domingo, março 31, 2013

Boa Páscoa!!




Todos nós, católicos de educação, conhecemos a história da Páscoa: a chegada a Jerusalém de Jesus Cristo representada no Domingo de Ramos; a última ceia; o lava-pés; a Sua Paixão; Que morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou, sendo o Domingo do Páscoa é possivelmente o dia mais importante da Religião Católica.

Assim sendo, o que raio tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo? A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teram sido os primeiros a usar o coelho como símbolo representativo da Páscoa. Outros porém, relacionam-o ao culto da fertilidade celebrado pelos babilónicos e mais tarde levado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da Páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. “Ostera” ou “Esther” era a deusa da primavera, que era representada a segurar um ovo na mão com um coelho aos seus pés.

Porquê um ovo e um coelho? Pois, o coelho já era reconhecido no Egipto Antigo como um símbolo da fertilidade, sobretudo devido à sua elevada capacidade de reprodução. Por seu lado, o ovo transformou-se no símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente. E foi este o sentido emprestado pelo ovo à Páscoa, que após a morte vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adoptou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo, sendo santificado um uso originalmente pagão.

Há ainda outra história curiosa. Diz-se que por volta de 1215 na Alsácia, em França, surgiu uma lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos (de galinha aparentemente) ao príncipe doente. E que, por essa razão, as pessoas ainda hoje têm o hábito de presentear os amigos com ovos na Páscoa. Felizmente alguém teve a ideia de trocar os ovos de galinha por ovos de chocolate! A verdade é que a ideia principal da ressurreição, da renovação da vida, perdeu-se um pouco pelo caminho, mas os chocolates continuam a vir... supostamente trazidos por um coelhinho!

E porque é que não se come carne na Sexta-feira Santa? O peixe foi o símbolo adoptado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." Pelo que o costume de comer peixe na Sexta-feira Santa, está então associado ao facto de Jesus ter repartido este alimento entre o povo. Assim a tradição de não se comer carne, prende-se como o facto de Jesus Cristo ter derramado o sangue da sua carne em nosso favor. Peixe em troca da carne. Embora eu continue a dizer que para mim, peixe é carne, mas enfim...

E só há a nossa Páscoa? Aparentemente não! A Páscoa nada tem a ver, directamente, com ovos nem coelhos. A sua origem remonta a tempos mais antigos, quando esta era a festa de passagem do Inverno para a Primavera, normalmente na primeira lua cheia da época das flores (actualmente o mês de Março). Não nos esqueçamos que para os povos da antiguidade, o estar vivo no final do rigoroso inverno era realmente motivo para festejos! 

E ainda tem a versão mais dramática dos Judeus, relatada no Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egipto. O Faraó não queria libertar os hebreus e, em resposta levou com as dez pragas que caíram sobre ele e seu povo. E se ainda aguentaram nove, a décima arrumou com eles. E de facto, a morte do filho primogénito de todas as famílias (não hebraicas é claro - ou pelo menos daquelas que tivessem a marca de sangue de cordeiro nas portas das casas), pelo anjo da morte que desceu dos céus, convenceria qualquer um. Foi um Faraó, sem filho varão,  que acabou por permitir que o povo de Israel fosse embora, apesar ainda da famosa perseguiçãozita, que levou Moisés a separar as águas do Mar Vermelho e a afogar todos os restantes (não hebreus é claro). Resumindo, em comemoração festeja-se o "Pesach", que literalmente significa "passagem" ou "passar por cima".

A Páscoa Cristã, aquela como nós a conhecemos, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 d.C. Ao adoptar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente nos motivos judaicos: a libertação da escravidão do pecado (ou dos Egípcios); o sacrifício de Cristo (o sacrifício do cordeiro cujo sangue aparece nas portas - "o Cordeiro que tira o pecado do mundo"); etc. Depois foi evoluindo para os ovos, coelhos e chocolateira que hoje conhecemos.

Importa reter: a Páscoa é mais do que ovos e coelhos (apesar de ser tudo o que Google mostra para metemos lá a palavra). Que a Páscoa representa a esperança que da morte nasça a vida e que, todos nós na nossa existência, sejamos capazes do milagre da ressurreição (não literalmente). Sejam felizes. Boas Páscoas!

sábado, março 30, 2013

A Bíblia - o Jesus Português




Estamos na Páscoa e é comum, nesta altura do ano, a televisão retomar todas as séries e filmes sobre a vida de Jesus Cristo. Clássicos como "Os Dez Mandamentos", "Rei dos Reis", ambos de Cecil B. DeMille, ou mesmo o controverso "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, são exibidos na Páscoa, data em que o cristianismo assinala a ressurreição de Jesus. Este ano não é excepção. Porém, nos Estados Unidos há uma nova série que está a fazer furor. 

"A Bíblia" estreou nos Estados Unidos no início de Março e ao primeiro episódio tornou-se no programa mais visto de 2013 na televisão por cabo norte-americana, com 13,1 milhões de telespectadores, ultrapassando mesmo a série "The Walking Dead", já na quarta temporada. Desde então as duas têm estado, taco a taco, na disputa pelo primeiro lugar do pódio das audiências, que tem acabado habitualmente por ser ocupado por esta série religiosa, produzida pelo Canal História. No total, A Bíblia já foi vista nos Estados Unidos por mais de 70 milhões de pessoas. 

Esta série tem ainda outra curiosidade. O seu autor principal, que naturalmente interpreta Jesus, é o português Diogo Morgado. E, apesar de aparecer apenas ao sexto episódio, Diogo Morgado ou "Handsome Jesus" como já é conhecido por lá, é o actor de que mais se fala. 

Em Portugal "A Bíblia" não foi transmitida durante a Quaresma, mas vai para o ar neste fim-de-semana. A SIC vai dedicar as tardes de sábado e domingo à série. O facto de estarmos na Páscoa e o protagonista ser português poderá também provocar boas audiências por cá.

Fica o trailer da série:


Bitcoin - a nova moeda




O que acontece quando as pessoas começam a perder confiança nos bancos? E nas suas próprias moedas? A história tem vários exemplos, desde guardar o dinheiro nos colchões em casa ou enterrá-lo no quintal, mas creio que nenhum como este.

O bitcoin é a nova moeda virtual, cada vez mais em crescente uso. Lançadas em 2009 por Satoshi Nakamoto (pseudónimo do seu criador), o sistema assenta em redes peer-to-peer (em que os computadores estão ligados directamente uns aos outros, de forma descentralizada). O valor do dinheiro (ou seja, o preço por que pode ser comprado com divisas convencionais, como o euro e o dólar) é guardado em ficheiros que existem na própria rede, tal como acontece com os proprietários dos fundos e o historial de transacções. As emissões de moeda são feitas periodicamente, de forma automática e pré-programada, sem intervenção humana. As bitcoins podem ser compradas e vendidas em sites criados para o efeito, cujo funcionamento não difere muito dos sistemas de investimento nas bolsas. O utilizador coloca ordens de compra ou de venda, definindo o preço porque está disposto a vender ou comprar, e espera que o sistema execute a ordem.

A ideia de dinheiro virtual não é nova. Já são muitos os sistemas que utilizam a sua própria moeda ou formas de crédito, adquiridos com dinheiro real, e que depois utilizam para comprar bens ou serviços. Veja-se o exemplo dos variados jogos no Facebook, entre outros jogos online. Esta moeda tem sido muito usada em mercados online de drogas e armas, mas também há serviços legais que aceitam este tipo de pagamento. O reputado serviço de alojamento de blogues Wordpress é um deles. No mês passado, o site Reedit, popular sobretudo nos EUA e onde os utilizadores agregam e discutem conteúdos que encontram online, passou a aceitar bitcoins para as suas funcionalidades pagas. Nos Estados Unidos, pelo menos, há um ou outro café que aceitam bitcoins e, no Canadá, houve quem pusesse uma casa à venda por 405 mil dólares canadianos ou, em alternativa, 5750 bitcoins.

O valor de cada bitcoin ronda actualmente os 90 dólares ou 70 euros. Há um ano, cada uma valia pouco menos de cinco dólares. Mas para termos noção do que representa esta nova moeda, na quinta-feira passada, pela primeira vez, o valor do total de todas estas moedas virtuais em circulação ultrapassou os mil milhões de dólares.

sexta-feira, março 29, 2013

Tempo de mudança



Tudo se conjuga para que Passos Coelho e Paulo Portas tenham mesmo de se sentar à mesma e discutir o futuro deste governo coligado. Os resultados do último ano não se coadunam com o esforço que foi exigido ao país e a ameaça de chumbo de alguns pontos do Orçamento para 2013 pelo Tribunal Constitucional exigem que sejam tomadas medidas drásticas face ao rumo tomado. E depois de ouvir a entrevista do regressado José Sócrates e respectivas reacções, temo mesmo que este país nada tenha aprendido e que vai novamente insistir em cair na retórica demagógica que ajudou a afundar definitivamente Portugal e entregá-lo às mãos da 'troika'.

Esta necessidade de mudança poderá ser igualmente a oportunidade para Paulo Portas e o CDS/PP deixarem de simplesmente ser a muleta de Vítor Gaspar e do PSD, e se imporem, tornando-se parte activa na necessária retoma de Portugal e de todos os Portugueses. Há muito que se pode fazer e há muitas medidas que o próprio CDS já propôs e que até à data não saíram da gaveta. O momento é agora.


quarta-feira, março 27, 2013

Dia Mundial do Teatro




Hoje celebra-se o Teatro. Mas o que é isto afinal? 

Para uns é o lugar físico do espectador, o lugar onde se vai para ver e onde, simultaneamente, acontece o drama como seu complemento visto, real e imaginário. É um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.

Para outros o teatro é um dos ramos da arte cénica (ou performativa), relacionado com a actuação/interpretação, através do qual são representadas histórias na presença de um público (a plateia) e que combina discurso, gestos, sons, música e cenografia.

Ou então é a expressão mais antiga do espírito lúdico da humanidade, e uma arte cénica especial, pois embora tome quase sempre como ponto de partida um texto literario (comedia, drama, e outros generos), exige a transformação da literatura em espectáculo cénico  e sua transformação directa com a plateia. 

Ou mais simplesmente, uma forma de arte na qual um ou vários atores apresentam uma determinada história que desperta na plateia sentimentos variados.

É isto tudo e muito mais. Para mim é a vida como a queremos mostrar, com o subir da cortina.

terça-feira, março 26, 2013

Mais um passo para a conclusão do Estádio

(capa DN de 24-03-2013)

Este era o "pormenor" que faltava. A notícia foi manchete no Diário de Notícia de domingo, com o sugestivo título de "Jardim autoriza estádio como garantia de obras". Mas desde que o Presidente do Governo Regional havia anunciado na inauguração da Loja Museu nos Barreiros que já existia uma forma de concluir as obras, que já se suspeitava de algo do género.

De facto este é um passo importante, em termos de obter financiamento da obra. O contrato original de concessão não previa a faculdade do Marítimo poder onerar o Estádio de qualquer forma, salvaguardando porém a autorização do Conselho de Governo. Pois bem, atendendo a que o actual executivo já não tem qualquer credibilidade financeira no exterior - como bom pagador - havia que conseguir produzir alguma garantia. Essa garantia será então o próprio estádio.

Apesar de ser uma boa notícia, ainda não é suficiente para prosseguir com as obras no imediato. Isto porque o Marítimo terá que procurar junto da Banca nacional e internacional um novo financiador, o que, naturalmente, poderá levar o seu tempo - e não ser rápido o suficiente para deixar o estádio pronto (ou, pelo menos a parte já em construção), a tempo da nova temporada.

Essa solução poderá passar pelo desbloquear da tal verba de 2,5 milhões de euros, há muito retida pela Secretaria do Plano e Finanças, para pagamento do acordo feito com os empreiteiros para a conclusão da actual bancada em construção.

Aguardamos novos desenvolvimentos.

segunda-feira, março 25, 2013

V... de Virus!




Nas últimas duas semanas as autoridades chineses têm andado a retirar porcos mortos do rio Huangpu, rio que que fornece a água para consumo doméstico para 20% das 23 milhões de almas de Xangai. Até à data desconhce-se a origem ou o que provocou a morte dos suínos. Agora, as autoridades enfrentam um novo caso mas com patos. Pelo menos mil aves surgiram mortas no rio Nanhe, na região de Pengshan, província de Sichuan, sudoeste da China. Os patos foram descobertos na última quinta-feira, mas só este domingo as autoridades de Pengshan confirmaram o caso. E, mais uma vez, não foi ainda possível determinar a causa da morte dos patos tendo em conta que a maioria dos corpos estava em avançado estado de decomposição. E estes são apenas alguns exemplos dos problemas que o gigantesco território da China oferece ao mundo em termos de saúde.

Graças a um enorme território e imensa população, a China é, juntamente com a Índia, uma das maiores ameaças à saúde pública do mundo. Que como sabemos tem um longo historial de pandemias com resultados calamitosos para a humanidade.

A mais grave de todas, registada entre 430 AC e 1979 foi a varíola. Só no século XX a varíola matou quase 500 milhões de pessoas. Julga-se que terá surgido na Índia e foi uma das principais responsáveis pela destruição das populações nativas da América após a sua importação da Europa com Colombo. Juntamente com o Sarampo, Varicela e outras doenças, ela matou mais de 90% (25% da mundial) da população do continente americano, derrotando e destruindo as civilizações Asteca e Inca. O último caso registrado da doença ocorreu na Somália em 1977.

Foi considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1980, no entanto, a doença voltou às manchetes de jornal, em virtude da suposição de que ela pudesse ser utilizada como arma biológica. 

A gripe espanhola (1918-1919), ocupa igualmente um lugar de destaque. Matou aproximadamente 50 milhões de pessoas em menos de 2 anos. Sozinho, este vírus matou mais pessoas do que os Nazis, armas nucleares e todos os terroristas da história juntos. Ninguém sabe como começou, nem a sua origem, tendo ganho o seu nome pelo facto da imprensa espanhola ter reportado que muitos civis estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes. A pandemia caracterizou-se mundialmente pela elevada mortalidade, especialmente entre os mais jovens e pela frequência das complicações associadas. Calcula-se que afetou 50% da população mundial, pelo que foi qualificada como o mais grave conflito epidêmico de todos os tempos. A falta de estatísticas confiáveis, principalmente no Oriente (como China e Índia) pode ocultar um número ainda maior de vítimas.

Uma das mais famosas foi a peste negra. E bem merecida a fama. Matou 75 milhões de pessoas. Era assim que era conhecida, durante a Idade Média, a peste bubônica, uma pandemia que assolou a Europa, a China, o Oriente Médio e outras regiões do Mundo durante o século XIV (1347-1350) dizimando um terço da população da Europa. A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos-pretos ou outros roedores.

Conta-se que a origem desta peste surgiu com o uso da doença como arma biológica. Cadáveres de turcos que tinham morrido da doença foram catapultados para dentro das muralhas de Jaffa, para onde se terá propagado. Mais tarde, durante a primeira guerra mundial, o exército Japonês também utilizou a peste como arma biológica disseminada por pulgas em civis chineses e prisioneiros de guerra na Manchúria.

O tifo também tem o seu lugar de destaque. Entre 1918 e 1922 matou cerca de 3 milhões de pessoas. Trata-se de uma doença epidémica transmitida por parasitas comuns ao corpo humano, os piolhos, embora não deva ser confundida com a febre tifóide que é causada pela salmonella.

A primeira descrição reconhecível do tifo foi dada em 1083 na Itália, mas só em 1546 é que o famoso médico de Florença, Girolamo Fracastoro (o primeiro médico a defender os germes como causa das doenças), descreveu a doença em termos científicos. Já em 1909, Charles Nicolle identificou o piolho como vector da doença. Ganhou em 1928 o Prémio Nobel pela sua descoberta.

O tifo atingia particularmente os exércitos em campanha e as populações prisionais. Uma das epidemias mais conhecidas foi aquela que atingiu Napoleão Bonaparte e a sua "Grande Armée" na campanha de invasão da Rússia, em 1812. Durante a retirada das suas tropas após a destruição de Moscovo, as tropas de Napoleão foram reduzidas de 600.000 a 40.000 homens por causa do frio e do tifo. O corte de cabelo à "máquina zero" e a proibição da barba no exército tem aí a sua explicação: são medidas higiênicas, hoje parte importante da disciplina de todos os exércitos do mundo excluindo-se os de países de religião muçulmana onde permanece o afluxo da doença.

E muitas outras há, algumas mais antigas, outras mais modernas, mas todas ainda bem activas. A malária, por exemplo, mata aproximadamente 2 milhões de pessoas por ano, apesar de já andar por aí há cinco séculos e de todos os avanços tecnológicos. A malária ou paludismo, é uma doença infecciosa aguda ou crónica causada por protozoários parasitas, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles. Mais novinha, a SIDA (tecnicamente o Síndrome da imunodeficiência adquirida) causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Já matou 25 milhões de pessoas desde o primeiro caso reconhecido em 1981. As primeiras infecções ocorreram na África na década de 1930 e julga-se que teria sido inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e ao carregar o animal, sujaram a ferida com o sangue infectado deste. Calcula-se que mais de 15 000 pessoas sejam infectadas por dia em todo o mundo, que 45 milhões estão atualmente infectadas e 3 milhões morrem a cada ano. Sem esquecer a nossa já muito conhecida epidemia causada pelo nosso novo vizinho, o mosquito Aedes aegypti. Actualmente, a dengue é a arbovirose mais comum que atinge o homem, sendo responsável por cerca de 100 milhões de casos/ano numa população de risco de 2,5 a 3 biliões de seres humanos. A febre hemorrágica da dengue e o síndrome de choque da dengue atingem pelo menos 500 mil pessoas/ano, apresentando taxa de mortalidade de até 10% para pacientes hospitalizados e 30% para pacientes não tratados. E mais há por esse mundo fora, muitos possivelmente ainda por descobrir a sua origem.

Voltando à China, todos estes atentados ambientais têm custos. Custos que todos nós, mais tarde ou mais cedo, pagamos. A título de curiosidade, não é à toa que o paciente zero no romance de Max Brooks "World War Z" (onde a população humana é dizimada pelo resultado de um vírus mortal que literalmente acorda os mortos), é um miúdo... chinês!

Baralhada europeia!


(Foto: Daily Post, UK)

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, viu-se forçado esta segunda-feira a clarificar a posição que assumira horas antes em relação ao plano de resgate de Chipre, quando se referiu ao programa cipriota como um modelo de reestruturação dos bancos na zona euro

Num curto comunicado de dois parágrafos, retoma o "blá-blá-blá" habitual sobre os países intervencionados, de que cada caso é um caso. O “Chipre é um caso específico com desafios excepcionais”, escreveu, referindo-se ao programa aprovado no Eurogrupo para a ilha mediterrânica como um “bail-in”, ou seja, um resgate financeiro em que são chamados a participar agentes internos, neste caso, accionistas, obrigacionistas e depositantes dos bancos cipriotas a reestruturar.

Este caso do Chipre vem provar, mais uma vez, que esta rapaziada europeia anda de cabeça perdida. Para além de passarem a ideia que todas as medidas tomadas são uma espécie de "vamos lá ver o que isto dá", esta necessidade de andar constantemente a intervir na economia dos países significa que algo vai mesmo muito mal na União.

Desta baralhada tudo o que se conclui é que o resgate de 10 mil milhões de euros ao Estado cipriota implica uma reestruturação de dois bancos, o Laiki e o Banco de Chipre, num processo em que os depositantes acima de 100 mil euros, accionistas e obrigacionistas terão de assumir perdas de activos. O que, honestamente, não me parece nada de outro mundo. Porém imagino já os russos a espumar pela boca...

sexta-feira, março 22, 2013

Muse à portuguesa!!


(Foto: Blitz)

Os Muse lançaram o desafio: o seu novo vídeo para a música "Animals" iria ser feito pelos fãs. Em parceria com a genero.tv o concurso foi aberto e chegaram vídeos de todo o lado. A banda no início de Março publicou os seus cinco favoritos e abriu a votação. Hoje os vencedores foram anunciados e a escolha recaiu sobre o vídeo de animação construído por dois jovens portugueses: Inês Freitas e Miguel Mendes.

Os vossos votos foram contados, a banda deliberou e todos concordamos que a excelente versão de “Animals” por Inês Freitas e Miguel Mendes, de Portugal, é o vencedor do concurso”, pode-se ler no site oficial da banda, que divulga o vídeo dos portugueses.

Estes dois jovens, alunos do curso de Design de Animação e Multimédia do Instituto Politécnico de Portalegre, que também já divulgou a notícia no seu site oficial, não cabiam em si de contentes. Inês Freitas explicou que o vídeo é singular na história dos Muse, por se tratar de um vídeo de animação e incidir sobre o tema da música, que pretende ser uma crítica ao capitalismo selvagem e à ganância.

O vídeo já está disponível no site da banda, já roda no Youtube e redes sociais e, claro, aqui no Cantinho, e irá ser reproduzido num dos concertos de Verão da banda. Para além do reconhecimento, Inês Freitas e Miguel Mendes irão receber um prémio de 3.500 euros.

Muito bem!!

Ficamos com o vídeo "Animals" dos Muse, autoria de Inês Freitas e Miguel Mendes: