quarta-feira, junho 30, 2010

É servido um Portugal à Queiroz?

 
A propósito da eliminação de Portugal do Mundial da África do Sul, eis a minha crónica, publicada hoje no Diário de Notícias da Madeira:


«Quem assistiu aos jogos da nossa selecção, sobretudo aqueles que a acompanharam em outras edições europeias e mundiais, não a reconhecerá. Portugal era conhecido por esse mundo fora como uma equipa de posse de bola, de circulação e controlo do esférico. É verdade que a maior pecha sempre foi a finalização em momentos cruciais, mas é esse o estilo da equipa portuguesa, para o bem e para o mal.


Mas quem olha para esta equipa não a reconhece. Mérito de Queirós. De facto, com este seleccionador tudo mudou. Viu-se uma solidez defensiva impressionante, trabalho de sapa gigantesco no meio campo, tentativas de saídas rápidas para o contra-golpe, numa espécie de Grécia do Europeu de 2004. É um estilo de jogo que não agrada. Eu particularmente não gosto. Só que se a selecção helénica teve a protecção dos deuses do Olimpo, Portugal teve… Queirós.


Em 3 jogos a 'sério', Portugal ficou em branco. Quase não teve bola para jogar, passou a maior parte do tempo a impedir a construção de jogo do adversário e só esporadicamente tentou marcar. Mesmo ignorando as conversas da "treta" de finais e campeões habituais nestas alturas, a verdade é que se Portugal tinha objectivos mais altos, pouco fez para os conseguir. E nestes jogos a doer viu-se perfeitamente o trabalho de Queirós - que ainda conseguiu a proeza de transformar o Cristiano Ronaldo num jogador perfeitamente banal. E ainda há gente que insiste em criticar um tal de "il speciale"…

Que pena que não existem mais Coreias…»

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