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quarta-feira, janeiro 30, 2013
Marítimo o 5º melhor clube português do século XXI
Vale o que vale, mas não deixa de ter interesse. A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) tornou público, nesta terça-feira, o
posicionamento dos vários clubes mundiais no ranking do século XXI,
colocando o Marítimo como o quinto melhor clube português e o 136º do
mundo, numa lista liderada pelo Barcelona e com o F. C. Porto a comandar os
portugueses.
O Marítimo (136º com 830,0 pontos),
surge a seguir a FC Porto (13º lugar), Sporting (26º), Benfica (34º) e
SC Braga (69º) e à frente de Boavista (192º), V. Guimarães
(208º), Nacional (218º), UD Leiria (235º), V.
Setúbal (251º), Paços de Ferreira (258º), Académica
(290º), Belenenses (305º), Rio Ave (426º),
Beira-Mar (443º), Gil Vicente (457º), Naval (542º) e Estrela da Amadora (586º).
A lista foi elaborada tendo como base o desempenho das
equipas entre 2001 até 2012. Anteriormente, esta mesma IFFHS já distinguira
o Marítimo como o 4º melhor clube português em 2012.
As Montanhas de Água
(Foto: Garrett McNamara/Público)
O norte-americano Garrett McNamara surfou ontem, na Nazaré, no distrito
de Leiria, uma onda que lhe poderá valer um novo recorde, depois de em
2011 ter feito história, também com uma onda de grande dimensão. A foto já percorre mundo e deixa todos de boca aberta!
A promoção da praia e das "ondas" da Nazaré não tem preço. Vendo isto até apetece dar lá um pulito para ver ondas desta magnitude. Imaginem então os surfistas por esse mundo fora.
A vinda a Portugal de McNamara integra-se no "ZON NORTH CANYON SHOW", um projeto de três anos, iniciado em 2010,
protagonizado pelo surfista havaiano e desenvolvido pela "Nazaré
Qualifica" com o objetivo de promover a Nazaré internacionalmente como
destino turístico de referência para a prática dos desportos de ondas
grandes e de filmar três documentários que registam a actividade
desportiva de McNamara e o quotidiano da vila.
Tal e qual o que se fez na Madeira para promover atrações desta natureza...
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Lei dos Duodécimos já foi publicada
Foi hoje publicado no Diário da República (DR 1.ª série, N.º 19, 28/01/2013) a Lei 11/2013, que estabelece um regime temporário de pagamento dos subsídios de Natal e de férias para vigorar durante o ano de 2013. Ou seja, a regra do pagamento dos duodécimos tão badalada nos últimos tempos.
Em suma, vem dispor, nos seus artigos 3.º e 4.º, que os subsídios de Natal e Férias deverão ser pagos da seguinte forma: 50 % até 15 de dezembro de 2013 ou início das férias, respectivamente, e os restantes 50 % em duodécimos ao longo do ano de 2013.
Porém, o regime previsto na presente lei pode ser afastado por manifestação expressa do trabalhador a exercer no prazo de cinco dias a contar da entrada em vigor da mesma, aplicando-se nesse caso as cláusulas de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho e de contrato de trabalho que disponham em sentido diferente ou, na sua ausência, o previsto no Código do Trabalho.
Ou seja, até ao dia 2 de Fevereiro de 2013, os trabalhadores têm de comunicar se desejam receber o seu vencimento da forma "normal", como vinham recebendo até à data, ou em duodécimos. Se nada disseram, aplicar-se-á a regra do pagamento dos subsídios (Natal e Férias) em duodécimos. Atenção que o dia 2 é sábado, pelo que se pode levantar a questão de saber se os dias referidos são dias úteis ou consecutivos. Nada dizendo a lei sobre esta matéria, é conveniente que o façam dentro do prazo previsto.
Atenção que no caso dos contratos de trabalho a termo e dos contratos de trabalho temporário, a adoção de um regime de pagamento fracionado dos subsídios de Natal e de férias idêntico ou análogo ao estabelecido na presente lei não é de aplicação automática já que depende de acordo escrito entre as partes.
A quem interessar: podem calcluar o impacto das alterações ao IRS e do pagamento dos subsídios em duodécimos através deste simulador da PwC.
sábado, janeiro 26, 2013
Chegaram os dias de chuva!
(in DN-Madeira, 26/01/2013)
Vem hoje no Diário de Notícias uma entrevista muito interessante com Sidónio Fernandes, o presidente do Instituto de Emprega da Madeira. Apesar das palavras de alguma esperança no seu discurso, é indisfarçável que o bonança está ainda longe no mercado laboral madeirense.
Em discurso directo:
Em discurso directo:
"O investimento público na Região diminuiu e, por tabela, o investimento privado também diminuiu. No lado do sector público, a fase das grandes obras e infra-estruturas passou. Houve muitos cortes nos apoios da UE, as transferências do Governo da República para a Região diminuíram e as últimas leis das finanças regionais cortaram muitos dos apoios que a Região estava habituada a ter."
"De alguma forma tem sido o Governo Regional, através da Vice-presidência que tutela a economia, a conceder crédito às empresas - só no ano passado foram injectados 28 milhões."
"Temos a noção que a situação do desemprego é muito complicada, temos 23.700 desempregados. Uma parte considerável é desemprego de curta duração (há menos de 1 ano) mas o desemprego de longa duração tem vindo a crescer. As pessoas que procuram um primeiro emprego são uma percentagem relativamente baixa (cerca de 10%) e são jovens que acabaram os estudos, domésticas ou pessoas que nunca trabalharam e que agora sentem necessidade disso. A nossa preocupação é sobretudo que o tipo de desemprego que temos é maioritariamente de pessoas que têm baixas qualificações."
"Cerca de 55% dos nossos desempregados são pessoas que têm um nível de qualificação até ao ciclo preparatório (6.º ano de escolaridade). A integração destas pessoas no mercado de trabalho é extremamente difícil, porque hoje um empresário dá preferência a quem tenha um pouco mais de qualificações."
[a estrutura do Instituto de Emprego consegue responder aos problemas?] "Tem respondido, mas com grande sacrifício dos funcionários, que são os mesmos que tínhamos quando havia 5 ou 6 mil desempregados. Temos quatro vezes mais [desempregados] e as pessoas são as mesmas. As pessoas que fazem atendimento encaram situações dramáticas, de famílias em que marido e mulher estão desempregados e têm filhos a estudar e que têm de tirá-los da universidade porque não conseguem pagar os seus compromissos."
"(...) nós não criamos postos de trabalho, quem os cria são as empresas."
Há várias conclusões que se pode tirar daqui. A primeira, e imediata, são os quase 24 mil desempregados, numa população activa de 150 a 190 mil pessoas. Desses 24 mil, pelo menos 14 mil são pessoas com baixo grau de escolaridade, normalmente ligados aos ramos da construção civil, que foi, o grande responsável pelo "boom" da Madeira nos últimos 30 anos. O que também significa que foram pessoas que saíram das escolas muito cedo, pelo que não receberam qualquer outra "ferramenta" laboral que a capacidade do seu corpo.
Concluimos também que o grande empregador regional é mesmo o Governo Regional a sua estrutura, que directa ou indirectamente influencia todo o tecido laboral regional. E porque não se criou ou incentivou a iniciativa privada que não estivesse, de uma forma ou de outra, ligada ao poder central. Quebrou este, quebram os restantes.
Estes números que, naturalmente, não são unicamente responsabilidade da Região, demonstram claramente que não nos preparamos para os "tempos de chuva". Pois eles chegaram.
A laranja vai amargando...
(in DN-Madeira, 26-01-2013)
É mais que notório que o ambiente no grupo parlamentar do
PSD-M está negro e, parece-me com até terá tendência para piorar, particularmente com o aproximar das Autárquicas.
Na semana que terminou, o insólito aconteceu mesmo. Miguel de Sousa, um dos pesos pesados do PSD/M, nas 3 sessões plenárias que ocorreram, limitou-se a assinar o livro de
presenças da ALRAM e de seguida a abandonar o hemiciclo. Conta-se que foi a forma de protesto que arranjou depois de numa reunião da bancada do PSD/M há duas semanas, alegadamente Jaime Ramos o ter insultado, e em termos pouco aconselháveis a menores. Tudo porque o
vice-presidente do parlamento pediu que fossem agendadas todas as reuniões plenárias
até ao final da sessão legislativa.
"Já recebi o pedido de desculpas que era importante" diz o
deputado social-democrata que lamenta que, "infelizmente, no PSD, tem de
haver quem vá pedindo desculpas pelas asneiradas dos outros". Não sendo referido o autor do pedido de desculpas, subentende-se que não foi Jaime Ramos...
quinta-feira, janeiro 24, 2013
quarta-feira, janeiro 23, 2013
A ilha secreta de Portugal
'A ilha secreta de Portugal' é o título da crónica assinada por Adam Sachs para a
revista norte-americana 'Travel+Leisure' sobre a sua visita à Ilha da Madeira.
Esta reportagem, prevista para a edição
de Fevereiro, é extramemente elogiosa à Madeira, onde o autor conta as peripécias de uma viagem à nossa ilha,
onde destaca "os penhascos costeiros, as cascatas e os hotéis
palacianos". "Eu queria ir à Madeira porque agrada-me a ideia de um lugar onde eu
posso fazer caminhadas, usar um 'blazer' ao jantar e beber um bom
vinho", justificou o jornalista de viagens.
No artigo não faltam referências à costa Norte da ilha, ao Vinho
"utilizado para brindar a Declaração da Independência da América", à
poncha ("Portugal’s incendiary traditional cocktail"), ao peixe-espada, à carne vinha-d'alhos ("I’m a sucker for a pork sandwich with its own festival"), aos poios e às levadas criados pela força do
homem.
São estes os bons exemplos que precisamos.
Podem ler aqui a crónica: Madeira Island Getaway
E o burro sou eu?
(foto: DN Madeira)
Há coisas que me escapam. Muito sinceramente. Ou sou mesmo muito burro ou então, querem-me fazer passar por tal. Espero que seja a segunda hipótese. Então vejamos esta:
O secretário regional do Plano e Finanças Ventura Garcês esteve durante a parte da manhã na Assembleia Legislativa da Madeira para a discussão e aprovação da Conta da Região Autónoma da Madeira de 2011.
Pois o Sr. secretário literalmente acusou os deputados da oposição de "inventar" uma dívida escondida pelo Governo Regional. Diz que o que se passou, que resultou numa dívida de mais mil milhões, foi um problema informático (!!!) que não permitiu contabilizar todas as dívidas e que a situação foi corrigida mais tarde.
Ou seja, e cito, "Não houve dívida oculta, houve foi um reporte tardío mas dentro dos prazos estabelecidos na lei".
Peço desculpa. Devo ser mesmo burro. Eu e os todos os engenheiros informáticos daquela secretaria. Só pode!
terça-feira, janeiro 22, 2013
Mais um belo exemplo!
O deputado do PTP José Manuel Coelho apresentou-se hoje de manhã, no
plenário da Assembleia Legislativa, vestido da maneira que a fotografia demonstra. O fato de prisioneiro, às riscas, número no peito e algemas, foi a forma que o deputado encontrou para contestar a condenação, a
um ano e meio com pena suspensa, por crime de difamação, que recebeu na passada semana.
É mais um momento que marca a passagem do Sr. Coelho pelo Parlamento Regional, depois dos episódios da bandeira nazi, do relógio de parede, da expulsão da sala, etc.
Pessoalmente não me identifico nada com este tipo de "política" (se é que se pode chamar isso de política), na base da constante acusação e contestação, sem que, porém, sejam capazes de deixar uma marca positiva, uma construção ou proposta palpável para resolução dos males que já são sobejamente conhecidos. Já nem falo do respeito pela "casa", até porque dos outros partidos também assistimos a momentos nada dignificantes da sua condição de deputados.
Resultado: mais uma sessão parlamentar com trabalhos suspensos (por abandono da sala pelo grupo parlamentar do PSD-M), ainda por cima com uma turma de miúdos estudantes nas bancadas a assitir a tudo isto. Que belo exemplo levam dali.
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