Boa sorte PORTUGAL!!
sexta-feira, junho 08, 2012
quarta-feira, junho 06, 2012
terça-feira, junho 05, 2012
O que leva 8 partidos a assinar um Pacto?
(Foto: Teresa Gonçalves / DN-Madeira)
Representantes dos sete partidos da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira (CDS-PP, PS, PTP, PCP, MPT, PND e PAN) e do Bloco de Esquerda (BE) assinaram ontem, à porta do Parlamento Regional, um pacto para pôr fim ao que chamam de "armadilha da democracia" na Região.
São objectivos do pacto: a suscitação da declaração de ilegalidade e inconstitucionalidade de algumas das normas do regimento da ALM, bem como a sua alteração de forma a garantir uma "fiscalização efetiva" ao Governo Regional e a presença regular dos seus membros; proceder à revisão da lei orgânica da Assembleia Legislativa, para redução de custos; proceder a uma revisão cirúrgica do Estatuto Político-Administrativo, para estabelecer, por exemplo, um conjunto de incompatibilidades de funções.
Mas o que leva então 8 partidos políticos, incluindo um sem assento parlamentar, a formalizar um pela primeira vez em 36 anos de autonomia da região, uma iniciativa contra o partido que governa a Madeira?
A resposta até é relativamente simples. Este pacto trata-se, no fundo, de um acordo com vista à pressionar o partido da maioria na alteração de documentos fundamentais para o funcionamento político dos orgãos autonómicos da Madeira. E pressionar é mesmo o termo certo. Em virtude de anos a fio com maioria parlamentar, tudo o que seja proposta de cor diferente da bancada laranja, é chumbada, sem possibilidade de ser renovada na mesma Legislatura. Sejam boas ou más alterações, viáveis ou não, importantes ou não, o chumbo é sempre uma garantia.
Igualmente no que respeita à prestação de contas do Governo Regional ao orgão máximo da Região que é a Assembleia Legislativa, procura-se efectivar as exigências de comparência perante os deputados dos responsáveis pela gestão política, administrativa e económica das ilhas madeirenses, de reportar as medidas tomadas e a tomar, o que, como bem se sabe, é algo que por cá funciona ao contrário - é o executivo regional que manda no Parlamento.
E ao contrário do que se pode julgar, não é coisa de somenos. Basta pensar que todo o programa de "salvação" da Madeira com o Governo Nacional foi negociado/implorado pelo Governo Regional, onde a ALM foi literalmente obrigada a assinar de cruz, sem sequer conhecer os termos do acordo.
Mas não nos iludemos. Na prática, este pacto será mais "fogo de vista" do que propriamente útil. Mas não podemos ignorar o efeito público que a união de partidos de espectros políticos bastante divergentes em prol de um objectivo comum traz ao panorama público regional e nacional. Se é certo que este movimento não alterará a política de décadas do PSD Madeira, é certo também que não deixará de incomodar, como se pode depreender das palavras do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, que, naturalmente, classificou de "palhaçada" esta união, mas apesar de desvalorizar sentiu-se na necessidade de se justificar com mais obra, recordando que, apesar de todas as contigências, desde 2 de junho de 2011 a 4 de junho de 2012, inaugurou 127 obras. Ou seja, o mesmo de sempre.
quinta-feira, maio 31, 2012
segunda-feira, maio 28, 2012
História de Portugal em "miúdos"
Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe, e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo.
Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu.
Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor.
Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João.
Este, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão… e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos.
De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Lourenço Marques, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.
Quando a coisa deu para o torto, ficou-se nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e o Sebastião resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo.
Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé…
… até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos.
Com conventos a mais e dinheiro menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro.
Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para a bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas.
Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se podia ficar com isto.
Levou com os pés com a ajuda dos ingleses que queriam o mesmo.
Outro João tinha dois filhos e queria pôr o Pedro a brincar com o irmão mais novo, o Miguel, mas este teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.
A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa.
E foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço.
O pessoal assustou-se com o barulho, escondeu-se num buraco.
E vieram os republicanos que meteram isto numa guerra onde ninguém nos queria.
Na Flandres levámos tiros que fartou disparados por alemães. Ao intervalo, já perdíamos por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma imagem vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos.
Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa, mesmo que andassem para aí a espalhar boatos.
Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo .
E houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho cravos em cima do assunto.
Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar uma seca da Grécia na final do futebol.
E agora? Agora? Depois de querer-mos passar por ricos vendendo uns patos do Jardim do Campo Grande, ficámos no Euro.
Andámos a gastar mais do que tínhamos e chamámos uma tal de Troika. Essa dita troika, empresta mas com condições. E nós a Passos de Coelho lá vamos comendo Sopa em vez de Camarão.
Vamos a ver se as sopas não se transformam em Sopas de Cavalo Cansado.
“Pobres, bêbados mas felizes”.
domingo, maio 27, 2012
Pateta faz 80 anos!
Criado por Art Babbitt e Frank Webb, em 25 de Abril de 1932, Pateta faz a sua primeira aparição no ecrã como companheiro de tropelias da grande estrela da Disney, o Rato Mickey, na curta-metragem dos estúdios, "Mickey's Revue". Originalmente conhecido como "Dippy Dawg", nos seus primeiros anos a personagem revela ainda algumas diferenças relativamente à figura que todos conhecemos, apesar das longas orelhas e dentes salientes e a sua personalidade infantil, distraída, mas sem malícia, já lá estarem.
A herança de Pateta continuou a ser construída ao longo dos anos e os animadores deram-nos mais encarnações e personagens num universo cada vez maior, como o "Superpateta" ou seu filho Max. A popularidade junto do público infantil transformou-o igualmente numa das figuras mais requisitadas nos parques de diversões Disney.
80 anos depois, simplesmente, Pateta.
Eis a sua primeira aparição ao mundo, em "Mickey's Revue":
quinta-feira, maio 24, 2012
Não havia, não havia! Olha, afinal há!
(Imagem: DN-Madeira, de 23/05/2012)
Pois é. Não havia, não havia, mas lá estão elas, como já antecipávamos. Em campanha tudo vale e tudo se promete. Também não iam subir os impostos e afinal subiram. Também não ia haver despedimentos mas sabemos já que há gente que vai embora (aliás, alguns já foram).
A justificação é sempre a mesma: "não era intenção mas Lisboa obrigou...". A verdade é que cada vez mais somos uma espécie de província lisboeta, que ainda tenta fingir que morde a mão que lhe dá de comer. É triste mas é o ponto a que chegamos...
segunda-feira, maio 21, 2012
IVA MAU
(capa DN-Madeira, 21/05/2012)
Discutiu-se a subida do IVA em seis pontos percentuais como se fosse a coisa mais normal à face da Terra. Como se subir um imposto com repercussões tão directas na vida das pessoas, dos comerciantes e das empresas, fosse algo positivo. Mas não é. E as consequências, com praticamente apenas um mês e meio de "vida", já começam a ser bem visíveis.
A subida da taxa de IVA, se para o Estado é teoricamente uma subida de receita, para todos os outros é uma subida nas despesas. Com consequências bem práticas. Se a receita diminui porque de alguma forma os preços aumentam para compensar o aumento da despesa, a emergência de um ciclo vicioso obriga a medidas que impeçam as pessoas e as empresas de ficarem agarradas. De um lado procura-se a poupança possível, logo reduz-se imediatamente o consumo. Pelas empresas promove-se a imediata redução de custos e de despesas, logo procura-se imediatamente reduzir os encargos com os postos de trabalho. Logo, potencia os efeitos negativos a nível do emprego.
A redução do
número de funcionários e a não renovação dos contratos, se já o vinham sendo antes se por razões diversas, são agora as práticas mais recorrentes. O sector da restauração é o que
mais tem sentido os efeitos do aumento da carga fiscal e é também aquele
onde se tem verificado mais rescisões de contrato e dispensa de
funcionários.
Para já ainda não existem números exactos em relação ao número de
funcionários dispensados ou que não viram os seus contratos a termo
renovados. Contudo, se atentarmos aos números relativos ao desemprego e à destruição de emprego, apresentadas pelo INE na semana passada, é fácil de perceber que o grande quadro é uma visão muito preocupante.
Razões para a Madeira não mudar...
... enquanto algumas coisas não mudarem!
Agora vejam:
Enquanto não perceberem que, perante o cenário da Região, perante a nossa cada vez mais degradada imagem, coisas como esta caiem muito mal:
É claro que temos esperança que o que venha a seguir seja melhor, seja capaz de dar um outro rumo. Ou então não:
Assim não vamos a lado algum...
quarta-feira, maio 16, 2012
O Desemprego em números
(Fonte: contas do PÚBLICO sobre dados do INE)
Era com alguma expectativa que aguardavamos os resultados do INE sobre os números do desemprego referentes ao primeiro trimestre de 2012. Pelo que se verifica numa análise ainda "na diagonal", a taxa de desemprego real em Portugal rondou os 20% no primeiro trimestre, o que corresponde a mais de 1,1 milhões de
desempregados. Estes valores representam uma subida significativa face ao
último trimestre do ano passado, quando eram de respectivamente 18,2% e
1,057 milhões, face a 19,3% e 1,112 milhões no primeiro trimestre do
ano.
Por sua vezm, o desemprego continuou a disparar em Portugal ao longo
do primeiro trimestre, tendo a taxa oficial subido para um novo máximo histórico de 14,9%, segundo os dados divulgados pelo INE. Este valor é superior em 0,9 pontos percentuais aos 14,0% da população activa registados para o quarto trimestre do ano passado
e representa um aumento de 6,4% da taxa em três meses. Mesmo assim, o
ritmo de aumento do desemprego abrandou face ao que aconteceu no quarto
trimestre do ano passado, quando a taxa do INE registou a maior subida
de que há registo num só trimestre – mais 1,6 pontos percentuais que os
12,4% registados no terceiro trimestre de 2011.
O número de
desempregados, de acordo com os critérios oficiais passou agora para
819.300 pessoas, quase mais 50 mil do que no final do ano passado. A
população activa continuou a diminuir, tal como acontece quase
ininterruptamente desde o segundo trimestre de 2008, quando estava em
5,638 milhões. Passou agora para 5,125 milhões, menos 22.300l do que no
último trimestre do ano passado.
O desemprego dos jovens entre os
15 e os 24 anos continua a ter os números mais dramáticos. A taxa
oficial situa-se agora em 36,2%, uma nova subida face aos 35,4%
registados pelo INE para o período entre Outubro e Dezembro. Era de 30%
no terceiro trimestre do ano passado e 27% no segundo. Estes valores
representam uma subida de 34% em nove meses.
Ainda de acordo com os dados do INE, as taxas de desemprego mais elevadas foram registadas no Algarve (20,0%), em Lisboa (16,5%), na Região Autónoma da Madeira (16,1%), no Alentejo (15,4%) e no Norte (15,1%). Em relação ao trimestre homólogo de 2011, à semelhança do sucedido globalmente para Portugal, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões. Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões, com os maiores
aumentos ocorreram na Região Autónoma da Madeira (2,6 p.p.), no Algarve (2,5 p.p.) e no Alentejo (2,3 p.p.).
Em Dezembro de 2011 eram 19.016 os desempregados inscritos no Instituto Regional do Emprego da Madeira, o que, por si, já correspondia a um aumento de 21,5% em relação a Dezembro de 2010, em que eram já 15.648 pessoas sem trabalho. Se se considerar a população activa estimada em 130,9 mil indivíduos (2,3% do total nacional) no terceiro trimestre de 2011, a Madeira atingiu em Dezembro passado a taxa recorde de desemprego de 14,5%. No final do primeiro trimestre de 2012, como vimos pelos dados do INE, esta taxa é agora de 16,1 %, um aumento de 1,6% que corresponde a cerca de três centenas e meia mais de madeirenses sem emprego. E estes são os números conhecidos.
E aqui vamos!
Em Dezembro de 2011 eram 19.016 os desempregados inscritos no Instituto Regional do Emprego da Madeira, o que, por si, já correspondia a um aumento de 21,5% em relação a Dezembro de 2010, em que eram já 15.648 pessoas sem trabalho. Se se considerar a população activa estimada em 130,9 mil indivíduos (2,3% do total nacional) no terceiro trimestre de 2011, a Madeira atingiu em Dezembro passado a taxa recorde de desemprego de 14,5%. No final do primeiro trimestre de 2012, como vimos pelos dados do INE, esta taxa é agora de 16,1 %, um aumento de 1,6% que corresponde a cerca de três centenas e meia mais de madeirenses sem emprego. E estes são os números conhecidos.
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