E eis que chegamos ao terceiro, e para mim último dia, do Rock in Rio Lisboa 2008. O dia na Parque começou cedo. Era o dia da criança, com entrada gratuita para menores de 9 anos, pelo que desde a abertura de portas a animação era essencialmente dedicada às crianças. O próprio palco Mundo "abriu" mais cedo que é habitual com as "teen bands" do momento, como a 'Just Girls' e companhia. Para mim, o maior foco de interesse iniciava-se a partir das 19 horas, com a subida ao palco dos Tokio Hotel, Joss Stone e o velhote Rod Stewart. O tempo continuou excelente - isto se atendermos que não choveu, apesar de ter arrefecido.
Mas avancemos.
Antes de falar dos Xutos permitam-me uma pequena palavrita sobre os 4 Taste. Conhecia muito pouco ou quase nada, mas daquilo que vi, não foram maus. Fazem-me me lembrar aquelas bandas MTV como os 'Blink 185', 'Limp Bizkit' e afins. E, se quisermos, com as devidas diferenças, os próprios 'Tokio Hotel'. Se cantassem em inglês, fossem americanos, e mantessem o mesmo registo, não vejo qual o motivo para não terem o mesmo sucesso que as referidas bandas. Se calhar é tudo uma questão de nacionalidade. Quanto aos Xutos & Pontapés, encaixados entre as bandas dos mais jovens, o melhor que se pode dizer foi que manteram a bitola alta, como já é habitual. Acompanhados pela 'Rock & Roll Big Band', os novos arranjos aos clássicos, e uma homenagem a alguns atletas que vão aos jogos Olímpicos, aqueceram o final de tarde.
Mal acabou o concerto e começaram a montar o palco, as fãs dos Tokio Hotel já abriam a garganta. Há algum tempo que não via uma banda a provocar esta reacção entre os mais jovens de todo o mundo. E, pelo que vi, a banda germânica está em grande. Num modelo muito próximo dos períodos iniciais dos 'Green Day', com músicas simples, rápidas e eficazes, e uma imagem poderosa do seu 'frontman' Bill Kaulitz, abrem os horizontes aos Tokio Hotel. Eu gostei do que vi e ouvi e auguro bom futuro. Vamos ver. De resto excelente.
Pelas 22 horas subiu ao palco mundo a enorme Joss Stone. E esta menina dos subúrbios de Kent, Inglaterra, de apenas 20 anitos e já com três álbuns no reportório, justificou o porquê de já ser considerada uma musa da 'soul' e 'R&B'. A sua voz quente e forte, uma presença simpática e bonita, sempre muito interactiva com o público, marcam a diferença. E a Joss deu um dos melhores concertos que vi nos últimos anos. Quem ainda não a viu, tem de obrigatoriamente a ver. Belíssima.
'And last but not the least', eis o senhor da boa disposição, Mr. Rod Stewart. O escocês, já com mais de 30 anos de carreira, e aos 63 anos, deu mostras de estar para as curvas. Uma hora de retornos aos seus clássicos - It's a Heartache', 'This Old Heart of Mine', 'Some Guys', 'Hot Legs', 'Da Ya Think I'm Sexy', as românticas 'Have I Told Lately' e 'Sailing' - puseram as quase 50 mil pessoas no Parque da Bela Vista a dançar e a cantar. Com uma banda fabulosa, vestida a rigor com vestes escocesas e dedicadas ao clube do seu coração, o Celtic, e um coro de três vozes negras absolutamente fantásticas, o 'Rodfather' manteve a bitola sempre muito alta, tudo com charme e muito estilo. Ficará na memória.




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