segunda-feira, julho 01, 2013

Por uma autonomia mais responsável




Neste dia 1 de Julho comemora-se nos últimos 36 anos a Autonomia da Madeira, estabelecida por força do movimento revolucionário que mudou o rosto de Portugal em 1974 e por força da implementação da nova Constituição da República Portuguesa de 1976.

Esta autonomia, relativamente aos arquipélagos da Madeira e dos Açores, atendendo ao seu passado histórico, à sua situação geográfica, às características económicas e sócio-culturais dos seus povos, teve como objectivo garantir aos arquipélagos um estatuto especial, que veio reger as suas autonomias. 

Com efeito, as distâncias a que se encontram do Continente aconselham a que, para além da óbvia descentralização administrativa que justifica o Poder Local, haja um poder próprio, que dimana da Assembleia Legislativa Regional e dos Governos Regionais, e que, observando os princípios da coesão e da solidariedade nacionais, governará de acordo com os interesses dos povos desses arquipélagos. Entre outras prerrogativas, dotou-os de competências legislativas, fiscal e financeira muito mais vastas.

Porém, nos últimos anos assistiu-se a um desgoverno total de uma política que assentou sobretudo no desenvolvimento logístico e estrutural, com um investimento brutal na construção, desconsiderando vectores essenciais ao desenvolvimento do nosso arquipélago, nomeadamente, a educação, o turismo e as indústrias envolventes, a agricultura e a pesca. No momento em que o país atravessa um dos períodos mais graves da sua história económica, a Madeira paga duas vezes. Paga o mal do país e paga o seu próprio mal, penhorando a sua própria autonomia em troco de uma ajuda financeira para pagar salários!

Por isso é que hoje, mais que nunca, a celebração da autonomia regional mostra-se relevante. É neste momento que nós, Madeirenses, deveremos lutar por uma autonomia mais justa, mais equilibrada e que corresponda às verdadeiras necessidades da Madeira e do Porto Santo. Mas que seja igualmente uma autonomia racional, enquadrada constitucionalmente no interesse e na confiança nacional, que vá para além dos interesses ou diferenças partidárias e políticas.

O povo da Madeira merece respeito e máximo trabalho em prol de uma terra melhor e de oportunidades.

domingo, junho 30, 2013

Porque Somos Todos Funchal



Hoje foi a apresentação oficial da Comissão de Honra da candidatura ao Funchal do José Manuel Rodrigues, no belíssimo espaço que é o Mercado dos Lavradores.

Comissão para a qual fui convidado e que integro com muita vontade e, como a palavra indica, com muita honra. Porque acredito que actualmente é o candidato com melhores condições e melhores ideias para a edilidade do Funchal e seus cidadãos. Porque acredito que pode dar à cidade do Funchal aquele "empurrão" que ela urgentemente precisa para se assumir como o principal pólo mobilizador e catalisador da Madeira. Porque acredito que esta campanha traz uma visão global estratégica para toda a cidade e não meramente reactiva. E porque acredito que as restantes alternativas são mais do mesmo e os dias de hoje exigem mudança!

Mas para isso precisamos de todos. Porque o Funchal é de todos nós. Porque somos todos Funchal.


HÁ MAIS MARÍTIMO!


HÁ MAIS MARÍTIMO! É a nova campanha de promoção do clube. O novo cartão. As vantagens e promoções. A disponibilidade online. Estou a gostar.



Saiba tudo no novo site www.vantagensmaritimo.com e descobra os benefícios que o clube do seu coração lhe proporciona. 

terça-feira, junho 25, 2013

Nova época, novos hábitos!




A época 2013/2014 do Clube Sport Marítimo, ao contrário de anos anteriores, tem começado como eu acho que deve sempre começar. Positivamente.

Já foram eleitos os corpos directivos para o quadriénio 2013-2017. Uma saudação especial para os históricos verde-rubros João Luís Lomelino e Jacinto Vasconcelos que, depois de 2 décadas ao serviço das cores verde-rubras deixam as lides directivas do Clube - se bem que continuaram sempre, agora no papel de adeptos. Aos que se mantêm e aos que entram, votos de um bom trabalho.

Para fazer face às saídas consumadas, temos já caras novas confirmadas no plantel. À continuação de Artur, chegam o madeirense Ricardo Fernandes (União), Daniel Gonçalves, Pana e Alemão (Tourizense), Vinicius (Braga), Jorge Chula (Moreirense), Rodrigo Lindoso e Vanderley "Derley" Dias (Madureira). O plantel vai se compondo e ainda vamos nas fraldas do defeso.

Hoje, na tomada de posse dos novos orgãos sociais do clube, foi apresentado o novo cartão de sócio do clube que finalmente vem substituir o velhinho e já muito em desuso cartão em papel plastificado que ainda era uma marca negativa na imagem do clube. E, ao novo cartão formato multibanco, vem uma série de vantagens associadas e protocolos firmados, em benefício do adepto verde-rubro. Saiba mais em www.vantagensmaritimo.com.

Só falta mesmo o estádio para completar o ramalhete!

quinta-feira, junho 20, 2013

Bye bye Vagrant

(imagem: Berdades da Boca P'ra Fora)

Ainda me lembro, estavamos nós em meados dos anos 80, quando abriram um espaço no Funchal ao que todos nós chamavamos de "barquinhos". E isto porque as mesas desse espaço eram mesmo barcos! Pequenas embarcações que foram transformadas em espaço de café. Para mim, nessa altura, pouco me importava se o barco grande tinha sido dos Beatles ou doutros tipos quaisquer. Era um barco em terra e era o que uma criança gostava. Ainda por cima tinham lá gelados bem bons.

Cheguei a lá ir muitas vezes. Porém, aos poucos foi perdendo a sua piada. A qualidade do serviço também deixava algo a desejar, apesar dos turistas até o frequentarem com muita regularidade. Há algum tempo se falava em fechar o espaço, que dava má imagem para a restauração, etc. Mas lá foi ficando.

Até que veio o 20 de Fevereiro de 2010 e com ele o tão mal amado aterro entre o cais do Funchal e a zona velha da cidade. E literalmente atolou o navio, retirando-lhe praticamente as já parcas condições de funcionamento. As obras que entretanto se iniciaram ditaram a sentença de morte.

E assim dizemos adeus ao 'Vagrant', o iate dos Beatles que foi café e restaurante desde 1982 na cidade do Funchal. Segundo consta é intenção do Executivo madeirense, numa primeira fase, levar a embarcação até ao porto do Caniçal até porque, sublinhou o nosso interlocutor, o ‘Vagrant’ continua a ter dono. Depois existe a possibilidade de afundar o barco de forma a criar um recife artificial. Um fim digno para um barco com muita história que, depois de tantos anos em terra, voltou a navegar...

"IMI, imposto de vassalagem"


Achei muito interessante este artigo de opinião de Juvenal Rodrigues, publicado hoje no Diário de Notícias da Madeira. Deixo-o à leitura para vossa consideração.

(clicar para aumentar)


domingo, junho 16, 2013

Muse no Porto



Finalmente consegui ver um concerto ao vivo dos Muse - que não estivesse incluído em algum festival. E levou algum tempo - desvantagens de viver numa ilha. Mas foi tudo o que eu estava à espera.

Nem parece, mas a banda de Matthew Bellamy, Christopher Wolstenholme e Dominic Howard, está quase a celebrar os seus 20 anos de carreira. E com esta longevidade de percurso, naturalmente que acontece algo sempre muito interessante e que se viu mais uma vez no Estádio do Dragão: um público muito variado, que vai desde os mais "crescidos" aos mais novos. Os velhos fãs dos Muse que tiveram de abrir mão da sua "banda secreta" aos novos fãs do Muse, todos mesmo recinto, a ouvir e ver a evolução da banda, que explodiu para o mundo a partir de "Black Hole and Revelations" (2006) e, sobretudo, de "The Resistance" (2009).


Num estádio muito bem composto, cerca de 45 mil pessoas vibraram em quase duas horas de concerto, naquela que foi a apresentação de "The 2nd Law", polvilhada com as indispensáveis "Knights of Cydonia", "Hysteria", "Time is Running Out", "Supermassive Black Hole", "The Resistance", "Uprising" ou "Starlight". E houve explosões de fogo, um robot gigante, vídeos e personagens de carne e osso. Tudo apresentado com um grande espectáculo de uma banda que sabe como poucos, conquistar um estádio! E com um destaque muito especial, já que se tratava do dia de aniversário do Matthew Bellamy.

Deixo-vos então com um cheirinho do que foi o concerto, com a "Knights of Cydonia":

 

sexta-feira, maio 31, 2013

Canyoning a promover a Madeira



Foram 142 praticantes, de 12 nacionalidades, que nos dias 22 a 26 de Maio, participaram no RIC/Madeira - Encontro Internacional de Canyoning, organizado no arquipélago pelo Clube Naval do Seixal (CNS). 

 O 'canyoning' é uma atividade de lazer e de montanha que não assume carácter de competição desportiva e cujo objectivo é a satisfação dos praticantes na transposição de obstáculos em cursos de água - rios, córregos e ribeiras -, com recurso à caminhada, escorregas naturais, salto e rapel. 

Eu já fiz e é óptimo!


Esta é uma bem simples, mas muito grande promoção à ilha da Madeira. 

quinta-feira, maio 30, 2013

Al-Qaeda despediu terrorista que nunca atendia o telefone!





Nunca atendia o telefone, falhava em entregar relatórios de despesas, ignorava reuniões e desrespeitava ordens repetidamente, referem os líderes norte-africanos da Al Qaeda, segundo uma carta do organização terrorista encontrada pela agência Associated Press, cuja autenticidade foi confirmada por três especialistas, um dos quais o antigo responsável do Pentágono pelo contra-terrorismo em África, Rudolph Atallah.

Atenção: se este despedimento não foi procedido de um processo disciplinar, estaremos perante um despedimento ilícito e já estou a ver o homem no sindicato a reclamar, possivelmente até a reintegração no posto de trabalho...

A diferença do "aprender a pescar"...




Foi hoje conhecido um estudo, intitulado «25 Anos de Portugal Europeu», pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e pela consultora Augusto Mateus & Associados, e que revela que os 81 mil milhões de euros da União Europeia recebidos desde 1989 não foram suficientes para impedir uma história de «semifalhanço» de Portugal.

Ou seja, segundo o tal estudo, apesar de Portugal ter recebido 81 mil milhões de euros de fundos comunitários entre 1989 e 2011, e apesar dos aspetos positivos que a adesão de Portugal à UE trouxe com as melhorias na saúde, educação ou proteção social, o que se traduziu num melhor nível de vida, o País não conseguiu efetuar «mudanças estruturais» orientadas para um progresso sustentado. Ou seja, a melhoria não foi sustentada, e houve mesmo estagnação ou retrocesso em algumas áreas.

Na prática gastamos tudo em "ouro". Atendendo a que saimos de uma ditadura que, apesar de ter deixado tudo por fazer e evoluir e ainda ter desperdiçado imenso dinheiro em guerras no ultramar, não deixou o país depanado, e que fomos brindados com rios de dinheiro nos parceiros europeus, nunca houve a preocupação de realmente investir parte desse dinheiro no país, na sua indústria, tecnologia, know-how, inovação, todas aquelas coisas que fazem com que algo seja sustentável no futuro. Construiu-se sempre a pensar no agora e não na conta futura. Que agora chegou.

Deu-se a cana e o peixe. Mas o pescar ninguém ensinou.