sexta-feira, junho 08, 2012

É sexta-feira... yeah!


(imagen: DN-Madeira)


Em termos concretos são 5.955 jovens madeirenses dos 15 aos 24 anos sem trabalho. Na faixa etária dos 25 aos 34 anos são 6.482, isto relativamente aos 21 mil desempregados contabilizados no 1.º trimestre de 2012. Tudo isto corresponde a uma taxa de desemprego jovem de 51,9%.

Mais do que o "buraco financeiro" em que a Madeira se meteu, mais do que os sacrifícios impostos aos madeirenses para pagar uma dívida (quase) impossível de liquidar, este é o grave drama da Madeira e que urge combater.

E que faz o Governo perante estes números? O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, veio dizer que podemos estar descansados que a Madeira já "atingiu o topo da percentagem do desemprego", sendo certo que o programa "Impulso Jovem" apresentado pelo Governo da República irá "dar um impulso à empregabilidade e reduzir o número de desempregados".

Quando na Região se destrói emprego a um ritmo superior aquele que se constrói, perante isto já me sinto mais descansado!

E vamos cantando...

É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Começou o Euro 2012



Boa sorte PORTUGAL!!

quarta-feira, junho 06, 2012

terça-feira, junho 05, 2012

O que leva 8 partidos a assinar um Pacto?

(Foto: Teresa Gonçalves / DN-Madeira)

Representantes dos sete partidos da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira (CDS-PP, PS, PTP, PCP, MPT, PND e PAN) e do Bloco de Esquerda (BE) assinaram ontem, à porta do Parlamento Regional, um pacto para pôr fim ao que chamam de "armadilha da democracia" na Região. 

São objectivos do pacto: a suscitação da declaração de ilegalidade e inconstitucionalidade de algumas das normas do regimento da ALM, bem como a sua alteração de forma a garantir uma "fiscalização efetiva" ao Governo Regional e a presença regular dos seus membros; proceder à revisão da lei orgânica da Assembleia Legislativa, para redução de custos; proceder a uma revisão cirúrgica do Estatuto Político-Administrativo, para estabelecer, por exemplo, um conjunto de incompatibilidades de funções. 

Mas o que leva então 8 partidos políticos, incluindo um sem assento parlamentar, a formalizar um pela primeira vez em 36 anos de autonomia da região, uma iniciativa contra o partido que governa a Madeira? 

A resposta até é relativamente simples. Este pacto trata-se, no fundo, de um acordo com vista à pressionar o partido da maioria na alteração de documentos fundamentais para o funcionamento político dos orgãos autonómicos da Madeira. E pressionar é mesmo o termo certo. Em virtude de anos a fio com maioria parlamentar, tudo o que seja proposta de cor diferente da bancada laranja, é chumbada, sem possibilidade de ser renovada na mesma Legislatura. Sejam boas ou más alterações, viáveis ou não, importantes ou não, o chumbo é sempre uma garantia. 

Igualmente no que respeita à prestação de contas do Governo Regional ao orgão máximo da Região que é a Assembleia Legislativa, procura-se efectivar as exigências de comparência perante os deputados dos responsáveis pela gestão política, administrativa e económica das ilhas madeirenses, de reportar as medidas tomadas e a tomar, o que, como bem se sabe, é algo que por cá funciona ao contrário - é o executivo regional que manda no Parlamento. E ao contrário do que se pode julgar, não é coisa de somenos. Basta pensar que todo o programa de "salvação" da Madeira com o Governo Nacional foi negociado/implorado pelo Governo Regional, onde a ALM foi literalmente obrigada a assinar de cruz, sem sequer conhecer os termos do acordo. 

Mas não nos iludemos. Na prática, este pacto será mais "fogo de vista" do que propriamente útil. Mas não podemos ignorar o efeito público que a união de partidos de espectros políticos bastante divergentes em prol de um objectivo comum traz ao panorama público regional e nacional. Se é certo que este movimento não alterará a política de décadas do PSD Madeira, é certo também que não deixará de incomodar, como se pode depreender das palavras do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, que, naturalmente, classificou de "palhaçada" esta união, mas apesar de desvalorizar sentiu-se na necessidade de se justificar com mais obra, recordando que, apesar de todas as contigências, desde 2 de junho de 2011 a 4 de junho de 2012, inaugurou 127 obras. Ou seja, o mesmo de sempre.

segunda-feira, maio 28, 2012

História de Portugal em "miúdos"




Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe, e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo. Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor. 

Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João. Este, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão… e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Lourenço Marques, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.  


Quando a coisa deu para o torto, ficou-se nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e o Sebastião resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo. Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé…

… até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos. Com conventos a mais e dinheiro menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para a bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas. 


Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se podia ficar com isto. Levou com os pés com a ajuda dos ingleses que queriam o mesmo. 

Outro João tinha dois filhos e queria pôr o Pedro a brincar com o irmão mais novo, o Miguel, mas este teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios. 

A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa. E foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho, escondeu-se num buraco. 

E vieram os republicanos que meteram isto numa guerra onde ninguém nos queria. Na Flandres levámos tiros que fartou  disparados por alemães. Ao intervalo, já perdíamos por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma imagem vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. 


Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa, mesmo que andassem para aí a espalhar boatos. Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo . E houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho cravos em cima do assunto. 

Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar uma seca da Grécia na final do futebol.  


E agora? Agora? Depois de querer-mos passar por ricos vendendo uns patos do Jardim do Campo Grande, ficámos no Euro. Andámos a gastar mais do que tínhamos e chamámos uma tal de Troika. Essa dita troika, empresta mas com condições. E nós a Passos de Coelho lá vamos comendo Sopa em vez de Camarão. Vamos a ver se as sopas não se transformam em Sopas de Cavalo Cansado. 

“Pobres, bêbados mas felizes”.

domingo, maio 27, 2012

Pateta faz 80 anos!






Criado por Art Babbitt e Frank Webb, em 25 de Abril de 1932, Pateta faz a sua primeira aparição no ecrã como companheiro de tropelias da grande estrela da Disney, o Rato Mickey, na curta-metragem dos estúdios, "Mickey's Revue". Originalmente conhecido como "Dippy Dawg", nos seus primeiros anos a personagem revela ainda algumas diferenças relativamente à figura que todos conhecemos, apesar das longas orelhas e dentes salientes e a sua personalidade infantil, distraída, mas sem malícia, já lá estarem.
A herança de Pateta continuou a ser construída ao longo dos anos e os animadores deram-nos mais encarnações e personagens num universo cada vez maior, como o "Superpateta" ou seu filho Max. A popularidade junto do público infantil transformou-o igualmente numa das figuras mais requisitadas nos parques de diversões Disney.

80 anos depois, simplesmente, Pateta.
Eis a sua primeira aparição ao mundo, em "Mickey's Revue":

 


quinta-feira, maio 24, 2012

Não havia, não havia! Olha, afinal há!


(Imagem: DN-Madeira, de 23/05/2012)

Pois é. Não havia, não havia, mas lá estão elas, como já antecipávamos. Em campanha tudo vale e tudo se promete. Também não iam subir os impostos e afinal subiram. Também não ia haver despedimentos mas sabemos já que há gente que vai embora (aliás, alguns já foram).
A justificação é sempre a mesma: "não era intenção mas Lisboa obrigou...". A verdade é que cada vez mais somos uma espécie de província lisboeta, que ainda tenta fingir que morde a mão que lhe dá de comer. É triste mas é o ponto a que chegamos...

segunda-feira, maio 21, 2012

IVA MAU



(capa DN-Madeira, 21/05/2012)

Discutiu-se a subida do IVA em seis pontos percentuais como se fosse a coisa mais normal à face da Terra. Como se subir um imposto com repercussões tão directas na vida das pessoas, dos comerciantes e das empresas, fosse algo positivo. Mas não é. E as consequências, com praticamente apenas um mês e meio de "vida", já começam a ser bem visíveis. 

A subida da taxa de IVA, se para o Estado é teoricamente uma subida de receita, para todos os outros é uma subida nas despesas. Com consequências bem práticas. Se a receita diminui porque de alguma forma os preços aumentam para compensar o aumento da despesa, a emergência de um ciclo vicioso obriga a medidas que impeçam as pessoas e as empresas de ficarem agarradas. De um lado procura-se a poupança possível, logo reduz-se imediatamente o consumo. Pelas empresas promove-se a imediata redução de custos e de despesas, logo procura-se imediatamente reduzir os encargos com os postos de trabalho.  Logo, potencia os efeitos negativos a nível do emprego. 

A redução do número de funcionários e a não renovação dos contratos, se já o vinham sendo antes se por razões diversas, são agora as práticas mais recorrentes. O sector da restauração é o que mais tem sentido os efeitos do aumento da carga fiscal e é também aquele onde se tem verificado mais rescisões de contrato e dispensa de funcionários.

Para já ainda não existem números exactos em relação ao número de funcionários dispensados ou que não viram os seus contratos a termo renovados. Contudo, se atentarmos aos números relativos ao desemprego e à destruição de emprego, apresentadas pelo INE na semana passada, é fácil de perceber que o grande quadro é uma visão muito preocupante.

Razões para a Madeira não mudar...



... enquanto algumas coisas não mudarem!



Agora vejam:



Enquanto não perceberem que, perante o cenário da Região, perante a nossa cada vez mais degradada imagem, coisas como esta caiem muito mal:



É claro que temos esperança que o que venha a seguir seja melhor, seja capaz de dar um outro rumo. Ou então não:




Assim não vamos a lado algum...