sexta-feira, julho 08, 2011

O News of The World encerrou porque não dá lucro?

(Foto: Reuters)

O News International, grupo que detém o tablóide britânico News of The World, anunciou esta tarde que o jornal vai acabar depois do escândalo das escutas abusivas.

O News of the World há muito que vive sob a mancha de escândalos de escutas ilegais, desde personalidades da política aos membros da família real, passando pelas celebridades. Todas estas novas suspeitas surgiram no âmbito de uma investigação reaberta em Janeiro passado pela Scotland Yard depois de vários jornais no Reino Unido terem encontrado pistas de que a intercepção telefónica era uma prática comum e regular naquele jornal, e não um caso isolado, como então foi argumentado pelos responsáveis da publicação quando o primeiro escândalo rebentou, ainda em 2005, envolvendo também o detective Mulcaire.

Esta semana o assunto voltou a ser falado e o tablóide duramente criticado depois de se ter descoberto que o News of the World tinha interferido na investigação de uma menina britânica de 13 anos desaparecida e mais tarde encontrada morta. O jornal não só acedeu às chamadas telefónicas, como apagou mensagens do atendedor automático para que este não ficasse cheio e pudesse assim receber mais. Igualmente a notícia de que os familiares dos soldados mortos no Afeganistão e no Iraque foram vitimas de intercepção de chamadas telefónicas pelo jornal News of The World tem gerado uma onda de consternação. Ontem o “The Guardian” revelou ainda que o jornal de Murdoch subornou agentes da polícia, pagando 100 mil libras. 

Agora que as autoridades estão agora a investigar o caso, que envolve cerca de quatro mil pessoas, e a empresa considera assim não existirem condições para continuar no activo. James Murdoch, filho do magnata Rupert Murdoch, revelou que a edição do próximo domingo será a última deste jornal.

Curiosa é a justificação: "o escândalo tirou prestígio ao jornal e a publicidade caiu". O que forçosamente nos levanta a questão:

E se não tivesse caído?...

Com os cumprimentos de Portugal

Assim esteve o site da Moody’s por algumas horas, depois de terem classificado Portugal como lixo.

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12º Funchal Jazz Festival

(Foto: Octávio Passos/DN)

Já começou a 12ª edição do Funchal Jazz Festival, promovido pela Câmara Municipal do Funchal e organizado pela “Mundo da Canção”, armando arraial no Parque de Santa Catarina, como vem sendo hábito nos últimos anos.

Ontem, no primeiro dia do certame, subiram ao palco o Trio do norte-americano John Scofield e ainda o pianista, natural do Panamá, Danilo Perez, que, com o seu Trio fechou desta forma a primeira de três noites dedicadas à música jazz.

De salientar que, em relação ao alinhamento de logo à noite, estão previstas as actuações do Quarteto de Brandford Marsalis que actuará também, em dueto, com Joey Calderazzo. Mais tarde, já por volta das 23h00, será a vez de Rui Veloso que, para além de actuar, será homenageado pela organização do Funchal Jazz pelos seus 30 anos de carreira. Neste concerto, o “pai do rock português” vai partilhar o palco com o conceituado guitarrista Todd Sharpville, o que deverá ser uma experiência fantástica.

Amanhã, último dia do festival, está prevista a actuação da artista norte-americana Cassandra Wilson.

quinta-feira, julho 07, 2011

Cristiano "Golo" Ronaldo

(Foto: Reuters/DN)

Cristiano Ronaldo foi o melhor marcador do mundo na época 2010/2011. De acordo com a Federação Internacional de Estatística e História do Futebol (IFFHS), o madeirense surge em primeiro lugar no ranking 'Melhor Goleador Mundial dos Campeonato da I Divisão 2011'.

quarta-feira, julho 06, 2011

Flama no Parlamento... afinal só faltava ali mesmo!

(Foto: SAPO)

O Parlamento regional tem sido pródigo em exibições de índole menos... próprias. Hoje, a exibição, no palanque da ALM, de uma bandeira da FLAMA, pelo deputado do PND, levou à interrupção dos trabalhos parlamentares.

Tal como Coelho e a sua bandeira nazi, também António Fontes pretendia demonstrar um ponto. Neste caso é que tinha sido "cometido um crime contra o Estado", com a colocação de várias bandeiras da FLAMA no dia 1 de Julho. Acusou o Diocese e o Jornal da Madeira de terem sido cúmplices, ao publicar artigos, na véspera, nos quais era perguntado se a organização independentista, responsável por atentados bombistas na década de 1970, não teria razão. Fontes também mostrou cópias de artigos em que era referida a questão da independência. Não se pode dizer que tenha falhado e a notícia é já nacional.

Assim como o enterro da independência...

Moody's ataca Portugal



"If the market wants your failure you will fail"

Esta frase traduz grande parte dos mecanismos do mercado onde as agências de rating são uma ferramenta e ao mesmo tempo um catalizador de uma bola de neve que aumenta e esmaga qualquer agente que se deixa levar pela corrente. Trata-se de um círculo muito difícil de inverter, pois são muitas as pressões sobre as agências rating, e para completar o circuito, estão as instituições que têm de reagir aos “downgrades” para controlar as suas posições, despejando assim títulos no mercado transformando-os mesmo em lixo (como Portugal o fará ainda esta semana).

isto a propósito da agência de rating Moody’s ter reduzido a nota de Portugal para um nível considerado "lixo" (de Baa1 para Ba2), concluindo assim o processo de revisão iniciado a 5 de Abril.

Esta última revisão da Moody's acaba por ser inexplicável e um verdadeiro ataque 'terrorista' a Portugal e, em última circunstância, ao próprio Euro. Nem um novo Governo maioritário, a rápida aplicação do acordo com a troika, nem com as medidas extraordinárias já implementadas, nem reconhecimento positivo do mercado nas últimas sessões, foi suficiente para convencer os "raters" que Portugal está ou estaria no bom caminho. Com imediatas implicações, sendo que dificilmente poderia ter surgido na pior altura.

Esta decisão de downgrade de Portugal, é uma ofensa ao nosso país. Equipara-nos ora a países como El Salvador ou Bangladesh, e praticamente empurra-nos para a falência.

É igualmente um insulto ao esforço da União Europeia, da Comissão Europeia e dos seus Estados Membros, e também do Fundo Monetário Internacional (FMI), que deram o seu aval ao acordo que agora começou a ser implementado. É absurdo, irresponsável e um claro sacrifício de um povo e de um país em prol da ganância pelo lucro.

Já que não nos conseguimos livrar delas, para quando uma agência de rating europeia?

sábado, julho 02, 2011

Eleições inFLAMAdas


O dia 1 de Julho de 2011, dia em que se assinalou o Dia da Região Autónoma da Madeira, foi marcado pelo reaparecimento do movimento auto-intitulado de FLAMA - Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira.

Para além de terem espalhado a sua Bandeira um pouco por toda a ilha, em comunicado anunciou que “hoje, 1 de Julho de 2011, dia daquela autonomia que não merece festejos, os madeirenses despertaram com o seu arquipélago engalanado com a sua Bandeira e, passados 35 anos é uma boa altura para reflectir sobre o que a FLAMA sempre propôs e muitos aceitaram de braços abertos e outros, tiveram dúvidas.”

O comunicado termina com críticas aos “exemplos que estão à vista nestes anos de loucura que tem sido a Autonomia”, o que denota que a autoria do comunicado é de terceiros, alheios à FLAMA tal e qual ficou conhecida. “O servir-se não significa meter dinheiro ao bolso. Muito pior é ser obstinadamente teimoso e nunca ouvir a voz da razão, gerir as Câmaras aos seus gostos pessoais embora felizmente o Principal já de saída, privilegiar birras pessoais esquecendo os reais interesses da nossa Madeira e finalmente não terem a capacidade de fazer nada com inteligência e competência, é marinas, parques e parques e marinas, sem pensar minimamente nas gerações vindouras e nos encargos que vão herdar.”


Falando em nome da FLAMA, mas sem que haja essa garantia de autenticidade, o comunicado pede aos madeirenses que reflictam e se batam por um referendo, que se destina a esclarecer duma vez por todas, quaisquer possíveis dúvidas. “Os resultados da dependência de Portugal, tal como a FLAMA anunciou há mais de 30 anos, estão à vista. Alguns venderam-se por uma autonomia que funciona assim: quando tudo corre bem, os portugueses não cumprem os mínimos a que se comprometeram; quando tudo corre mal, acham que nós devemos solidariedade e o GR concorda!”

Os dinamizadores da iniciativa criticam ainda os que dizem que a Madeira não podia ser independente. “Ninguém o é. O que exigimos é sermos nós a negociar a nossa dependência, visto que Portugal endividado, envergonhado e pobre, luta por manter a cabeça fora de água e, se a mantiver, é para viver em agonia durante anos! Vejam o que aconteceu com a zona franca, por má fé de Portugal.”

Reafirmam que a Madeira, com a independência que a FLAMA sempre lhe quis dar, “garantia e garante, que será uma República Democrática e que, a nossa Constituição terá poderes, para, democraticamente, arredar do poleiro qualquer imitação de Sócrates. O aprendiz de filósofo foi corrido, mas a obra ficou!”


Independentemente 'desta' FLAMA ser a mesma de há três décadas atrás, ou algo novo, o seu aparecimento é tudo menos inocente. Há que ler nas entrelinhas. Aproximam-se as eleições regionais, já em Outubro, e há já muita gente a trabalhar para elas. Serão possivelmente as mais importantes das últimas legislativas.

Vivemos num período conturbadíssimo, onde é exigido ao País(e particularmente aos portugueses) um esforço sobrenatural de contenção, de solidariedade social e de austera diligência. A Madeira não é, nem pode ser excepção. A nossa ilha não possui recursos naturais suficientes para ser auto-subsistente. Possui uma dívida superior a 4 mil milhões de euros varrida para debaixo do tapete - e cujos responsáveis já disseram que não pagavam - um desemprego galopante, insolvências em catadupa, e uma economia enfraquecida, presa pela orçamento de Estado e pelos euros da Europa.

Sejamos sérios, tenhamos políticas sérias, um programa sério, com vista ao crescimento económico e social da nossa ilha, para o bem de todos os Madeirenses, para o bem da Madeira, e para o bem de Portugal.

sexta-feira, julho 01, 2011

O programa do Governo: vem aí o choque liberal

(Foto: Publico)

O programa do novo governo PSD/CDS, que incorpora as medidas da troika, assume o ajustamento financeiro como “prioridade máxima”. E propõe uma flexibilização geral da sociedade e da economia do país, das leis do trabalho à concorrência, passando pela educação. O programa confirma uma única prioridade absoluta para a política pública nos próximos quatro anos: corrigir os desequilíbrios financeiros do país e recuperar a credibilidade junto dos credores de Portugal.


Num programa que também é um exercício de relações públicas com o exterior, o Governo clarificou que vai além das medidas já duras da troika e que quer dar um choque liberal à economia e à sociedade portuguesa. Assim, paralelamente às medidas de austeridade financeira e económica – da penalizante antecipação do agravamento do IVA à simples mudança dos feriados – junta-se um recuo generalizado do Estado e uma maior responsabilização das pessoas.

Finanças Públicas - Mais austeridade em aberto. E multas para ministros gastadores

Trabalho - Trabalhadores independentes pagam menos à Segurança Social

Função Pública - Mérito passa a determinar o acesso a cargos dirigentes

Impostos - Possibilidade de mais IVA. Famílias numerosas com benefícios

Competitividade - Apostar mais na marca Portugal e acabar com “pontes longas”

Preocupações sociais - Governo impõe ‘visto familiar’ para aprovar leis em Conselho de Ministros

Privatizações - Alienações chegam à RTP, Lusa e resíduos mas não há data

Transportes - TGV para Madrid suspenso e aeroporto em reavaliação

Habitação - Despejos e lei das rendas são para avançar muito rapidamente

Justiça - Reduzir as resmas de processos pendentes nos tribunais

Educação - Mais exames, fusão de escolas e regras apertadas para os novos professores

Saúde - Os utentes passam a poder escolher centro de saúde e médico da família

Cultura - Apoios ao cinema dependem dos resultados de bilheteira

quinta-feira, junho 30, 2011

Dia Mundial das Redes Sociais


A história das redes sociais remonta a 1995 quando nasceu o portal Classmates.com, usado hoje por 50 milhões de utilizadores, todos com mais de 18 anos, que procuram colegas ou antigos companheiros da escola ou do tempo militar.

Amizade, relacionamento profissional, projectos ou ideias comuns e até relacionamentos pessoais, de maior ou menor duração, estão entre os grandes elementos comuns que, nos últimos anos, têm feito multiplicar a dimensão e importância das redes sociais.

Diariamente, milhões de pessoas em todo o mundo, usam as redes sociais para todo o tipo de actividades: de partilha de informação, notícias, fotos ou vídeos; para networking empresarial, para dar a conhecer uma empresa, um projecto ou iniciativa, privada, pública ou social.

Todas as grandes empresas, incluindo as principais de comunicação social, têm hoje canais nas principais redes, criando plataformas multimédia que crescentemente são acedidas fora dos espaços tradicionais, mercê da explosão dos telemóveis de última geração e, mais recentemente, das tablets.

Celebra-se hoje o Dia Mundial das Redes Sociais.

quarta-feira, junho 29, 2011

Negligência mortal


O Hospital de Santo António, no Porto, confirmou, pelas 23h50, a morte do actor e cantor Angélico Vieira, aos 28 anos, que ali estava internado desde sábado vítima de um violento acidente de viação que sofreu ao volante de uma viatura na auto-estrada do Norte (A1), na zona de Estarreja.

É sempre lamentável a morte de um jovem, particularmente nestas condições. Mas o que mais me choca é que toda esta situação poderia ter tido outro desfecho, bem menos nefasto.

Angélico Vieira morreu no mesmo dia em que o seu amigo Hélio Danilson Filipe, que teve morte imediata no mesmo acidente, foi a enterrar. Quanto a Arminda Leite, de 17 anos, que ficou ferida com gravidade, permanece internada com prognóstico reservado. O quarto ocupante da viatura, Hugo Pinto, o único que seguia com o cinto de segurança colocado, sofreu apenas ferimentos ligeiros.

O cinto existe para alguma coisa. Fica a mensagem para os milhares que todos os dias se fazem às estradas portuguesas. Que descansem em paz os rapazes.