sábado, dezembro 15, 2007

O Planeta num Rodapé


Hoje termina a conferência climática da ONU em Bali e, ao que tudo indicada, o resultado será apenas uma nota de rodapé.

A nota, sugerida num dos documentos que deverá constituir o roteiro de Bali para as negociações de um novo acordo contra o aquecimento global, faz uma "referência implícita" a um relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Não sei se se recordam, mas já tinha falado neste painel aquando da atribuição do prémio Nobel.

Mas avançando, no referido relatório, o IPCC diz que, para se evitarem consequências catastróficas do aquecimento global, será necessário que os países desenvolvidos reduzam as suas emissões de gases com efeito de estufa em 25 a 40 por cento até 2020, em relação aos níveis de 1990.

Como não poderia deixar de ser, em virtude do forte "lobby" da Industria Petrolífera na Presidência, os Estados Unidos manifestaram-se frontalmente contra a inclusão deste relatório no Roteiro de Bali. O problema é que estão cada vez mais sós, até mesmo junto dos novos países industrializados, como a China e a Índia.

Então vêm agora com esta - uma espécie de fuga honrosa aos compromissos com a humanidade - e dizem aceitam a nota de rodapé, que cita a página do relatório do IPCC onde estão aquelas conclusões, bem como outro documento aprovado pelos países que ratificaram o Protocolo de Quioto. Seja como for, esta proposta, no entanto, ainda terá de ser aprovada amanhã, no plenário final da conferência de Bali.

Ou seja, não ratificaram Quioto, vão a caminho de ignorar Bali e quem vai sofrer no final somos todos nós, porque infelizmente só temos este planeta para viver e por incúria de gente incivilizada, em breve teremos destruido todas as condições para que exista vida na terra.

Quem sabe se daqui a milhares de anos, um livro da história galáctica faça uma referência à humanidade, numa linha de rodapé...

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Garbage, An Absolute Compilation (1995-2007)

Estava nas minhas deambulações pelo YouTube quando dei de caras com este absolutamente magnífico vídeo, feito e postado pelo utilizador abs4260 (já agora, recomendo outros trabalhos que ele tem por lá). Neste vídeo que vos trago, ele fez uma espécie de evolução dos Garbage, através dos "music videos" que a banda lançou desde a sua criação. E, numa só palavra: sensacional. Uma dedicatória que, tenho a certeza, seria muito apreciada pela banda.


Garbage, An Absolute Compilation (1995-2007)

quinta-feira, dezembro 13, 2007

O Tratado de Lisboa

(Foto: Nuno Ferreira Santos)

Foi hoje oficialmente assinado, às 12h49, o Tratado Reformador da União Europeia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, inscrevendo a presidência portuguesa da UE na história da integração europeia. A assinatura do novo tratado europeu promete pôr fim à grave crise política e institucional provocada pelo fracasso da Constituição Europeia, rejeitada em França e na Holanda, e constitui o grande sucesso da actual presidência portuguesa da UE, que termina no fim do mês e ficará na história do processo de integração europeia.

Mas afinal o que é o "Tratado de Lisboa"?

O Tratado de Lisboa (ou Tratado de Reforma como alguns lhe chamam), segundo o acordo alcançado pelo Conselho da União Europeia em Lisboa em 19 de Outubro de 2007, é o que substitui formalmente a ideia da Constituição Europeia que falhou em 2004.

Isto foi possível porque a emenda proposta pela Presidência alemã do Conselho da União Europeia, de 19 de Maio de 2007, incluiu praticamente toda a essência da Constituição chumbada. Os 27 decidiram abandonar o formato do "Tratado constitucional" e, em alternativa, deram impulso a um tratado clássico que vem introduzir emendas nos dois tratados actualmente em vigor - o Tratado da União Europeia (ou de Maastricht) e o Tratado da Comunidade Europeia (ou de Roma).

Em suma, o novo tratado facilita a tomada de decisões e reforça a capacidade da acção externa da União Europeia. Antes de mais, o novo tratado concede personalidade jurídica própria à União Europeia, concedendo-lhe capacidade para vincular os Estados membros em acordos internacionais e/ou comunitários. O termo "comunidade" deixa de existir.

A Presidência do Conselho Europeu deixa de ser rotativa (6 meses a cada país) e passa a ser eleito um presidente por maioria qualificada, para um mandato de dois anos e meio, renovável uma vez, embora sem poder executivo. A par do presidente eleito da União, é criado o cargo de alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, fundindo os cargos do alto-representante para a Política Externa e do comissário para os Assuntos Externos.

A unanimidade mantém-se necessária para políticas fiscal, externa, de defesa e de segurança social, mas no percurso até 2014 deixará de ser necessária, permitindo-se para já, em cerca de 40 domínios (como segurança energética ou ajuda humanitária de emergência) a aprovação por maioria qualificada. No que se refere ao Conselho este ainda exige uma maioria dos Estados (55 por cento, 15 Estados) e da população da União Europeia (pelo menos 65 por cento). Seja como for, até 2019, qualquer Estado pode pedir a aplicação do sistema de Nice.

No que se refere às tão temerosas minorias de bloqueio, estas agora têm de reunir pelo menos 13 Estados-membros ou, em alternativa, 35,01 por cento da população (com um mínimo de quatro países). A cláusula de Ioannina, incluída numa declaração anexa ao tratado por exigência polaca, permite que um pequeno número de Estados-membros possa ainda pedir que uma decisão seja examinada de novo.

Os Parlamentos nacionais continuam a poder pronunciar-se sobre propostas legislativas, tendo oito semanas para as analisar quanto ao respeito pelo princípio de subsidiariedade. Se um número significativo declarar que desrespeita esse princípio, a Comissão tem de justificar a proposta legislativa, se a quiser manter.

No que se refere às relações com os cidadãos europeus, destaque para o Tribunal de Justiça - orgão de recurso por excelência do europeu - que passa a ter mais competência sobre políticas de justiça e assuntos internos, incluindo as de asilo e de imigração, embora com algumas excepções, como a Dinamarca e o Reino Unido. Os cidadãos europeus podem ainda propor à Comissão Europeia uma dada iniciativa legislativa, precisando para tanto de reunir um milhão de assinaturas (uma espécie de acção popular numa escala maior).

Para mais informações, nada como consultar o texto integral do Tratado de Lisboa.

Com o tratado ora assinado, inicia-se o obrigatório processo de ratificação/confirmação do documento em todos os Estados-membros, sem excepção, por via parlamentar ou em referendos, condição prévia à sua entrada em vigor. A maioria dos países já anunciou que o tratado será ratificado pelos respectivos Parlamentos, mas a consulta popular irá acontecer pelo menos na Irlanda, por imperativo Constitucional.

Os dirigentes da União fixaram como objectivo a entrada em vigor do Tratado de Lisboa a 1 de Janeiro de 2009, antes das próximas eleições europeias de Junho do mesmo ano.

Rocking Parrot!!!

Que os papagaios eram capazes de imitar sons humanos, já isso sabíamos. Mas o que este Snowball é capaz de fazer, é extraordinário. Para além de divertido. Rock on Snowball!!



terça-feira, dezembro 11, 2007

Ainda não é desta...

(Foto: Jo Yong-Hak/Reuters)

O petroleiro “Hebei Spirit”, 170 quilómetros a Sul de Seul e ao largo de Taean, está a causar a maior maré negra da Coreia do Sul. O Governo mobilizou mais de cem navios e centenas de soldados para limpar a mancha negra que já chegou às praias e afectou uma reserva natural.

Ainda não é desta que aprendemos a lição. Está na altura de, uma vez por todas, "limparmos" a nossa atitude perante o nosso planeta. Continuamos a nos agarrar a um produto derivado do carbono e as consequências deste nosso acto desenfreado estão à vista.

O nosso planeta é um ser vivo, auto-regulador e até agora tem consigo "absorver" todas as nossas loucuras. Mas como todo o ser vivo, também a Terra tem as suas limitações e quando ultrapassados certos parâmetros de temperatura, ela perde esta sua capacidade extraordinária. E cada vez mais nos aproximamos do ponto de não retorno (e estou a ser optimista).

O aumento da temperatura global é um problema real e um problema de todos nós. E é um problema que cada vez mais se agrava e quando ultrapassar um certo limite térmico (apontam os especialistas para os 550 partes por milhão - ou seja 550 moléculas de gás com efeito de estufa em cada milhão de moléculas de ar seco... não importa perceber, basta saber que é demasiado), caminharemos para a extinção em massa. Não acreditam?

Já ouviram falar no "Efeito Budyko"? Mikhail Budyko era um climatologista russo que descobriu que a neve reflecte para o espaço a maior parte do calor do Sol que sobre ela incide, o que ajuda a manter o clima fresco. O problema é que, como o dióxido de carbono libertado pelas combustíveis derivados do carbono elevou a temperatura global, a neve começou a derreter, deixando surgir por baixo o solo escuro. Este solo, por ser escuro, absorve o calor o que, por sua vez, provoca mais calor, o qual provoca uma aceleração no derreter da neve, o que faz emergir mais solo escuro, o que provoca ainda mais calor.

Mais recentemente descobriu-se que este efeito também tem aplicação na água, nomeadamente nos oceanos. Enquanto que o gelo reflecte para o espaço cerca de 80% do calor que entra no nosso planeta, os oceanos absorvem cerca de 90% desse mesmo calor. Como o gelo está a derreter, há mais oceano a absorver calor, o que faz aumentar a temperatura da água. Como o calor aumenta, derrete mais gelo, aumenta a área absorvente do calor, fazendo subir a temperatura da água, assim sucessivamente. Como o calor aumenta, a água perde os seus nutrientes o que faz com que os "reservatórios naturais" de dióxido de carbono (algas, plantas marinhas, etc.) morram, libertando esse carbono retido.

O mesmo se passa com as florestas. Como a temperatura aumentou, elas estão a diminuir. Sem esquecer que o homem ainda presta uma ajuda "inestimável". O problema é que, sem a sombra das árvores o solo aquece mais e, consequentemente, faz aquecer ainda mais o planeta, o que provoca a diminuição das florestas, logo mesmo sombra e mais calor. E note-se que as árvores são esponjas aborventes de dióxido de carbono. Se elas morrem significa que milhões e milhões de particulas de carbono serão libertadas na atmosfera, com efeitos que só o futuro o dirá.

Com esta libertação brutal de dióxido de carbono pelas combustíveis fósseis (derivados do carbono como o petróleo, carvão, etc.), a temperatura do planeta aproxima-se a passos largos do limite que este é capaz de suportar. Sem a sua capacidade auto-reguladora, o aquecimento global terá consequências catastróficas para todos nós.

Está na altura de surgir outra solução energética para a nossa sociedade, que seja mais eficaz que o petróleo e de preferência que não seja um derivado do carbono. Seja o nuclear, seja o hidrogénio, seja qualquer outra fonte não poluente, ela tem de aparecer, e tem de aparecer já. Para já, a "Indústria" não deixa. Mas até ela já está aflita ao ver que o seu produto mágico começa a findar e o barril caminha galopante para os três dígitos. Já tivemos Quioto. Agora Bali. Um dia isto acaba de vez.

domingo, dezembro 09, 2007

Sapo diabólico

Esta foi uma reclamação apresentada por um cliente da PT. Só me resta perguntar... foste tu Marco?

(clicar para aumentar)

sábado, dezembro 08, 2007

Esta é bem "negra"...


Sabem qual a diferença entre a Angelina Jolie e o casal McCann?

É que a Angelina quando vai de férias, traz mais filhos do que leva!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

D.O.A. a quem doer...

Ontem à noite, caso raro, apanhei-me com algumas horas livres sem absolutamente nada para fazer. Aproveitei o balanço e decidi ver um filme. O escolhido foi um filme que, se não fossem as suas meninas, teria passado quase despercebido por Portugal. "D.O.A. - Dead or Alive", é o título homónimo de uma série de jogos de computador da japonesa Tecmo, lançado pela primeira vez em 1996, no seguimento de outras sucessos como "Street Fighter", "Virtua Fighter" ou "Mortal Kombat". O grande destaque do jogo e em parte responsável pelo seu sucesso (e polémica se quisermos) eram as personagens femininas do jogo, e o filme não foge à "regra".

Em termos puramente cinematográficos é um filme fraco, com um argumento retirado de um pacote de cereais, ao pequeno-almoço, depois de uma noite de farra. No entanto, tecnicamente, o filme é impecável, com uma fotografia apelativa e uma coreografia de lutas excelentemente bem executada. E claro, várias mulheres muito... interessantes, com particular destaque para a australiana Holly Valance.

Portanto, se quiserem passar um tempo com o cérebro desligado, a apreciar belas paisagens, combates e... senhoras, recomendo este "D.O.A.". E olhem que até nem doi nada.



Café com Gatos

(Foto: Michael Carrona/Reuters)

Beber uma chávena quentinha de chá ou café enquanto se aprecia o prazer de acariciar um gato é o que oferece um novo café, em Tóquio. Este ano já abriram três cafés com gatos na capital japonesa. Mimar gatos está a tornar-se uma moda. Ichigo, o gato da foto, alheio aos prazeres do café e do chá, parece gostar da ideia.

Há coisas fantásticas, não há?