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quinta-feira, outubro 10, 2013
MADS apresenta "Allo Allo"
A Madeira Amateur Dramatic Society (MADS) está a celebrar os seus 20 anos de existência e para marcar esta data, vai levar no final deste mês ao palco do Teatro Municipal Baltazar Dias, uma das suas mais bem sucedidas produções, nada mais, nada menos que ‘Allo Allo’.
Esta comédia, que é encenada por Nigel Miles-Thomas, é um 'remake' da de 2002, com um elenco quase totalmente renovado já que ainda conta com quatro elementos do elenco original. Nuno Morna (René), Teresa Gedge (Edith), Amanda Silva (Yvette), Natacha Gonçalves (Mimi), Janet Ellison (Helga) e Pedro Gouveia (Herr Flick) são alguns dos actores que interpretam as famosas personagens criadas por David Croft e
Jeremy Lloyd. Aqui o vosso rapaz também faz uma perninha na peça, na pele do italianissimo Capitano Alberto Bertorelli.
Só para terem uma ideia do que vão apanhar, esta versão segue as aventuras de René, o desafortunado dono de um café, numa
zona de conflito da França invadida, em que ele e a sua esposa Edith,
lutam por guardar para si próprios, a valiosa pintura ‘The Fallen Madonna with the Big Boobies’ de Van Klomp, roubada pelos
nazis e guardada na adega escondida dentro de um salsichão. Para além da pintura o casal dá
uma mão involuntária à resistência francesa, tendo escondidos também dois aviadores ingleses,
que estão a tentar repatriar, enquanto o rádio disfarçado de papagaio,
cria uma série de situações embaraçosas para ‘René’, clientes e amigos. E chega a notícia de que o
‘Fuhrer’ irá, em breve, visitar a cidade.
A estreia é no dia 31 de Outubro, pelas 21 horas. Ficando em cena até ao dia 3 de
Novembro no Teatro Baltazar Dias, com sessões no dia 1 (sexta) às 21 horas, dia 2 (sábado) às 17 e 21 horas, e no dia 3 (domingo), às 15 e 19 horas. Os bilhetes custam 15 euros para o público em geral, 10 para estudantes e idosos. Há
preços especiais para escolas.
Portanto, a não perder!
quarta-feira, outubro 09, 2013
Sabe qual foi a pior calamidade natural na Madeira?
A aluvião de 1803 foi a mais severa calamidade natural, de que há registo, a assolar a ilha da Madeira desde o seu povoamento. Este desastre natural, ocorrido no dia 9 de outubro de 1803, resultou na morte de centenas de pessoas principalmente nos concelhos do Funchal, Machico, Ribeira Brava, Santa Cruz e Calheta. A sua capacidade destrutiva só viria a ser igualada, 206 anos mais tarde, no fatídico dia 20 de fevereiro de 2010.
Na manhã do dia 9 de Outubro, por volta das oito horas, iniciou-se um período de precipitação, embora não muito copioso, que se prolongaria por 12 horas, até cerca das 20 horas da noite. Pouco depois das 20 horas as condições climatéricas agravaram-se, os níveis de precipitação aumentaram significativamente e começou a soprar um vento mais forte. Por volta das 20 horas e 30 minutos a situação agudiza-se e o caudal das ribeiras aumenta de forma exponencial até, finalmente, galgar violentamente as suas margens. Estavam criadas as condições para a ocorrência de uma das piores catástrofes naturais que alguma vez assolou a ilha da Madeira.
O número de mortes resultantes desta tragédia não é consensual. Algumas fontes apontam para um número muito perto das 1000 vítimas mortais. De acordo com Cabral Nascimento, num longo estudo sobre estes acontecimentos que publicou no Arquivo Histórico da Madeira (Volumes 1 e 5), esta aluvião terá causado mais de 700 vítimas mortais e além da cidade, e além da cidade, também houve muitos danos nas restantes freguesias do sul da ilha, nomeadamente em Campanário, Calheta, Tabua, Ribeira Brava, Santa Cruz e, sobretudo em Machico, onde morreram catorze pessoas.
Na manhã do dia 9 de Outubro, por volta das oito horas, iniciou-se um período de precipitação, embora não muito copioso, que se prolongaria por 12 horas, até cerca das 20 horas da noite. Pouco depois das 20 horas as condições climatéricas agravaram-se, os níveis de precipitação aumentaram significativamente e começou a soprar um vento mais forte. Por volta das 20 horas e 30 minutos a situação agudiza-se e o caudal das ribeiras aumenta de forma exponencial até, finalmente, galgar violentamente as suas margens. Estavam criadas as condições para a ocorrência de uma das piores catástrofes naturais que alguma vez assolou a ilha da Madeira.
O número de mortes resultantes desta tragédia não é consensual. Algumas fontes apontam para um número muito perto das 1000 vítimas mortais. De acordo com Cabral Nascimento, num longo estudo sobre estes acontecimentos que publicou no Arquivo Histórico da Madeira (Volumes 1 e 5), esta aluvião terá causado mais de 700 vítimas mortais e além da cidade, e além da cidade, também houve muitos danos nas restantes freguesias do sul da ilha, nomeadamente em Campanário, Calheta, Tabua, Ribeira Brava, Santa Cruz e, sobretudo em Machico, onde morreram catorze pessoas.
Mais informação em: http://rubenftas.blogspot.pt/2011/09/aluviao-de-9-de-outubro-de-1803.html
quinta-feira, outubro 03, 2013
terça-feira, outubro 01, 2013
E a mudança veio mesmo...
Honestamente. Nem o mais optimista da Coligação Mudança esperava este resultado no Funchal. E nem o mais pessimista do PSD esperava um resultado tão desastroso em toda a Região. No total, foram 7 as câmaras municipais perdidas, 22 freguesias e cerca de 25 mil votos. Não é mau, meus senhores. É desastroso!
Do outro lado do espectro está toda a, até domingo, oposição. A Coligação vence no Funchal, PS vence em Machico, Porto Santo e Porto Moniz, o CDS/PP em Santana, a JPP em Santa Cruz e os UPSV em São Vicente. O povo madeirense finalmente assumiu a vontade de mudar e, agora que o dinheiro começou a faltar e com ele toda a 'cola' da social democracia madeirense do PSD, fracturado por dentro, os resultados estão à vista. Naturalmente pode-se discutir se as mudanças assumidas advêm mais de um sentimento de "vingança" do que propriamente num confiar na alternativa assumida, mas isso só o tempo o dirá.
Acima de tudo, o dia 29 de Setembro de 2013 ficará na história do Arquipélago da Madeira, como o dia em que o PSD Madeira sofreu a sua maior derrota em 39 anos. Isto ninguém apaga.
No cômputo geral, e naquilo que particularmente me diz respeito, e em contra-ciclo em relação ao resto do país, o CDS/PP Madeira cresceu em
todo o lado, venceu uma Câmara e quatro juntas de freguesia, o que é inédito. Passou de 4 para 8 eleitos (incluindo um
presidente da Câmara), de 11.588 votos para 17.689 votos em
toda a ilha, e confirmou a posição ganha em 2011, como a segunda força
política na Região, inclusive reduzindo a diferença para o PSD. Apenas o Funchal, apesar da subida em número de votos, ficou aquém do que poderia ser espectável, fruto também do impacto que o voto útil veio a revelar no resultado final. O que nos obriga a repensar um pouco toda a estratégia para a capital da Madeira.
Quanto à Coligação Mudança, que venceu o Funchal, os próximos tempos serão decisivos para a sua credibilidade. Capitalizou com todos os votos dos descontentes, porém comprometeu-se com um programa que as pessoas irão cobrar. Tem a desvantagem natural das coligações que albergam muita gente, ou seja, a tendência para se desvanecerem rapidamente, assim como um período curto para mostrar serviço - o que será bastante difícil atendendo às actuais condicionantes regionais e nacionais.
O
povo decidiu, está decidido! Parabéns aos vencedores e votos de um bom
trabalho. E espero que a nova oposição seja construtiva e produtiva. Como
deveria ser sempre num sistema democrático que se preze (embora seja já
capaz de imaginar o que por aí virá). Mas atenção: não foi por
colocar a cruz e o papel na urna que a nossa obrigação, enquanto
cidadãos, acabou. Agora, mais que nunca, precisamos
de uma cidadania activa, atenta e fiscalizadora dos poderes públicos e
das pessoas que o exercem. Porque a responsabilidade não se extingue
após o acto eleitoral.
quinta-feira, setembro 19, 2013
Uma luz no fundo da Troika?
(Foto: Público)
No relatório, intitulado Reassessing the Role and Modalities of Fiscal Policy in
Advanced Economies, apresentado ao conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) no
passado mês de Julho, e que foi tornado público esta terça-feira, a equipa de técnicos do FMI liderada pelo economista-chefe Olivier Blanchard reconhece que as políticas defendidas pela instituição ao nível orçamental, desde o início da crise financeira em 2008, podem ou estão mesmo erradas em muitos pontos essenciais.
Destaco algumas conclusões que considero essenciais:
Ao contrário do que era norma antes da crise, o FMI assume agora que as medidas de austeridade devem ser aplicadas de forma progressiva, com cuidado, para não provocarem um efeito contraproducente na economia, tendo em conta problemas como a desigualdade e contando com a ajuda dos bancos centrais através da compra de obrigações. Com esta conclusão o FMI parece afastar a convicção absoluta de que pode haver "consolidações orçamentais expansionistas", ou seja, que, ao corrigir défices excessivos através de uma austeridade profunda, um Governo poderia estar a ajudar a economia, já que aumentaria a confiança dos agentes económicos. De facto, quando a crise financeira colocou as economias em recessão, foi positiva
a criação de estímulos orçamentais em muitos países, o que a aplicação de uma austeridade cega e rápida anulou completamente.
Na prática, para países como Portugal, que estão sob pressão dos mercados ou que
perderam mesmo o acesso aqueles, o FMI diz que, mesmo que uma austeridade mais rápida possa ser inevitável, ainda assim, mesmo para estes países "há 'limites de
velocidade", que devem ser levados em conta para cumprir o desejado ritmo
de ajustamento. Assim, a "escolha de uma velocidade apropriada do ajustamento tem de pesar os
custos (efeitos negativos no crescimento a curto prazo) contra os
benefícios (redução do risco soberano)".
Por sua vez, em relação ao tipo de medidas que devem ser usadas nos processos de consolidação das contas públicas, antes desta crise, os cortes de despesa eram vistos como as medidas mais adequados. Porém, perante os fracos resultados apresentados, os técnicos do FMI foram obrigados a reconsiderar este fenómeno e, neste relatório, afirmam que "novos estudos sugerem que grandes consolidações baseadas na despesa tendem a aumentar as desigualdades e que essa maior desigualdade pode ameaçar o crescimento". Por isso, concluem, "aumentos de receita podem ser uma componente importante dos pacotes de consolidação". Ou seja, sem abandonar o controlo da despesa e redução dos excesso, é igualmente importante o incremento de medidas que potencializem a receita, fora do âmbito das medidas de austeridade.
Resumidamente, o relatório conclui que os efeitos positivos de confiança podem ter um papel positivo face às adversidades dos cortes na despesa, porém, a prática mostrou que esta confiança não é importante para a consolidação das contas públicas. Que uma consolidação orçamental rápida é o meio mais eficaz para restaurar a saúde das finanças públicas, porém, aplicada sem qualquer consideração pelas características do país em questão, esta via pode mesmo ser autodestrutiva. Por fim, a consolidação à base da despesa tem sido a mais sustentável, porém a crise actual mostra que ela tende a aumentar as desigualdades e a ameaçar o crescimento.
Levou algum tempo, mas já dentro do próprio FMI começa a perceber que isto não está a resultar. A fórmula mágica dos anos 80 e 90 mostrou-se totalmente ineficaz perante uma crise globalizante, cristalizada à volta de uma moeda única, mas com agentes muito díspares entre si. Acendeu-se uma luz. Falta é saber se terá força suficiente para iluminar o resto da organização e passar a mensagem à troika! Urgentemente! Portugal agradecerá!
Resumidamente, o relatório conclui que os efeitos positivos de confiança podem ter um papel positivo face às adversidades dos cortes na despesa, porém, a prática mostrou que esta confiança não é importante para a consolidação das contas públicas. Que uma consolidação orçamental rápida é o meio mais eficaz para restaurar a saúde das finanças públicas, porém, aplicada sem qualquer consideração pelas características do país em questão, esta via pode mesmo ser autodestrutiva. Por fim, a consolidação à base da despesa tem sido a mais sustentável, porém a crise actual mostra que ela tende a aumentar as desigualdades e a ameaçar o crescimento.
Levou algum tempo, mas já dentro do próprio FMI começa a perceber que isto não está a resultar. A fórmula mágica dos anos 80 e 90 mostrou-se totalmente ineficaz perante uma crise globalizante, cristalizada à volta de uma moeda única, mas com agentes muito díspares entre si. Acendeu-se uma luz. Falta é saber se terá força suficiente para iluminar o resto da organização e passar a mensagem à troika! Urgentemente! Portugal agradecerá!
quarta-feira, setembro 18, 2013
Desmistificando a Coligação
Este artigo de opinião saiu ontem na secção das 'cartas do leitor' do Diário de Notícias. Considero extremamente pertinente e recomendo a sua leitura, especialmente para desmistificar a "independência" da coligação "Mudança" para o Funchal.
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sexta-feira, setembro 06, 2013
Cristiano REInaldo!!
Com os 3 golos frente à Irlanda do Norte,
Cristiano Ronaldo superou os 41 tentos de Eusébio que durante mais de
três décadas foram o recorde na Selecção Nacional. Acresce a curiosidade
de ter sido perante o adversário a quem o Pantera Negra apontou o seu
último golo com a camisola de Portugal.
Os 41 golos de Eusébio
aconteceram num espaço de quase 12 anos: o primeiro, a 8 de Outubro de
1961, na estreia, frente ao Luxemburgo, e o último, a 28 de Março de 1973, frente à Irlanda
do Norte, em Coventry (1-1).
Cristiano Ronaldo precisou apenas
de nove anos para apontar os seus 40 golos. O primeiro a 12 de Junho de
2004, frente à Grécia, na abertura do Europeu. O 41.º, o 42.º e o 43.º
esta sexta-feira, em Belfast, contra a selecção da casa.
Fenomenal, o puto da Quinta Falcão...
quarta-feira, setembro 04, 2013
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