segunda-feira, abril 09, 2012

Dica para a semana - Teatro!


É a prova que na Madeira há talento, há excelentes trabalhos e há público disposto a absorver cultura, ao mesmo tempo que se afasta dos dilemas diários. Schweik na segunda guerra mundial de Bertold Brecht, levado à cena pelo TEF, e com encenação de Élvio Camacho, é tudo isso. Por isso, vale a ida ao Cineteatro de Santo António, no Funchal. Até 15 de Abril.

Para mais pormenores, o "puto" explica...

quinta-feira, março 29, 2012

As tarefas (im)possíveis!!

(imagem: DN-Madeira, 29/03/2012)

Estas são 'apenas' o que há por fazer, de acordo com o plano de auxílio à Região Autónoma da Madeira, que o Governo Regional lá congeminou para resolver a (falta de) liquidez nos cofres da ilha. O peso, como dá para perceber, é esmagador. Mas ainda é mais complicado perceber que muito não irá ser cumprido. Umas por falta de vontade, outras por manifestada impossibilidade. E depois? Depois se verá...

"Prova superada!" in DN-Madeira

(clicar para aumentar)

Lá vai bomba!!

(capa: DN-Madeira, 29/03/2012)

Depois da questão da possível candidatura independente à Câmara do Funchal dos actuais vereadores do PSD (com o Bruno Pereira à cabeça), eis que surge esta nova (se bem que esperada) bomba. Veremos o que "danos" serão causados pelos estilhaços...

domingo, março 25, 2012

O burro que caiu do céu


"Excelentíssimo Senhor,
Para os devidos efeitos participo a V. Ex.ª que acabou de cair nesta povoação um burro vindo do céu. O feliz caiu já sem fala e não deu mais sinal de si. Providenciei para que ninguém lhe toque até que V. Ex.ª me mande instruções sobre o destino a dar-lhe, visto tratar-se de um caso que não está previsto no Código Administrativo. Peço a V. Ex.ª a máxima urgência na resposta, pois podem vir a cair mais burros do céu e haver alguma inundação que interrompa o trânsito público.
O regedor em serviço,
(fulano de tal)."

Ao receber este curioso ofício, o administrador do concelho de Oliveira de Azeméis retorceu uma das pontas do bigode e fitou com olhar vago o retrato do rei D. Luís pendurado na parede do seu gabinete. Mandou depois chamar o contínuo da câmara e perguntou-lhe se constava que o regedor da freguesia de onde vinha a carta tivesse enlouquecido. O empregado respondeu que nada sabia a esse respeito, mas a decisão do administrador estava tomada: demitiu o regedor; porque das três, uma: ou tinha enlouquecido, ou era incompetente ou, pior que tudo, estava a troçar dele...
Afinal, o regedor em questão limitara-se a reportar - ingenuamente, é certo - um acontecimento verídico.

Nesse ano de 1883 aparecera no Porto um balonista francês chamado Émile Castelet, que não se cansava de mostrar as suas proezas aeronáuticas. Fazia ascensões a partir dos jardins do Palácio de Cristal, umas vezes sozinho, outra elevando consigo nos ares uma jovem socialite desse tempo, outra ainda metendo na barquinha de verga suspensa do balão uma atriz de talento medíocre, talvez por isso mesmo sedenta de notoriedade, chamada Iva Rute. Um dia, para prender ainda mais a atenção do público, lembrou-se de dar boleia a um burro. E num domingo de inverno, entre gargalhadas da assistência, o francês e o asno elevaram-se nos ares sob o céu cinzento, o homem na barquinha e o animal suspenso de umas cordas. De súbito, porém o vento começou a soprar com muita força, tocando a chuva, e não tardou que o balão, com o bípede e o quadrúpede, se sumisse para os lados de Gaia.

Os espectadores ficaram preocupados. Não era costume Castelet desaparecer da sua vista. E como a tempestade aumentasse de força, recolheram a penates adiando a satisfação da sua curiosidade para o momento da leitura dos jornais do dia seguinte.

Vieram a saber por essa via que o balão caíra num pinhal perto de Oliveira de Azeméis e que o azougado piloto ficar ferido no acidente. Os correspondentes locais descreviam o espanto da população da vila e a forma como tinha sido socorrido o francês. Mas do burro não falavam. Só quando Castelet regressou ao Porto, já refeito, é que souberam, pela boca do próprio, o que se passara com o animal.

Acossado pelo temporal, com o balão a perder altura, Castelet começou a deitar fora os sacos de areia que serviam de lastro. Mas, como essa perda de peso não bastasse e o aeróstato continuasse a baixar perigosamente, não teve por onde escolher: cortou as cordas que seguravam o burro, e adeus companheiro involuntário de aventura!

O asno veio a cair no centro de uma pequena aldeia, onde a estranha ocorrência provocou o maior dos alvoroços. Com efeito, as nuvens carregadas escondiam o balão da vista dos aldeões, e a queda de um burro vindo do céu foi considerada prodigiosa. O regedor escreveu tal ofício ao administrador do concelho e foi vítima do seu zelo. O aeronauta quadrúpede, presume-se que tenha sido enterrado na freguesia como um vulgar jumento. Ninguém o homenageou como aquilo que realmente foi: um mártir na conquista dos ares.

"in" 365 Dias com histórias da História de Portugal, de Luís Almeida Martins

quinta-feira, março 22, 2012

Estado Sinal analógico de TV: Desligado



Quem só tem em casa a RTP1 e a RTP-Madeira, a partir das 12h20 de hoje, deixa de ver televisão, a não ser que, até lá, compre e instale um aparelho (descodificador) para ligar à velha televisão e continuar a ver as emissões. Isto porque o sinal analógico (o tradicional) de televisão irá ser desligado definitivamente, ficando apenas disponível o sinal digital, em difusão há cerca de 2/3 anos na Região Autónoma da Madeira.

Assim, como as televisões antigas não conseguem ler esse sinal digital, será necessário adquirir um aparelho descodificador (digital de TDT) para ligar a essas televisões e continuar a ver as emissões. Quem desejar aproveitar para comprar uma televisão nova, deve perguntar se vem preparada para a TDT (Televisão Digital Terrestre). Se não estiver, mesmo que a televisão seja nova, precisa do tal descodificador. Por sua vez, quem já tem em casa a cabo TV ou o 'pacote zero', não precisa de se preocupar, porque o sinal que recebem não vai sofrer alterações.

É o fim de uma era e o digital (versão TDT) chega em força e, pelos vistos, para ficar.