terça-feira, junho 09, 2009

Um Pirata no Parlamento Europeu

 

Da Suécia veio uma novidade para o Parlamento Europeu. O Partido Pirata conseguiu 7,1 por cento dos votos nas eleições europeias na Suécia, segundo resultados parciais, e será então representado por Christian Engstrom no Parlamento Europeu.


O Piratpartiet (ou partido pirata) é um partido político sueco fundado a 1 de Janeiro de 2006. O partido é contra as leis de copyright e patentes, contra a violação do direito de privacidade e a favor das práticas do compartilhamento. Trata-se de um movimento que se espalhou por dezenas de países, onde diversos partidos piratas se organizam para defender pautas semelhantes.


O movimento político viu a sua popularidade aumentar em Abril deste ano, após a condenação dos quatro responsáveis pelo site The Pirate Bay a um ano de prisão por cumplicidade na partilha ilegal de ficheiros. Apesar dos nomes semelhantes, o partido e o site não têm nenhuma relação, mas após o julgamento, o Partido Pirata mostrou que tinha uma identidade própria e fisgou a atenção dos eleitores do país, em especial os mais jovens. Também Portugal já tem o seu Partido Pirata.


É, no mínimo, uma forma diferente de fazer política.

2 comentários:

il _messajero disse...

Não lhe chamaria partido, mas sim movimento cuja finalidade e objectivo é um pouco reduzido.

Creio que em termos de sustentação futura do movimento, o facto de se focar apenas na temática dos direitos de autor, não lhe augurará um grande futuro.

No entanto, isto não impede que a eleição de um grupo assim. seja a meu ver altamente positiva. Eu, nado e criado na geração do Napster, Kaaza, Soulseek e afins, obviamente me revejo um pouco no discurso que o mesmo adopta, ainda que admita que tenha uma opinião bem mais ponderada daquela que possuía há 5 anos atrás sobre o assunto.

Por outro lado, é a evidência do poder que a web 2.0 pode ter, na formação de mentes igualmente capazes de questionar as coisas, como as anteriores gerações (ao contrário do muito propalado alheamento da juventude).

É igualmente positivo e uma lufada de ar fresco na cena política o informalismo e a maneira de colocar as questões. Veremos se o partido se institucionaliza e compacta mais cedo ou mais tarde com o status quo ou se por outro lado, se mantém irrevente.

Fábio Correia disse...

Que uau!
A sociedade mostra a sua evolução algo útopica, já como se passava com a cidade progressista no século xix, sendo que criou-se um partido pirata. A primeira impressão é uau!
Desconhecia completamente este partido, numa altura que em Portugal, em que se discutia propostas para novos partidos políticos (para quê?).
Esta ideologia utópica e lunática, acaba por mostrar aquilo que hoje a juventude vem demonstrar ainda com maior evidência, a sua ingenuidade.
Mostrar um movimento contra os direitos de autor, é uma ofensa, falta de respeito ao trabalho de quem o produz. vamos lá pôr em claro, será que esta juventude entrar no mundo do trabalho irá abdicar de um salário, por aquilo que produz/trabalha?

O que é inegável é o aparecimento da web no séc xx que vem impor-se no séc xxi, questionando a sua validade da informação e sua propriedade dos direitos de autor neste novo mundo virtual torna-se um objecto obsoleta sem qualquer respeito pelos os autores, irá mudar a sociedade, mudar num sentido quase situacionista em que "não trabalhar nunca" é aqui descrito, ou seja, privilegiando o caminho fácil e sem qualquer esforço/compensação por aquilo que se adquire propriedade.

O partido ganha pela sua irreverência mas acaba por se desvalorizar com a ingenuidade que a forma.