sábado, fevereiro 14, 2009

Apophis, o Destruidor

 
(Foto: ufoarea.com)


Apophis (nome astronómico 99942 Apophis, previamente catalogado como 2004 MN4) é um asteróide descoberto em Junho de 2004. Baptizado com o nome grego do antigo deus egípcio Apep (O Destruídor), o asteróide Apophis faz parte de um grupo de asteróides chamados de classe Apollo, que tem um eixo orbital inferior a uma unidade astronômica – a distância da Terra ao Sol - em relação à Terra. Foi observado pela primeira vez a 19 de Junho de 2004 pelos astrônomos Roy Tucker, David Tholen e Fabrizio Bernardi do Centro de Controle de Asteróides, fundado pela NASA na Universidade do Havaí e, desde então nunca mais o largaram. Com boas razões.


As primeiras observações do asteróide, então ainda catalogado como 2004 MN4, levaram às afirmações de que a órbita seguida por ele no espaço o levaria a um impacto directo com a Terra no ano de 2029. Cálculos matemáticos mais refinados feitos nos meses seguintes acabaram eliminando a possibilidade de uma colisão nesta época, mas mantiveram a previsão de que o asteróide passará pela Terra a pequena distância, por uma fenda de ressonância gravitacional com cerca de 400m de largura, que o trará novamente ao planeta em 2036, aí sim com alguma possibilidade real de um impacto directo (1/43.000 para ser mais preciso).


Os astrónomos calcularam seu tamanho entre 320m e 415m e, no caso de colisão, o cálculo de sua massa, velocidade, composição e ângulo de entrada na atmosfera seriam suficientes para provocar uma explosão equivalente a 880 megatons de TNT num impacto directo, o que representa 114.000 vezes a energia desprendida pela bomba atômica de Hiroshima e sete vezes mais energia que a desprendida pela explosão do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883, capaz de volatilizar completamente uma extensão de terra do tamanho da ilha de Chipre e causar efeitos colaterais na geografia, no clima e no meio ambiente de 1/3 do planeta.


Os últimos estudos astronómicos indicam o dia 13 de abril de 2036 como o da maior aproximação do Aphopis da Terra, numa distância de passagem de 35.000 km da superfície do planeta, menor que a de alguns satélites geofísicos artificiais em órbita. Seja como for, não se pode afirmar com absoluta certeza qual será realmente a distância da sua aproximação, nem eliminar completamente uma possibilidade de impacto. No momento actual, projecções mais precisas continuam sendo feitas e anunciadas regularmente e o Aphopis é hoje o corpo celeste mais vigiado no espaço pela comunidade científica.

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