Não posso deixar de referir aqui o sentimento geral de injustiça acerca do resultado da canção da Vânia, no sábado passado. Embora não fosse uma canção que eu achasse extraordinário, a prestação da Vânia e companhia foi excepcional. Da mesma forma que as melhores canções (como a da Dinamarca) não tiveram o reconhecimento merecido.
E isto porquê? Porque, devido à proliferação dos países da Europa Oriental no concurso, mercê de um sistema de tele-voto, os resultados têm sido claramente adulterados. Vimos a Geórgia, a Arménia, Ucrânia, Bielorrússia, Lituânia, Letónia, Estónia a votar na Rússia e esta a votar nas suas vizinhas. A Croácia a votar na Sérvia, Montenegro, Bósnia-Herzegovina e vice-versa. Não há voto de mérito mas voto de cortesia. E assim é complicado. Resultado: péssimos resultados para os países da Europa Ocidental e a recusa de participação de países históricos como a Irlanda ou a Itália.
Ou mudam as regras ou então "bye bye"...
Nota: só para esclarecer algumas perguntas que me fizeram acerca dos participantes no concurso. O nome do concurso deriva da palavra 'Eurovision' que é a primeira palavra da cadeia de televisões europeia: a European Broadcasting Union (EBU). Qualquer membro da EBU pode participar no concurso, mesmo que não seja um país europeu. Isto inclui países africanos e asiáticos tais como Israel, Marrocos, Tunísia, Argélia, Egipto, Líbano, Arménia, Líbia e Geórgia. Destes países não europeus somente Israel, Marrocos, a Arménia e a Geórgia é que já participaram no concurso. O Líbano tinha intenções de participar pela primeira vez no ano de 2005, mas decidiu desistir pois não queria transmitir a actuação de Israel. Esclarecidos?

Sem comentários:
Enviar um comentário