
Ontem à noite fui ver o musical “Candide”, pela Orquestra Clássica da Madeira (OCM), em co-produção com o MADS, no Centro de Congressos da Madeira.
Pelo que já se esperava, sendo este um espectáculo do MADS e da OCM, "Candide" teve casa cheia. Algumas caras conhecidas, outras nem tanto, mas, sendo todo em inglês, achei curioso esse facto não afastar os muitos madeirenses que lá estavam.
Devo dizer que fiquei absolutamente fascinado. Para começar e antes de mais, com a elegância do guarda-roupa e adereços, como a todo o decór, luzes e cores do palco.
Destaque para a magnífica Orquestra que a Madeira tem. Sob a batuta do fantástico Rui Massena, cerca de uma dúzia de elementos tocaram e encantaram todos os presentes, com a sua qualidade e versatilidade. 5 estrelas!
Outra coisa que me fascinou grandemente fui a voz da actriz/cantora lírica Sarah Pryde, uma inglesa que brilhou intensamente neste musical. E sem esquecer a grande Janet Allison - que surpresa!!

“Candide” conta com um grande elenco, num cenário de luxo. Trata-se de um espectáculo inserido nas comemorações dos 500 anos da cidade do Funchal, que honra o programa da comissão organizadora.
Com música de Leonard Bernstein, encenação e coreografia do britânico Ray Jeffery e direcção musical a cargo de Rui Massena, maestro titular da OCM, este espectáculo é, inquestionavelmente, uma grande produção musical. Ontem, o público demonstrou, por várias vezes, estar deslumbrado com o musical.
Para além da OCM e de actores do MADS (foi dia de rever muitos amigos!!), “Candide” conta com a participação dos tenores portugueses José Lourenço e Luísa Barriga e dos cantores líricos Sarah Pryde e Janet Allison. O musical conta ainda, ao piano, com António Oliveira, professor e pianista “repetiteur” do Estúdio de Ópera da Casa da Música, no Porto.
“Candide” é baseado num texto de Voltaire e a sua acção começa em Westphalia, no castelo do Barão Thunder-Tem-Tronck. Em cena está uma filha e um sobrinho ilegítimo do Barão, respectivamente, Cunégonde e Candide. Maximilian, Paquette, empregada do castelo, e o Dr. Pangloss são outras das personagens.

A história, movimentada, conduz os actores à aventura. Atravessam guerras, sobrevivem a um terrível terramoto em Lisboa (onde inexplicavelmente aparecem uns dançarinos flamencos espanhóis!!!), são presos como heréticos e sofrem duras punições, mas que no final tudo acaba em bem e vivem felizes para sempre, naquele que é o "melhor dos mundos possíveis".
O espectáculo estará em cena até amanhã, estando a última sessão marcada para as 17 horas. Os bilhetes estão à venda no Teatro Municipal Baltazar Dias e no Centro de Congressos da Madeira (nos dias dos espectáculos), e meus caros, vale mesmo a pena, pois é um grande espectáculo.
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