(Foto: Cláudia Amador Rodrigues)
Apesar das ameaças meteorológicas para este sábado - faz uma semana desde a intempérie que pôs a Madeira na boca do mundo - a verdade é que, aos poucos, o Funchal vai limpando a face. Muito deve-se ao empenho do Governo Regional que, entre outras medidas, mobilizou 110 máquinas e 250 camiões só para os trabalhos de limpeza das ribeiras e estradas em toda a ilha. Mas também todo o trabalho feito de voluntários, entre jovens e mais velhos, que dia após dia, encontra-mo-los de pá e botas a limpar as ruas e lojas do Funchal.
Mas muito trabalho ainda há por fazer. Sobretudo nas zonas altas do Funchal. Com as terras ainda húmidas e periclitantes, o trabalho é moroso e muito complicado. Se a baixa do Funchal caminha para a recuperação - no próximo domingo desembarcam cerca de 4500 turistas - o que se pode esperar das zonas altas das freguesias do Monte e Santo António, da Serra de Água e da Tábua, ainda é uma enorme incógnita.
Os prejuízos da destruição de 100 quilómetros de estadas (um quinto da rede regional), cerca de 500 viaturas, 60 habitações e centenas de equipamentos, estima-se que rondarão os mil milhões de euros, o que representa metade do orçamento regional, num prazo de recuperação e reconstrução que pode ir de dois a dez anos.
Insubstituível são as vidas humanas que já se perderam. O número de mortos confirmados, causados pelo temporal que assolou a ilha da Madeira no sábado, subiu de 41 para 42, anunciou hoje a porta-voz do Governo Regional, Conceição Estudante, que registou igualmente um número menor de desaparecidos, apenas oito.
O futuro é um desafio. Mas é também uma oportunidade. Não de reconstrução mas de construção planeada. Se assim o será, só o futuro o dirá.
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