Parlamento), a capacidade negocial e de pressão são muito inferiores, e o facto de ter o ataque permanente de Lisboa - e ainda vamos ver o que sai da nova Lei das Finanças Regionais - a Madeira é agora muito difícil de governar. O próprio "medo" de enfrentar o povo é tão real que foi necessário reforçar a segurança policial à volta da Assembleia, como houve igualmente a preocupação de ocupar os lugares das galerias do hemiciclo reservadas para o público, com uma turma de uma escola do Funchal. Tudo para que não houvesse protestos. E não os houve. E amanhã há mais uma turma de visita.

Seja como for, Alberto João Jardim sairá desta semana parlamentar com a confiança da sua bancada e com o chumbo das duas inócuos e temporalmente despropositadas moções de censura ao Governo Regional. Resta saber a que preço.


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