domingo, outubro 07, 2007

Descubram as diferenças...


Esta vem a propósito do preço actual dos combustíveis. Esta foto tirada no dia 4 deste mês em Canárias. Agora comparem com o seu equivalente em Portugal. Será preciso mais comentários?

sábado, outubro 06, 2007

O fim da "Premiere"

(Edição de Outubro 2007 - a última capa da revista PREMIERE Portugal)

Foi com enorme pesar que ouvi a notícia de que a revista "PREMIERE" será, nas palavras do seu director/editor-chefe, José Vieira Mendes, "descontinuada", sendo a edição deste mês a última!

Segundo avança JVM, a decisão de a PREMIERE ser descontinuada, deve-se "ao facto da Hachette, agora Lagardère Global Media, ter tomado a decisão de abandonar os seus negócios em Portugal, vendendo os seus principais títulos Elle e Ragazza, à RBA Editores", sendo que "a PREMIERE nem constou desse pacote de cedência de títulos, já que é aparentemente intenção do grupo francês descontinuar todas as edições internacionais em papel, como já aconteceu com a PREMIERE (EUA) que apenas se mantêm on-line". A outra justificação avançada para a descontinuidade da "PREMIERE" portuguesa foi o alegado elevado custo do título, "que não se coaduna com a sua rentabilidade".

É verdade que o mercado português é ingrato no que toca a revista de especialidade (que não seja "cor-de-rosa"). E no que concerne a revistas de cinema, há uma espécie de maldição, com que faz que sejam poucas e que durem pouco tempo. Também igualmente me parece lógico, do ponto de vista comercial, que um produto que dê prejuízo seja retirado do mercado.

No entanto, segundo os últimos dados do APCT, a circulação total da PREMIERE é de 18.180 exemplares e as vendas na ordem dos 16.913 exemplares, o que corresponde a uma audiência de 78.000 leitores, o que para a largura do mercado português, corresponde a um feito. Pelo que, é de louvar a longevidade da carreira da PREMIERE e a sua luta pela sobrevivência num dos mais duros mercados do mundo (sobretudo pela sua insensibilidade).

Lamento esta situação, não só pela incompreensão dos seus proprietários, mas por toda a equipa que a geriu, e que, desde o seu início se empenhou para que todos os meses a PREMIERE chegasse às bancas, recheada de um inesgotável profissionalismo e dedicação. A PREMIERE é uma revista portuguesa, que não vive à custa de traduções das suas congéneres estrangeiras, e que sempre se pautou por um equilíbrio entre a qualidade, as características específicas do mercado português e uma grande diversidade de opiniões.

Muitos foram os nomes que passaram pela revista, desde o Nuno Markl, o Rui Tendinha, o José Mourinha, e muitos outros, que tornaram a revista num ícone do cinema em Portugal. Com o seu desaparecimento, a PREMIERE deixa um enorme vazio no mercado da especialidade e milhares de leitores desolados. O único alento é que do fim da PREMIERE, nasça uma nova solução, totalmente portuguesa e não dependente de capitais estrangeiros, que, com o "know-how" dos ex-Premerianos, possa preencher o lugar que agora fica desocupado.

Veja aqui as opiniões de José Vieira Mendes e de Nuno Markl, com uma confissão bastante interessante deste último.

Só a título de curiosidade, o mestre Criswell não morre com o encerramento da revista e, continuará, directamente do seu caixão equipado com tecnologia de ponta, a divagar ao longo dos dias e a responder às questões dos seus leitores de sempre!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Um momento...

Garbage! Para mim uma das melhores bandas do mundo!


Garbage - "I Think I'm Paranoid" (live)

quinta-feira, outubro 04, 2007

Te quiero/Eg elskar deg

Quando Rosa viu Åsmund pela primeira vez, atirou-lhe um "ciao". Ele respondeu-lhe com outro "ciao", à queima-roupa. O encontro, à porta de um "palazzo" italiano que servia de residência a estudantes Erasmus, durou uns escassos segundos, mas serviu para que Rosa percebesse que Åsmund, àquela hora da manhã, era mais do que um norueguês cansado, sem dormir há vários dias. Rosa viu nele a fisionomia "cool" de um “viking”. E Åsmund, estudante de mestrado - e guitarrista da banda norueguesa Nullskatte - percebeu que aquele ciao lhe devolveu alguma energia, depois de uma intensa digressão de duas semanas com a banda.

Recém-chegados a Siena, Åsmund Prytz e Rosa Correa Rodríguez coincidiram naquelas escadas, naquele minuto. Ela estudava Economia na Universidade de Barcelona e resolveu mudar de ares. Ele vinha da Noruega com uma bolsa de mestrado, depois de uma licenciatura em Agricultura que não queria pôr imediatamente em prática. Eram dois dos 276 alunos Erasmus que, no ano lectivo de 1997/1998, escolheram Siena para viver e estudar.

No dia seguinte voltaram a encontrar-se. Sem o saberem na véspera, frequentavam o mesmo curso de italiano. Dessa vez não se contentaram com um olá. No intervalo começaram a falar. Sobretudo de música. Ela era fã de punk-rock e de música de garagem. Isso impressionou-o. Åsmund contou-lhe que tinha conhecido, uns dias antes da partida para Itália, um grupo underground espanhol, os Pleasure Fuckers. No dia seguinte, Rosa chegou ao curso de italiano com uma "t-shirt" da banda, da qual era fã. Ficaram amigos.

Começaram a frequentar os mesmos bares e os mesmos convívios Erasmus. Numa dessas noites, Åsmund pegou na sua guitarra e improvisou os acordes do tema The KKK took my baby away (Ramones). Rosa emprestou a voz. Algumas músicas depois, a espanhola percebeu que o seu namorado de sempre não era, afinal, o "Mr. Right" e Åsmund fez perceber à sua namorada norueguesa que as coisas tinham mudado. Um mês depois do primeiro "ciao" foram viver juntos, à revelia das respectivas famílias e do senhorio de Åsmund. La Coppia Piu Bella Del Mondo (“o par mais bonito do mundo”), de Adriano Celentano, foi a banda sonora daqueles dias. O norueguês e o espanhol ficaram arrumados na gaveta. Era em italiano e inglês que falavam os dias. “Era como nos filmes. ‘I love you, baby’ e essas coisas assim”, lembra Rosa.

Findo o Erasmus em Siena, Rosa e Åsmund separaram-se fisicamente durante algumas semanas. “Quando o nosso ano em Itália terminou, ambos sabíamos que isso não era o fim da nossa história”, diz Rosa. A estudante voltou a casa – a sua família é oriunda da Galiza mas os seus pais vivem em Valência – para anunciar que pretendia ir viver para a Noruega. “De início a minha família não gostou muito. Enquanto católicos, não acolheram bem a ideia de ir viver com o Åsmund sem estar casada com ele. Mas a minha família sempre apoiou as minhas decisões e por isso acabaram por aceitar. Ou então aceitaram porque eu não lhes dei alternativa. Tiveram que lidar com isso”.

Durante algum tempo, viveram os dois em Bangsund. “Foi uma mudança dramática. De Barcelona para Bangsund, uma pequena vila norueguesa com cerca de mil habitantes”. Só mais tarde se mudariam para Oslo, onde Åsmund trabalha actualmente como consultor do departamento de Alimentação do Ministério da Agricultura.

Entre 1998 e 2002, Rosa viveu entre Oslo e Barcelona. Durante esse período, trabalhou num banco, na capital da Catalunha, e, de regresso à Noruega, trabalhou durante um ano como empregada de quarto, num hotel, para aprender norueguês e arranjar um outro tipo de trabalho, mais de acordo com a sua formação. Hoje em dia trabalha para uma multinacional de software, como directora de marketing. A língua não é um problema, porque o idioma de trabalho é o inglês e as pessoas são de diferentes nacionalidades, o que perpetua o “ambiente Erasmus”, explica Rosa.

Rosa e Åsmund vivem juntos em Oslo desde 2002 e casaram-se em Agosto último, em Monforte de Lemos (Galiza). No casamento de Rosa e Åsmund - em Monforte de Lemos, Lugo, Galiza - estiveram presentes pelo menos duas mancheias de amigos de Erasmus. “Eles fazem parte da nossa história”, diz Rosa.

Sempre que estão juntas, as famílias de ambos também vivem um Erasmus próprio, fazendo-se entender como podem. A maior parte das vezes em linguagem gestual. Norte e Sul convivem sem problemas e com muito humor. Rosa acha que os noruegueses são os “espanhóis da Escadinávia”. (in Publico)

Em 2007 cumprem-se 20 anos desde o início do programa Erasmus, que mobiliza anualmente 1,4 milhões de jovens, dispersos por cerca de 30 países.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Os Deuses devem andar loucos... só pode!

A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) está a precisar da ajuda dos portugueses para equipar a sua nova unidade de bebés prematuros, pelo que desde 17 de Setembro está em curso a campanha "1 Euro por uma Vida", em parceria com a Fundação EDP e com o patrocínio da RTP, RDP e Ar Telecom.

A ideia da campanha é muito simples: por cada chamada feita para o n.º de telefone 760 300 337, que custa 60 cêntimos (mais IVA), esse valor reverte para a Maternidade Alfredo da Costa, e cada euro angariado através destas chamadas, a Fundação EDP dá outro euro à MAC.

O objectivo é angariar 100 mil euros, que serão duplicados pela Fundação EDP. Este valor irá permitir à Maternidade Alfredo da Casta comprar máquinas como incubadoras, ventiladores, jet-ventilation e bombas infusoras para suporte de vida a bebés prematuros.

Não pondo em causa a campanha em si, assim como o louvavel apoio da EDP e consórcios, estou espantando com a génese desta campanha em si. Senão vejamos: a maternidade Alfredo da Costa é a maior e mais relevante unidade de medicina natal do Estado! Sim do Estado! Ou seja, o seu orçamento anual está contemplado num dos inúmeros parágrafos do Orçamento de Estado, pelo que, tenho dificuldade em entender a razão desta campanha...

No fundo temos uma organização do estado está a pedir dinheiro aos contribuintes, porque não tem verbas para se reestruturar. Se ainda fosse uma clínica particular ainda compreendo. Agora o Estado não é capaz de dispensar cem mil euros de uma outra área qualquer, para este serviço absolutamente vital? Não consegue poupar uns trocados em jantares e viagens de cortesia e entregá-los à maternidade? Tem dinheiro para orçamentar a IVG e não tem dinheiro para os cuidados pós-natais? Ainda por cima nem sequer estamos a falar de uma fortuna... são 100 mil euros!

Mas que raio de país é este?

O Elo Mais Fraco...

Imagem: Paulo Spranger (Diário de Notícias)

Gonçalo Amaral, coordenador da Polícia Judiciária de Portimão, foi libertado das suas funções, depois de ter criticado em entrevista ao Diário de Notícia, os investigadores da polícia inglesa que colaboram nas investigações ao desaparecimento de Madeleine McCann.

Sucintamente, o inspector acusou os investigadores britânicos de "estarem a investigar unicamente o que convinha aos pais da criança britânica" e "investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se que o casal é suspeito da morte da sua filha".

Não sei se há razões ou não para a revogação da comissão de serviços do inspector. Mas não nos podemos esquecer que, nas últimas semanas Gonçalo Amaral tem sido alvo pelos media britânicos, de um ataque pessoal, que o têm acusado de ser bêbado, de só trabalhar quatro horas por dia, de ser arguido em processos por tortura (com referência ao alegado espancamento de Leonor Cipriano, condenada pelo homicídio da pequena Joana, sua filha, em Outubro de 2004), sendo que uma das últimas notícias fazia referência à filha e à esposa. Pelo que é facilmente de supor que o ambiente "cooperativo" entre as duas forças policiais não andariam pelos melhores dias.

Novamente, o problema está em quem faz as nomeações. A escolha de Gonçalo Amaral para a coordenação do processo Madeleine foi desde o primeiro momento contestada por grande parte da especialidade, nomeadamente devido ao processo Joana e a todos os contornos que o rodearam. Embora a sua intervenção no processo não fosse de todo impossível, seria recomendado uma posição mais discreta e mais ajustada às suas condições. No final do dia, temos mais um imbróglio que seria perfeitamente evitável.

Eixo Norte-Sul

(Foto: Reuters)

O Presidente sul-coreano Roh Moo-hyun e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, apertam as mãos na cerimónia de boas-vindas em Pyongyang. O Presidente sul-coreano chegou ontem à capital norte-coreana para uma cimeira que pretende acabar com a animosidade entre os dois lados vinda da época da Guerra Fria. Será para durar?

terça-feira, outubro 02, 2007

Golo Mil

Para a história fica o golo 1000 do Marítimo:



Domingo passado o Marítimo atingiu a marca de mil golos marcados na divisão máxima do futebol em Portugal. Uma marca que ainda tem mais valor visto que foi um madeirense a ter a honra de atingir esta marca história.

Pouco mais de 30 anos depois da estreia absoluta e na época em que o clube regista a sua 28ª presença na alta roda do futebol português, o facto de ser um madeirense a ficar para sempre ligado a esse número não podia ser mais curioso. A proeza coube a Fernando, o defesa madeirense, que curiosamente estreava-se a titular no onze principal em substituição do lesionado Van der Linden.

Tal como o acontecido aquando do primeiro golo primodivisionário do Marítimo, conseguido por Eduardinho nesse já distante 4 de Setembro de 1977, frente ao Estoril (1-1), no Funchal, os desígnios do destino acabaram também por fazer entrar para a história verde-rubra um jogador nascido e formado nos escalões de formação do clube.

Sobre o lance, iniciado num livre de Bruno, tendo a bola sobrado para Marcinho que cruzou para a frente da baliza, Fernando confessa que nem sabe "quem passou" mas ficou "com a certeza" de que iria ser golo quando viu a bola "passar pelo Kanu e vir de encontro a mim." "Estava tão perto da baliza que não poderia falhar", admite, embora "por vezes isso aconteça".

fonte: DN-Madeira

segunda-feira, outubro 01, 2007

Rentrée de Outono

(Saterê Mauê, um dos militantes do PSD na Amazónia)

Ainda não tinha comentado esta "rentrée" de Outono do PSD. Em parte porque queria ver o que aquilo ia dar, e também porque tinha uma ligeira ideia do que iria acontecer. Assim sendo, o que retirei da campanha foi isto:

- O sr. dr. é maligno e corrupto.
- Não, não, o sr. dr. é que é maligno e corrupto.
- Não senhor. O sr. Dr. é que é maligno e corrupto.
- Não, não, o sr. dr. é que é maligno e corrupto.
- Não, o senhor.
- Não, o sr. dr.
- O senhor.
- O senhor.
- Não, o senhor...
- O senhor é que é...

Depois, desta história das quotas pagas e não pagas, houve algo que me deixei particularmente feliz. Foi o facto de saber que algures na imensidão da Amazónia, existe uma tribo com 20 ou 200 partidários do partido laranja. Embora sem as quotas em dia. Mas também é compreensível: pela distância, pelos correios que não têm uma rota fixa para a Amazónia. Acontece!

Ah, é verdade! Ganhou o Menezes.

Raios partam o bicho...


Estou com sono! E não é por ser segunda-feira! É por causa de um FDP de um grilo que ontem decidiu acampar debaixo da minha janela do quarto. E cantou... cantou a noite toda!! Mas que raio dá para um estupor dum grilo guinchar toda a noite e não deixar os outros dormir? Foi isso que eu quis saber...

Segundo apurei, apenas os grilos machos produzem sons e fazem-no para atrair as fêmeas para a reprodução. Para isso, os machos possuem uma série de pelos nas bordas das suas asas, alinhados como pentes, e produzem os sons roçando uma asa contra a outra. Cada espécie produz um canto peculiar que varia conforme a época do ano, e que é mais intenso para atrair a fêmea e mais suave quando ela já está presente e inicia a fase do cortejo.

Pela canção de ontem, o rapaz andou a noite toda a bater... as asas sozinho. Só me faltava um grilo destes. Que ainda por cima deve estar agora a curtir um bom sonito pela manhã...