sábado, novembro 24, 2007

Simplesmente... MARIZA

MARIZA deu ontem um concerto no Madeira Tecnopolo que perdurará na minha memória uns bons anitos. Que já sabíamos do seu talento vocal, creio que era inquestionável. No entanto, o que mais me surpreendeu foi a sua atitude e o seu saber estar em palco. É de uma energia contagiante, de uma beleza, simpatia e interactividade notável. Já viram alguma fadista a dançar? Pois...

Mariza marca a diferença no mundo do fado. Depois de Amália é, sem dúvida, e por mérito próprio, o grande nome luso (e mundial) do panorama musical. Tal como Amália, Mariza transcende o (por vezes aborrecido) mundo do fado, transformando-o em algo de quase divino. Foge das amarras do tradicionalismo e dá liberdade à sua magnífica voz e interpreta os seus temas com alma, capaz de nos por a saltar na cadeira ou a puxar do lenço. Por outras palavras, um diva!

A feliz adição da Orquestra Clássica da Madeira, sob a batuta de Rui Massena, à "guitarrada" e percussão que normalmente a acompanham, contribuiu para marcar ainda mais a qualidade desta noite, já de si especial.

Fiz um pequeno vídeo do concerto para colocar aqui no blog. A qualidade visual não é a melhor, mas o som está lá. Para recordar.


Mariza ao vivo no Madeira Tecnopolo (23.11.2007)

quinta-feira, novembro 22, 2007

A Terra "tal como ela é"

(Foto: ESA)

É um momento histórico: pela primeira vez, uma fotografia da Terra mostra as verdadeiras cores do nosso planeta. Muito azul, menos castanho do que se pensava e – na parte inferior da imagem – o continente australiano em claro destaque. Esta Terra “tal como ela é” foi captada pela sonda Rosetta no dia 15 de Novembro, às 03h30.

Diálogo Médico-Paciente

Esta recebi por mail e é um doce. Diz quem a pratica que a Medicina é a mais bela das profissões.

Quem a exerce sabe que cada vez mais deve estar atento à qualidade da comunicação que mantém com o paciente como parte primordial de todo o projecto terapêutico: saber escutar o doente, entender as suas formas de expressão e saber transmitir em termos simples e directos aquilo que pensa e aquilo que pretende que o doente assimile e ponha em prática, sem recorrer aos conceitos herméticos e técnicos que caracteriza alguns sectores da classe médica, é para o clínico muito mais de meio caminho andado para o sucesso...

O doente que tem que contar em minutos os males de um "maldito corpo que não corresponde aos desejos da alma" está sujeito a lapsus linguae, frutos da atrapalhação, da timidez, do incómodo de ali estar perante o médico. Compreendamo-lo pois com bom humor!"

Carlos Barreira da Costa, médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina.

E dele não resisti a extrair verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico que decidi compartilhar convosco.

O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:
"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece com sua licença espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saiam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".

As perturbações da fala impacientam o doente:
"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".

Os "problemas da cabeça" são muito frequentes :
"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".

Os aparelhos genital e urinário são objecto de queixas sui generis:
"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau (
Papanicolau)?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. " Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada".
"Tenho de ser operado ao
stick . Já fui operado aos estículos".
"Quando estou de pau feito... a puta verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".

As dores da coluna e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar:
"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".

O português bebe e fuma muito e desculpa-se com frequência:
"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".

O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:
"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (
apêndice) mas não lhe puseram os trenos (drenos ), encheu o pipo e teve que pôr o soma ( sonda )".

Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:
"Ando a tomar o Esperma Canulado"-
Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" -
Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" -
Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" -
Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" -
Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" -
Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" -
Castilium
"Tomei Sexovir" -
Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".

O que os doentes pensam do médico:
"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".

Em relação ao doente o humor deve sempre prevalecer sobre a sisudez e o distanciamento. Senão atentem neste "clássico":
"Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Ao que o médico retorque: "Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor."



Portugal no Euro2008

Fui duro. Foi difícil. Mais difícil que quase toda a gente antecipava à partida. O que, apesar de todas as condicionantes, vem demonstrar que estes jogos já não são favas contadas à partida e que praticamente já não há mortos em quem malhar. Vejam o exemplo da Inglaterra. Ou mesmo a dificuldade dos apuramentos da Itália e França. Mas para o que importa, lá vamos nós. Para a história fica o apuramento. O quarto consecutivo para um Europeu.



quarta-feira, novembro 21, 2007

O "Anticristo" em Lisboa...

Segunda-feira passada foi um dia de dilúvio em Lisboa, com trovoada à mistura. Foi o dia do ano com maior número de acidentes de viação (um recorde segundo dizem). Várias inundações nas zonas limítrofes de Lisboa causaram largas centenas de milhares de euros em prejuízos. Há 4, 5 anos atrás, Marilyn Manson seria o "culpado" destes incidentes. Mas os tempos mudaram e o próprio Manson também mudou (sobretudo depois de Columbine, tendo "obrigado-se" a refrear o seu ímpeto naturalmente polémico). Mas acima de tudo, Manson é um artista. E do mais alto gabarito.

O "Anticristo" visitou Lisboa, no âmbito da tourné "Eat Me Drink Me". Foi um espécie de revisitação aos seus maiores êxitos, desde "Beautiful People", "Tourniquet", "mObcene", "Rock Is Dead", e aos novos títulos "If I Was Your Vampire" e "Heart-Shaped Glasses". Com um domínio perfeito do espaço, tempo, som e luz, deu um concerto absolutamente inesquecível!


Marilyn Manson
Pavilhão Atlântico (19.11.2007)


quinta-feira, novembro 15, 2007

Os Clonadores


Chama-se Semos, como o deus-macaco da versão mais recente do filme Planeta dos Macacos. Mas não é ficção científica: é um macaco Rhesus que vive no Centro Nacional de Investigação dos Primatas, no Oregon (EUA), e cujas células cutâneas serviram para clonar, pela primeira vez, embriões de macacos.

A partir desses embriões, Shoukhrat Mitalipov e os seus colegas geraram duas linhas de células estaminais embrionárias (CEE), que são capazes de originar todos os tecidos do organismo e cujas potencialidades terapêuticas podem ser imensas. Os resultados foram ontem divulgados on-line pela Nature e serão publicados a 22 Novembro.

Até agora, ninguém tinha conseguido semelhante feito num primata. Já tinha havido várias "falsas partidas", tanto no macaco como no homem. Uma delas, aliás, revelar-se-ia fraudulenta, com cientistas sul-coreanos a anunciarem, em 2004, que tinham clonado embriões humanos e extraído daí linhagens de CEE humanas. Eis que a clonagem chega ao mundo dos primatas e desta vez não é mesmo ficção. (in "Publico")

To Overcome

Conheçam Nick Vujicic. Ele tem uma história incrível de triunfo e perseverança. Nick nasceu sem pernas e braços e, apesar de toda a sua desvantagem natural, nunca esmoreceu e deu a volta por cima, tornando-se nas suas palavras "as mãos e pés de Cristo". Este video é uma pequena compilação de clips do DVD produzido pela organização deste australiano de 25 anos, a "Life Without Limbs".



quarta-feira, novembro 14, 2007

Em Estreia...


O Centro das Artes/Casa das Mudas, na Calheta, neste fim de semana (16, 17 e 18 de Novembro), será palco do espectáculo "Oditrevnio, a Enferma e a Sorte Grande", da autoria do Porventura Teatro.

Trata-se portanto de um espectáculo dividido em três mini-peças que abordam problemas sociais da actualidade - um psicólogo que se vê confrontado com o mais estranho caso de psicologia para resolver; uma tetraplégica que vê a sua salvação num ladrão; e uma velhota que no final da sua vida ganha um estrondoso prémio num concurso de rádio.

O espectáculo tem encenação e direcção artística de Miguel Vieira, e os texto são da autoria de Diniz Cayolla Ribeiro.

Promete!

terça-feira, novembro 13, 2007

YES!!!

Ontem foi óptimo! Mais palavras para quê?



CD Nacional, 0 - CS Marítimo, 2 (Makukula e Wénio)
Estádio da Madeira, 12.11.2007


segunda-feira, novembro 12, 2007

Para começar a semana...

Nada como duas "jóiazitas" para alegrar o dia. A primeira vem de cá dentro, mais especificamente da Assembleia da República. A segunda do outro lado do Atlântico, do país de contrates que é os Estados Unidos.

A primeira então, é a Declaração de Rectificação n.º 105/2007, da Assembleia da República publicada no DR n.º 216 SÉRIE I de 2007-11-09, que diz e passo a transcrever "rectifica a Declaração de Rectificação n.º 100-A/2007, de 26 de Outubro, que rectifica a Lei n.º 48/2007, de 29 de Agosto, que procede à 15.ª alteração e republica o Código de Processo Penal, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 78/87, de 17 de Fevereiro".

Não, não estou gagá... é mesmo assim! E segundo consta, muito provavelmente vai haver mais uma pequena rectificação à "rectificação", tudo porque o legislador deixou no CPP um estrangeirismo (algo como “sentence relative”). Copy paste? A Comissão dos Assuntos Constitucionais é que não gostou nada de ter sido gozada pelos Magistrados no que toca ao uso do estrangeirismo. Que falta de sentido de humor!


Este cartaz é cortesia do Reverendo E.F. Briggs (porque raio gostam muito os americanos de serem tratados por letras?), honorável pároco da cidade de Monongah, no estado da West Virginia. Suponho que a lógica que se depreende do cartaz é de fácil percepção. Tal e qual como a lógica do "Klu Klux Klan", da "Voz da América" ou da "Operação Himmler". Para rir e... consciencializar.