... para pensar.
“Nenhum evento por si próprio é sinal de alterações climáticas. Não foi a primeira vez que aconteceu uma tempestade na Madeira. Há registos idênticos de há 30 ou 40 anos. Pode sim observar-se um conjunto vasto de fenómenos dos últimos anos que representa um mundo que está em mudança”. As palavras são de António Baptista, director do centro norte-americano de Ciência e Tecnologia para a Observação de Margens Costeiras, e colaborador com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Quando posto num contexto de vários eventos extremos que estão a acontecer - os terramotos no Haiti e Chile, as inundações e deslizamentos na Madeira e Açores, as enchentes em Portugal continental e em França -, practicamente num espaço de dois meses, temos indicação de que há mudança. Faz sentido dizer que há mudanças profundas, apenas não sabemos exactamente quais são. Mas todos nós estamos agora a ver os efeitos e temos de percebê-los e reagir em consonância.
"É preciso antecipar agora, tomar as medidas necessárias para ter zonas saudáveis, que permitam aos animais ser saudáveis e aos homens também. Não há ambiguidade ou dúvida. É profunda e irreversível a mudança”.

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