quarta-feira, abril 22, 2009

Viagem ao Egipto

 
Salam-Alaikum a todos! Eis-me de regresso à terra de todos nós, depois de uma visita ao país dos grandes Faraós, o Egipto. Diga-se desde já que recomendo, sobretudo para quem gosta de história viva. Mas nem tudo são rosas...


Para começar o Cairo. É a maior cidade de África e entende-se porquê. É a casa de 20 milhões de pessoas, isto sem contar com os turistas e a população flutuante. E acreditem... 20 milhões é mesmo muita gente! A primeira sensação de que estamos num país que não é o nosso é a língua, evidentemente. Aquele "ramalé-ramalé" deixa qualquer um encostado a um canto... é que não se percebe mesmo nada! Depois a polícia! E os controlos! É verificação da bagagem, do passaporte, do visto, da bagagem, dos guias, do autocarro, da bagagem, da contagem de passageiros, das barreiras na estrada, da bagagem... enfim! É mesmo caso para perguntar se estão com medo de terroristas! A parte mais gira no meio disto tudo é que eu entrei para as várias viagens de avião com água, sumos, sandes, maçãs, talheres, etc... de facto, não deixa de ser engraçado.


Depois é o trânsito! Se é que se pode chamar de trânsito. São milhares de carros que se fazem à estrada, com mão na buzina e fé em Alá! No Cairo vemos Mercedes topo de gama ao lado de Ladas russos. Autocarros a cruzar com carroças puxadas por burros ou cavalos. Carrinhas que transportam passageiros que param - literalmente - em qualquer lado. Táxis pretos, velhos, absolutamente manhosos que transportam tudo o que se mexa e não só! Gente com cinto e sem cinto. Carros a abarrotar de gente. Numa só vez contei 15 fulanos a saírem de uma carrinha de 9 lugares. O primeiro era polícia. Carros a circular com faróis acessos, no máximo, no mínimo, sem faróis, de porta aberta, sem porta! É verdadeiramente um mundo à parte!


Há três Cairos. Um Cairo empresarial, de grandes pontes, edifícios altos e modernos, palacetes e hotéis de luxo. Um Cairo militar. São bases, quartéis, academias, postos, com polícias e militares por todo o lado. E o outro Cairo, o dos comuns. Aqui percebe-se logo a diferença e o apego às tradições. Edifícios iguais por todo o lado, castanhos ou tijolo, as casas inacabadas que vão subindo de geração em geração, os mercados, as lojas, tascas e barracas espalhadas pela cidade. A sujidade é cartão de visita. A cidade dos mortos. Casas feitas em terrenos onde se enterraram os mortos, por serem mais baratas. A inevitável parabólica, presença obrigatória em qualquer lar que se preze. Como aglutinador a religião. As inevitáveis mesquitas que à hora marcada lançam a sua oração pela cidade são uma presença incontornável. Afinal são 78 milhões de muçulmanos contra 11 milhões de coptas.


Que interessa ver do Cairo? As pirâmides é claro. Se a Esfinge nos deixa algo desapontados (é bem mais pequena do que imaginamos), Queops, Quéfren e Miquerinos fazem jus à sua fama. Mais de quatro mil anos depois da sua construção, são obras absolutamente impressionantes. Pelo tamanho, pela tonelagem, pela precisão. O nosso hotel ficava em Giza, pelo que, nos 3 dias que estivemos no Cairo, passávamos sempre pelas pirâmides e, era impossível não nos deslumbrámos com elas. Vale a pena igualmente o Museu Egípcio. E vão ver as múmias! A sensação de estar a olhar para um corpo preservado (com cabelo, unhas, dentes), de uma pessoa, um faraó que há três milénios andou e governou aquelas terras é indescritível. Deixa-nos completamente desarmados e a pensar na relatividade das coisas.


O Cairo ainda tem outras coisas para oferecer para além das bugigangas normais. O mercado que nós fomos, o Khan el Khalili, é um dos mais originais mercados orientais, com uma história que remonta ao século XIV. Possui grande número de tendas com exposições de artigos em ouro, prata, madeira, marfim e cobre, peles, vestidos bordados e especiarias. Mais o mais espantoso é o grande nível arquitectónico dos edifícios que o norteiam e que converteram este local num verdadeiro museu islâmico. Como apêndice têm os insistentes "espanhol, português?" e "dos por dos eros". A Cidadela de Saladino, construída em 1183, e que alberga a Mesquita de Mohammed Ali, erigida em estilo turco sobre a colina norte da cidadela no ano de 1830, merecem uma visita. Nada como espreitar também o Bairro Copta, e ver a Igreja Suspensa, construída sobre as ruínas de uma fortaleza da Babilónia romana, a Igreja de São Sérgio, cuja origem remonta ao século IV e que, alegadamente foi erigida sobre a cripta onde se refugiara a Sagrada Família aquando da fuga para o Egipto. É sobretudo ainda mais divertido percorrer as ruas do bairro em hora de oração... muçulmana. Hilariante. E não se esqueçam, se conseguirem, vão a Memphis e Sakkara.


Ah... e preparem-se para ouvir: "Português? Cristiano Ronaldo! Manuel José!"... futebol é universal.


Mas é fora do Cairo que as coisas começam a aquecer. Em todos os sentidos. Sobretudo na temperatura. O destino foi Luxor. A Luxor moderna cresceu a partir das ruínas de Tebas, antiga capital do Império Novo (1550-1069 a.C.) e situa-se a 670 km ao sul do Cairo. A sua riqueza, tanto arquitectónica como cultural, fazem dela a cidade mais monumental das que albergam vestígios da antiga civilização egípcia. O Nilo separa Luxor em duas partes: a margem oriental, outrora consagrada aos vivos, onde encontramos os vestígios dos mais importantes templos consagrados aos deuses da mitologia egípcia, e a margem ocidental, consagrada aos mortos, onde se localizam algumas das mais importantes necrópoles do antigo Egipto, segundas em importância relativamente às existentes no planalto de Gizé, no Cairo, e onde foram feitos alguns dos achados arqueológicos mais significativos da antiga civilização, designadamente o túmulo de Tutankhamon, descoberto em 1922 pelo célebre arqueólogo e egiptólogo inglês Howard Carter.


Luxor oferece-nos muito. Na margem Oriental temos o Templo de Karnak. É de longe o maior dos templos do antigo Egipto cujos vestígios chegaram até nós. Foi dedicado à tríade tebana divina de Amon, Mut e Khonshu, e foi sucessivamente aumentado pelos diversos faraós, tendo levado mais de mil anos a construir. É no fundo uma mescla de vários templos fundidos num só. O seu grande destaque é a Grande Sala Hipostila, cujo tecto era suportado por 134 enormes colunas, ainda actualmente existentes, e consideradas como sendo as maiores do mundo. E acreditem: são enormes!! Ao lado está o Templo de Luxor, iniciado na época de Amenhotep III e só acabado no período muçulmano. Não tivemos tempo para visitá-lo o que foi pena, pois é o único monumento do mundo que contém em si mesmo documentos das épocas faraónica, greco-romana, copta e islâmica, com nichos e frescos coptas e até uma Mesquita (Abu al-Haggag). Vale a pena.


Do lado Ocidental de Luxor encontra-se o enorme Vale dos Reis. Transformado em principal necrópole real do Império Novo do antigo Egipto, possui 62 túmulos dos faraós desse período e também os túmulos dos faraós Tutankamon, Ramsés IX, Seti I, Ramsés VI e o de Horemheb. Os túmulos aí existentes designam-se pelas siglas KV (significando Kings Valley, em português vale dos reis) seguidas de um número, sendo este atribuído consoante a ordem cronológica da descoberta de cada túmulo. No total existem 62 túmulos, sendo o mais importante precisamente o número 62, o do Faraó Tutankhamon, mais pelo espólio do achado do que porventura a importância do faraó. Após uma paragem junto aos Colossos de Mémnon, chegamos ao vale pelas 8 da manhã e o termómetro já apontava 36ºC. A paisagem é rochosa, dura e seca. O clima é absolutamente árido. Notando que a maior parte dos túmulos está interdita ao público, visitamos os túmulos de Ramses I, IV e VIII, cada um diferente em si, cada um com a sua história. Só Deus sabe quem mais estará por ali, ainda por descobrir. Os trabalhos dos arqueológicos continuam.


Já agora, a pouco menos de 1 km está o Vale das Rainhas, que não fomos, mas onde se destacam os túmulos do Príncipe Amenkhepchef, da Raínha Ti e o da Raínha Nefertari, esposa do Faraó Ramses II.


Em compensação visitamos o Templo mortuário da Rainha Hatshepshut. Esta Raínha da 18ª Dinastia governou como um autêntico faraó, sendo assim considerada a 1ª mulher chefe do Governo na História. O estilo arquitectónico é único, e foi projectado e construído por Senenmut, o arquitecto da Rainha. Este templo constitui uma visão impressionante, tendo sido talhado parcialmente na rocha, e a visão do mesmo funde-se na grandeza da encosta calcária que lhe serve de apoio. O templo foi posteriormente "alterado" por Ramses II e pelos seus sucessores, e mais tarde os cristãos transformaram-no num mosteiro (daí o nome Deir al-Bahri, que significa "Mosteiro do Norte"). Próximo ao templo principal situam-se as ruínas do Templo de Montuhotep II, Faraó da 11ª Dinastia que unificou o Egipto, e o Templo de Tutmósis III, sucessor da Rainha Hatshepsut.


Em Luxor embarcamos no Sonesta Nile Goddess, que iria ser a nossa casa pelos próximos 4 dias. O primeiro destino era Edfu. Mas até lá importava um dia inteiro de navegação. Isto significava descanso. Sol e piscina. Era refrescante, ao fim de 3 dias a comer pó antigo. Pelo meio uma passagem muito interessante, durante a noite, na Comporta de Esna, uma espécie de elevador de barcos. Mais impressionante ainda que a comporta foram as dezenas de aventureiros em barquinhos a remos, que vieram rodear o nosso barco, para nos venderem coisas!! Isto só visto. Contado ninguém acredita. Acabamos por comprar duas túnicas. Foi, de longe, a compra mais estranha que alguma vez fiz na vida.


Entretanto chegamos a Edfu. Edfu é uma cidade pequena situada na ribeira ocidental do Rio Nilo, a 90 km de Luxor. Tem cerca de 50.000 habitantes. E é lá que encontramos o Templo de Hórus (e não, não foi o inventor do horóscopo... eu perguntei!). É, sem dúvida, um dos mais conservados e belos templos em todo o Egipto. É um templo construído de pedra arenosa que possui cenas e inscrições em relevos, dedicado a tríade da cidade Horus de Pehdet, Hathor, e Hor Sama-twai, pãe, esposa e filho consecutivamente. Além dos elementos tradicionais, o templo de Hórus possui outros elementos arquitectónicos que surgiram apenas na Època Greco-romana como o Mamisi (casa do nascimento divino de Hórus), a cripta, e o nilómetro (para medir a o nível das águas do rio). O bónus da visita foi o passeio de charrete com o Michael Schumacher lá do sítio.


O próximo porto foi o de Kom Ombo. A cidade não vi até porque já chegamos de noite. Nem sequer sei se tem cidade. Mercado tem. Vendedores também. Ou não estivéssemos no Egipto. Kom Ombo é famoso pelo seu templo à beira porto. O Templo de Kom Ombo foi construído há mais de dois mil anos, durante a dinastia ptolemaica. É o único templo duplo egípcio, assim chamado por ser dedicado a duas divindades: um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo; o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus - o mesmo do templo de Edfu. O seu desgaste é evidente se compararmos com o de Edfu. Ao longo dos anos sofreu a acção das inundações do rio Nilo, de terremotos e da retirada de pedras e objectos arquitectónicos  para outras obras. O que é pena, pois é um templo muito bonito também.


Finalmente chegamos ao fim do cruzeiro e a Assuão. Mas já falo de Assuão. O destino à saído do barco era uma viagem de 2 horas e meia até Abu Simbel, património da humanidade. Primeira nota de grande relevo: temperatura a rondar os 45ºC. Acreditem... é QUENTE!!!


Abu Simbel é um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na rocha, no banco ocidental do rio Nilo perto da fronteira com o Sudão, a cerca de 300 quilómetros da cidade de Assuão. No entanto, este não é o seu local de construção original. Devido à construção da Barragem do Assuão, e do consequente aumento do caudal do rio Nilo, o complexo foi transladado do seu local original durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser salvo de ficar submerso. O que, depois de ver "in loco" os templos", nem consigo imaginar a gigantesca obra efectuada. É dos mais brilhantes feitos da humanidade, digam o que quiserem!


Os templos em si foram mandados construir pelo faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida Nefertari, a "mais bela entre as belas". O primeiro tem logo à entrada 4 enormes estátuas de Ramses II e o seu interior é tão rico como o exterior. O segundo templo, dedicado a Nefertari, é igualmente de cortar a respiração. O grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egipto. Uma obra única, logo ali, à margem do Lago Nasser.


O regresso a Assuão foi muito menos penoso. 45 minutos de avião. Assim é que é. Assuão é uma cidade do sul do Egipto, a 950 quilómetros do Cairo. O nome da cidade significa "mercado". E como mercado que se preze, há muito para ver. Desde o Museu de Núbia, que possui 300 peças representando diferentes épocas: pré-histórica, faraónica ptolomaica, copta e islâmica; o Jardim Botânico, com plantas exóticas provenientes de todo o mundo; a Ilha Elefantina, que separa o Nilo em dois canais em frente a Assuão, e possui para além do mais, ruínas dos templos de Jnum, de Sadet e do seu filho Anukis; o Mausoléu do Aga Khan, um túmulo fatimita; o Mosteiro de São Simão, etc. Nós fomos ver o Templo de Philae.


Philae é uma ilha egípcia no rio Nilo, conhecida também com o nome de Pilak ou P'aaleq (em egípcio: "lugar remoto", "fim", ou ainda "ilha em ângulo") localizada perto da primeira catarata, a cerca de sete quilómetros de Assuão. Antigamente encontrava-se nesta ilha, um complexo de templos que com a construção da barragem do Assuão acabavam por ficar submersos durante a maior parte do ano. Por esta razão o conhecido Templo de Ísis foi desmontado e reconstruído na ilha vizinha de Agilkia, a cerca de 300 metros. O Templo de Ísis foi um dos que eu mais gostei. Primeiro porque deu-me excelentes fotos. Depois é bonito. É aberto, com grandes pavilhões, sempre com vista para o mar. E o facto de se chegar lá de barco dá-lhe outro encanto.


Por fim, uma das partes mais divertidas e bonitas desta nossa viagem ao Egipto. A visita à aldeia núbia. Perguntam vocês, mas o que são os núbios? E perguntam bem. A Núbia é a região situada no vale do rio Nilo que actualmente é partilhada pelo Egipto e pelo Sudão mas onde, na antiguidade se desenvolveu o que se pensa ser a mais antiga civilização negra de África (baseada na civilização anterior do Baixo Egito, que deu origem ao reino de Kush, que existiu entre o 3º milénio antes de Cristo e o século IV da nossa era). Este reino foi então dominado pelo reino de Axum e aparentemente, os núbios formaram novos pequenos estados fora da região ocupada. Um deles, Makuria tornou-se preponderante na região, assinando um pacto com o Egipto islâmico para conservar a sua religião cristã (copta), que conservou até ao século XIV, quando foi finalmente submetida aos árabes dominantes, mais precisamente dominada pelos Turcos Mamelucos por volta de 1315. Eles impuseram a religião muçulmana e colocaram no poder um príncipe Núbio convertido ao Islão. No entanto, a parte sul conservou-se independente, como o reino de Sennar, até ao século XIX, quando o Reino Unido ocupou a região. Com a independência dos actuais estados africanos, os núbios ficaram divididos entre o Egipto e o Sudão.


De facto, os Núbios são bastante diferente dos Egípcios. Para começar são bem mais escuros. Literalmente. Mas são bem mais simpáticos, afáveis e divertidos. Têm hábitos diferentes e língua também, embora falem arábico. As suas casas são coloridas e vivas. E têm crocodilos em casa. E parabólicas. As crianças são lindas e vivem num pequeno paraíso à beira Nilo. E também conhecem o Cristiano Ronaldo. E têm um professor excelente. Imaginem que fomos presenteados com uma aula de arábico. Aprendemos os algarismos e as letras do alfabeto. Mas acho que já me esqueci de quase todas!


E o passeio por aqueles canais. Maravilhoso. Inesquecível. Como toda a viagem.


Deixo-vos com algumas das fotos que tirei do Egipto. Espero que gostem. E se quiserem lá ir, recomendo. Vale a pena.

42 comentários:

Manuel Soares disse...

Hoje, Assembleia do Marítimo:

Parece que se vai decidir entre um estádio de baixo perfil, com 10 mil lugares cobertos e dispostos a toda a volta do campo. Um projecto definido pelo Marítimo, como objecto do concurso, com capacidade comercial (20 mil metros quadrados para além da parte desportiva) e que custa 600 Euros por metro quadrado.
As propostas são várias (variantes ao projecto base). Algumas com custos de 600 Euros/m2. Maximizando o investimento feito. Recebe-se o que se paga. Mantendo o que o Marítimo quer (ambiente desportivo, com bancadas junto ao campo e grande possibilidade de animação à inglesa atrás das balizas - as claques vão adorar), as variantes constroem mais ou menos (adiam a construção dos espaços comerciais não os comprometendo) a custos de marcado compatibilizando-se com o apoio do governo e abrindo os espaços comerciais a interessados, agora ou no futuro.

E outro, igual ao do Nacional, aberto nas laterais, sem o ambiente desportivo que se pretende, com bancadas altas, sem capacidade comercial (a menos do bar dos amendoins) e que custa 1000 euros por metro quadrado.
Esta proposta (da AFA) ajusta-se ao apoio do Governo mas constrói pouco e caro. E é um projecto alternativo (o que não era permitido no concurso) pelo que até se estranha ainda estar em jogo...
É a proposta favorita de Rui Alves, pois assegura ao Marítimo, uma solução idêntica à que tem na Choupana: um “elefante branco” dependente de subsídios.

O Governo regional já definiu o apoio e libertou o Marítimo no que se refere à componente extra-desportiva (a construir agora ou no futuro a expensas próprias – dos investidores interessados). Esperemos que não escolham a proposta do Nacional que paga-se caro e que pouco mais garante que o tal bar dos amendoins…

jose disse...

5*

Luísa Henriques Gouveia disse...

Porque que insistem em fazer comentários nos locais errados. Este post não fala do Marítimo. Falem do Marítimo no post correcto.

Jingas disse...

Fiquei cansada só de ler o relato...:P é um dos meus destinos de sonho, mas ainda não tive oportunidade de lá ir...

Margarida disse...

Egipto é um daqueles destinos obrigatorios, ou não fosse um país tão importante na história da civilização.
Ando a pensar lá ir, mas acho que vou escolher uma época de Inverno, pois segundo percebi, nessa altura as temperaturas deve ser menos... hum... sufocantes. Como é que vocês tiveram energia para visitar tanta coisa, com mais de 40ºC?
Já agora queria perguntar-te se o percurso que fizeste foi por vossa iniciativa ou se foram por agência de viagens.
É seguro ir um casal sozinho?
Teria muitas outras duvidas, mas não quero que o comentário fique demasiado extenso.
Gostei do teu blog!

Luis Miguel disse...

Olá Margarida. De facto, vale mesmo a pena ir ao Egipto, quer pela sua riqueza histórica (sobretudo), quer pela cultura social.

A melhor altura é mesmo ir em alturas mais "frias". Nos fomos em Abril e lá a temperatura rondou os 25º (no Cairo) e os 46º (em Abu Simbel). Mas a temperatura média andou nos 30º e poucos. Se calhar o ideal será o mês de Fevereiro ou Março.

A viagem - apesar de levar alguns toques nossos - foi organizada através de uma agência de viagens, e é mesmo a melhor forma de ver as coisas por lá. Acredito que se faça bem sozinhos, mas o custo de deslocação, entradas nos sítios (mais as filas), para quem vai só não compensa.

Qualquer dúvida é só dizer.

Maria Inês disse...

Olá!

Também gostava muito de ir ao Egipto, posso perguntar qual foi a vossa agência?

Obrigada,

Inês

Luis Miguel disse...

Olá Inês e obrigado pela visita. A agência que utilizamos foi a D-Viagens nas Laranjeiras em Lisboa. Mas o programa escolhido foi o da "Grantour".

Boa viagem! ;)

Sandra disse...

Olá eu vou agora em Outubro até ao Egipto, iremos fazer Cairo, cruzeiro no Nilo e Hurghada. As nossas dúvidas residem em saber se vale a pena levar USD ou lá é facil trocar euros. E no que diz respeito às refeições (pois no Cairo teremos sempre que fazer uma refeição por fora) o que é que aconselham?
Obrigada
Sandra

Luis Miguel disse...

Olá Sandra e obrigado pela visita.

Levem só Euros. É fácil de trocar e já nem podem dólares, visto o Euro valer mais. E há muita coisa que podem comprar em euros, quer em restaurantes, no hotel, no barco ou mesmo nos monumentos. Na rua só notas, porque eles têm dificuldade em fazer o câmbio de moedas.

No que concerne às refeições, no Cairo é mais fácil. Há muitos restaurantes, incluindo McDonald's e Pizza Hut. Nós não tivemos o problema da refeição "por fora" pois estava tudo incluído. Mas nada como precaver com umas sandes e bebidas na mochila.

Boa viagem!

Paula Marques disse...

Olá. vou este ano no dia 3 de abril fazer o mesmo circuito que fizeste no Egipto e pelo mesmo operador. Estou ansiosa porque sou fascinada pela civilização dos faraós. Trocas-te os € no aeroporto ou no hotel? A temperatura minima no cairo e no cruzeiro é agrdável?

Paula Marques disse...

Entras-te dentro de alguma pirâmide? Aonde compravas a àgua?

Luis Miguel disse...

Olá Paula.

Respondendo às perguntas: os euros podem ser trocados facilmente no hotel. Lá há postos de câmbio para o efeito. Pelo valor do euro ficamos sempre a ganhar com a troca para a libra egípcia. Também há no aeroporto mas quem vai em grupo não tem tempo para trocar lá. Seja como for, vale sempre a pena andar com euros porque eles aceitam a moeda.

A temperatura, na altura em que fomos, andou no Cairo entre os 25 e os 30º. Já fora do Cairo, entre Luxor e Abu Simbel, apanhamos de 35º a 46º... mas vale a pena. É um calor seco que suporta-se bem.

Quanto à água, comprar só no hotel ou no barco. Eventualmente os guias poderão levar água que também se pode beber. O resto é por conta e risco do artista.

Boa viagem! ;)

patricia disse...

ola....mt boa noite!!!!! nao sabia que andava com o menino joao...... velhos tempos de escola:)bjx

Paula Marques disse...

Olá Luis. Muito obrigado pelas informações. Olha, no vale dos reis foste ao túmulo de Tutankhamon? Quanto pagas-te pela visita opcional à aldeia Núbia? Lembras-te quanto custa uma garrafa de água? Desculpa tanta pergunta. O teu report da viagem é-me muito útil, principalmente porque também foste na páscoa tal como eu vou. Também gostei imenso das vossas fotos. Sempre fui fascinada pelo mundo dos faraós. Entras-te em alguma pirâmide no planalto de gizé? Até breve.

Luis Miguel disse...

Olá Paula. Respondendo às perguntas:

1) No vale dos reis ao comprar o bilhete dá direito a visitar 3 túmulos. O do Tutankhamon é pago à parte, mas é visitável. Atenção levar muita água e chapéu. Nós fomos às 8h00 e já estavam 36º. Para além da enorme quantidade de pó e terra no ar.

2) Para visitar a aldeia Núbia pagamos 40 euros p/ pessoa, salvo erro. Mas vale o dinheiro. E dependendo da altura (ou do Tour) há a possibilidade de jantar numa casa núbia.

3) As garrafas de água custavam normalmente 1 euro, embora no hotel fossem, salvo erro, mais baratas.

4) Podemos entrar numa pirâmide em Gizé - a de Kheops. Por acaso não entramos até porque - e rezam as crónicas - é um túnel estreito, comprido e escuro e não se vê grande coisa porque está vazia. Não sei o valor porque nem perguntei. Igualmente é pago à parte do bilhete.

Mais dúvidas é só perguntar. Abraço.

Anonymous disse...

Olá Luis. Mais uma vez obrigado pelas tuas úteis informações. Quero fazer a visita à aldeia núbia que é feita em Assuão certo? Disseram-me que a temperatura noctuna desce consideravelmente à diurna. Faz muito frio á noite? Vou seguir o teu conselho e levar chapéu e muita água. Além dos 3 túmulos quero visitar também o de tutankhamon. Espero que o guia nos dê tempo para tal. Até breve.

Anonymous disse...

Luis, lamento imenso o que aconteceu na ilha da Madeira. Espero que tu e os teus estejam bem.

Luis Miguel disse...

Olá Paula. Felizmente entre os "meus" nada aconteceu. Mas a cidade ficou num pandemónio. Mas aos poucos, com certeza, que tudo será recuperado, dentro do possível.

Beijinhos e obrigado pela atenção. ;)

Paula Marques disse...

São coisas muito desagradáveis que acontecem. A natueza é poderosa. Ainda bem que com vocês está tudo bem. Mas tudo se vai recompor. Tenho visto pela tv e está mesmo um pandemónio. Levou tudo à frente. Beijinhos para vocês e até breve.

Anonymous disse...

Olá Luis. Vocês ficaram num barco que eu gostava que fosse também para eu ficar. O hotel em que vocês ficaram também fica aonde eu gostaria de ficar em Giza. Vamos ver o que a grantur vai oferecer-me de hotel e barco. Com quanto tempo antes da viagem a grantur vos informou do hotel e barco onde vocês ficaram? Disseram-me que só uma semana antes da partida é que me informam qual o hotel e o barco. Só sei que são de 5*. Até já. Bjs

Paula Marques disse...

Desculpa, enviei a mensagem sem estar identificada.

Luis Miguel disse...

Olá Paula. Sinceramente não me recordo quando é que soubemos os hoteis e barcos. Mas creio que foi na altura em que levantamos os vouchers, salvo erro, duas ou três semanas antes da viagem.

Bjs.

Paula Marques disse...

E mais uma vez enviei mensagem sem estar identificada. Sorry.

Anonymous disse...

Olá Luis. Na agência disseram-me que provavelmente só iremos saber ao levantar a documentação. Na net estive a pesquisar sobre o barco onde vocês ficaram instalados e achei-o muito bonito. Espero que o que me calhe também o seja. Sabes que a ansiedade aperta e a curiosisdade é muita sobre onde vou ficar instalada. Em breve falaremos. Bjs

Paula Marques disse...

Luis, desculpa ser chata mas lembrei-me de uma coisa: além do guia ter sugerido a visita à aldeia nùbia também é ele que sugere a visita à mesquita de alabastro?

Luis Miguel disse...

Todas as viagens extra, digamos que não estão no pacote, são sugeridas pelo guia. No nosso caso, ele apresentou-nos vários pacotes no primeiro dia, que depois escolheríamos. Nós escolhemos o "circuito religioso" (ou qualquer coisa assim do género), que englobava uma visita à Cidadela de Saladino (onde está a Mesquita), visita ao Bairro Copta, a uma cena de perfumes e almoço e não me lembro mais o quê...

... ficou a faltar Sakkara e Memphis.

;)

Paula Marques disse...

Além da aldeia núbia também quero visitar a mesquita e o bairro copta que dizem ser muito bonito. Só espero que o guia nos sugira estes passeios. Lembras-te quanto pagaram por pessoa para ir a esse circuito religioso?

João disse...

Vamos ao Egipto dia 27 de Maio 2010
Alguem com viagem programada para a mesma data?

Paula Marques disse...

Vim de lá no dia 10 de abril. Amei. É lindo e Deus queira que vos calhe o guia Farouk que é fantástico. Divirtam-se e boa viagem.

Luis Miguel disse...

Então Paula, valeu a pena?

Raquel Malveiro disse...

Muitissimo interessante a viagem! Adorei a descricação... Gostaria de saber quantos dias é que estiveram no egipto para dar essas voltas todas? Obrigada :)

Paula Marques disse...

Olá. Valeu muito a pena. Maravilhoso. Tudo maravilhoso. Tive 8 dias espectaculares. Fiz o circuito Egipto eterno com a grantur.

Sandro Machado disse...

Olá... achei muito interessante a descrição, até porque desde sempre que esta matéria, esta civilização e as suas obras me fascinam... muito bom, mesmo, parabéns...

Este ano, em Junho, também vou ao Egipto e vou fazer o Circuito Ramsés, de 8 dias.

Uma questão que nos suscita mais dúvida é o valor das refeições..Já nos indicaram que seria por volta dos 30€/pessoa, tb já tivemos a indicação de que os preços seria os "normais" da nossa capital - Lisboa..... será que nos podem dar uma ajuda nesse capitulo?

E já agora em que altura do ano foram para apanharem essas temperaturas? E não digam Junho que me assustam já :)

Obrigado e até uma proxima.

Cumprimentos,
Sandro Machado

helena santos disse...

Parto no proximo dia 6 de Maio para o Egipto. Adorei a descrição feita e com ela mais agucei o desejo de conhecer a Civilização Egipcia. Obrigada por esta ajuda

João disse...

Procuramos conhecer alguem que viaje na mesma data para amizade

Paula Marques disse...

Eu fui no dia 3 de abril e já apanhei muito calor. Nós tínhamos as refeições todas incluidas.

Irene disse...

Olá Sandro Machado,
Também vou em Junho fazer o circuito de Ramsés, com a Abreu, não é?
Estou um bocado apreensiva, porque ouço falar do muito calor, do pó, que tem que se ter cuidado com o que se come e bebe... até já me dizeram que no barco, devemos tomar duche com chinelos nos pés, para não se apanhar fungos...
Mas depois vejo os vossos comentários maravilhosos... espero adorar.

Paula Marques disse...

Isso é exagero. Adorei td. Em relação à comida evitei os molhos e nos autocarros vendem garrafas de água. Amei td.

Sandro Machado disse...

Olá Irene,
É verdade, tambem vou em Junho pela Abreu... :)
Isso do calor e do pó acho que acaba por ser normal, dado o país... a recomendação que me deram tambem foi em relação às saladas, frutas descacadas e à àgua. Tambem para levarmos principalmente calçado prático e confortavel, de resto... venha é o dia da viagem que depois logo se vê.
Estou convencido e espero não me desiludir, mas acho que vai ser uma viagem memorável.

Luis Miguel disse...

Posso-vos garantir que há muito exagero sobre as histórias que se contam. Naturalmente será necessário alguma precaução extra, sobretudo se levarem crianças. De resto, correrá tudo bem.

É um destino fantástico e vale todo o esforço.

Abraço.

Paula Marques disse...

Concordo plenamente com o Luís.