segunda-feira, setembro 10, 2007

Os Lobos de Portugal

(Foto: Getty Images)

O que têm em comum um veterinário, um empresário, um publicitário, alguns estudantes e outros professores de educação física? Compõem a selecção portuguesa de rugby que ontem estreou-se nos grandes palcos da modalidade.

Domingo foi mesmo um dia histórico para o rugby português. Fazendo parte da terceira divisão da Rugby Union, Portugal nunca teve grande sucesso nesta modalidade. Porém, e surpreendendo o mundo, Portugal qualificou-se para o Campeonato Mundial de Râguebi de 2007, em França, após ultrapassar selecções à partida muito mais favoritas.

Mérito de Tomás Morais. Mérito da raça dos jogadores portugueses. E agora... arrepiem-se!!

(Hino de Portugal pelos "Lobos" - aumentem o som!!)

domingo, setembro 09, 2007

What a Wonderful World...

A arte não tem lugar, nem dono, nem preço. Como diria um crítico gastronómico bem recentemente nosso conhecido: "Not everyone can become a great artist, but a great artist can come from anywhere" (nem toda a gente pode ser um grande artista, mas um grande artista pode vir de qualquer lado). Sem dúvida, sem dúvida...

Funeral de luxo!

As imagens que se seguem são de um funeral cigano na Hungria. Aqui não se poupam a meios para ajudar o defunto da transição para o outro mundo. O morto leva tudo o que precisa e a que tem direito. Até um televisor de plasma com controlo remoto... esta nem o Pavarotti.



(cliquem nas fotos para aumentar)

sábado, setembro 08, 2007

Lembranças de Arrepiar...

Para mim, Guns 'n Roses fazem parte do meu imaginário enquanto criança e adolescente. Cresci a ouvir a música deles. E, digam o que disserem, qualidade era o que não faltava. Fica um "recuerdo" daqueles tempos...

Guns N' Roses - Argentina (1992)

sexta-feira, setembro 07, 2007

Histórico

(Foto: Marcelo del Pozo/Reuters)

O basquetebol sempre foi uma espécie de parente pobre do desporto nacional, apesar de, curiosamente, até ser um dos primeiros desportos profissionalizados a seguir ao futebol. Nunca fomos muito fortes e raramente nos conseguimos bater de igual com as equipas de topo europeias. Alguns falam de um défice de altura. Outros falam de défice técnico e metodologias de treino. Outros em falta de investimento.

Com 10 anos comecei a jogar basket. Primeiro nos "minibasket" do Marítimo e depois, o resto da "carreira" no CF União, onde até fui campeão regional (com uma equipa do melhor que já se viu por estas bandas). Deixei de jogar em 1997 quando fui para a faculdade. Mas de lá para cá o que mudou? Estamos mais altos e mais fortes. O nosso jogo já não é predominantemente baseado na sorte do jogo exterior. Já vai aparecendo, um ou outro poste mais capaz. Algo a que não são alheios alguns técnicos estrangeiros que têm vindo para Portugal. Mas na sua génese evolutiva, pouco ainda se trabalha. Os métodos de treino mantêm-se de certo forma básicos e as equipas portuguesas continuam cheias de americanos, brasileiros e jogadores de leste.

A expressão disto está que, Portugal, pela primeira vez em largas décadas, só agora consegue estar presente num Europeu da modalidade. Mas o que é de espantar e admirar, não é tanto a sua presença, mas o facto inédito de ter conseguido a classificação para a segunda fase do Europeu, mesmo estando no mesmo grupo das fortíssimas Espanha e Cróacia. Mesmo que tal se tenha devido a um lançamento milagroso de um croata. Não deixa de existir mérito.

É verdade que Portugal ainda não tem argumentos para conseguir algo mais (como se comprova com a derrota hoje com a Rússia, no primeiro jogo da segunda fase, por 65-78). Mas para um país que tem tratado tão mal esta modalidade, que pouco ou nada tem investido na sua evolução, este feito português é, de facto, um resultado brilhante. Só espero que agora, ao menos, sirva para que se perceba que também é possível brilhar no Basquetebol. Que Tichas, Carlos Lisboas, Betinhos, podem aparecer em maior número e em melhor qualidade. É preciso é querer... trabalhar. Muito.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Adeus ao Italiano do Mundo...

Luciano Pavarotti, "o maior tenor do Mundo" desde o desaparecimento do "grande Caruso" em 1921, faleceu hoje de madrugada em sua casa, na cidade de Modena, Itália, em consequência de um cancro no pâncreas. Tinha 71 anos e deixou o mundo dos vivos como quis: em família.

Dotado da mais excepcional e cara voz, de imponente figura, soberba barba escura e sorriso cativante, o italiano impôs-se nos palcos mais prestigiados do mundo para logo de seguida, tirar o snobismo da ópera e oferecê-la ao povo.

Pavarotti já não se encontra entre nós fisicamente, mas a sua voz e a sua obra perdurarão como legados da humanidade para as gerações vindouras.

Canta Pavarotti...



quarta-feira, setembro 05, 2007

Que raio de Herança...


Toda a gente conhece a "guilhotina", aquela parte em que o concorrente do concurso da RTP "Herança", tem de adivinhar a palavra certa através de 5 pistas. Esta parte tem sido uma das mais criticadas ao longo da vida desta concurso, sobretudo pelo seu grau de dificuldade - algumas vezes a roçar o absurdo.

Hoje, as pistas eram:
  • - Guerra
  • - Manuel Tiago
  • - Ivan Reitman
  • - David
  • - Tratado de Roma

Depois de algum pensar, a minha resposta seria "estrela". Porquê? Os óbvios: estrela de "Guerra das Estrelas", a "Estrela de David", a famosa estrela judaica de seis pontas. Não tão complicado mas a requerer algum esforço mental, Manuel Tiago, pseudónimo de Álvaro Cunhal, que escreveu a obra "A Estrela de Seis Pontas". Ivan Reitman, conhecido realizador dos "Caça-Fantasmas", nasceu na antiga Checoslováquia e é de descendência judaica - daí a associação com a "estrela de David", símbolo de marcou o judaísmo (sobretudo durante a 2ª Guerra Mundial).
Mais forçado e a requerer alguma associação de ideias: o Tratado de Roma assinado em 1957 constituiu a Comunidade Económica Europeia, que em 1986 adoptou a bandeira que todos nós conhecemos (azul e amarela), constituída por 12 estrelas.

Quando julguei ter a resposta correcta (e ganhava virtualmente o prémio), eis que fui surpreendido com a resposta do programa! SEIS, era a resposta certa. Sim, SEIS. Justificação: Guerra dos Seis Dias; o mesmo livro do Manuel Tiago que eu apontei; a Estrela de David tem seis pontas; Ivan Reitman realizou "Seis Dias Sete Noites"; e Seis foram os países que assinaram o Tratado de Roma.

Resposta com justificação tão válida como a minha. Ou seja, meus senhores, aquilo dá para tudo, desde que o concorrente não ganhe! Isto de dar dinheiro em concursos tem muito que se lhe diga...

Uma Crise de Timidez?


É pacífico dizer que a proliferação de novos meios de comunicação - telemóveis, e-mails, messenger, etc., etc. - aumentaram exponencialmente a nossa capacidade de comunicar com os outros. Mas será que estamos a perder a capacidade de comunicar sem a intermediação da tecnologia?

Robin Abrahams, especialista em etiqueta e psicóloga da Universidade de Harvard, acha que sim - e disse a um jornal australiano que "estamos a atravessar uma "epidemia global de timidez", porque a arte de conversar cara-a-cara está em decadência.

Eu diria mais: estamos a perder a capacidade de comunicar "cara-a-cara". Devido às minhas "aventuras" pelo mundo da Internet, nomeadamente passagens ocasionais na minha adolescência pelo mIRC, mais recentemente pelo MSN Messenger e actualmente através de fóruns (em particular e passo a publicidade, o fórum do Marítimo), já conheci várias pessoas que sofrem exactamente desse mal. Teclam e teclam como heróis, mas cá fora é um pesar! Péssima articulação de raciocínio, dicção horrível e, em casos mais drásticos, capazes de um silêncio de fazer inveja a um mudo.

Se a pergunta for se estamos a ficar mais tímidos? Não creio! Creio mesmo que estamos a perder (ou a evoluir para outro nível) as nossas capacidades de interacção social em pessoa. Seja como for, a pergunta tem muito que se lhe diga.

terça-feira, setembro 04, 2007

"Elas Sou Eu" em estreia


O que acontece quando uma empregada doméstica consegue convencer o seu patrão, na véspera de uma estreia, de que ele é um péssimo actor? Ele mata-se? Despede a empregada por justa causa? Ou simplesmente deixa de aparecer no teatro dando, sem saber, oportunidade à empregada de tomar o seu lugar no espectáculo “Elas sou Eu – O que a gente não faz para pagar a renda”?

Esta é a história de Lucineide, a estrela da comédia musical “Elas sou Eu - O que a gente não faz para pagar a renda", que próxima quarta-feira, 5 de Setembro, faz a sua estreia na Madeira, no Cine Teatro Santo António, no Funchal.

O texto, bem como a interpretação são da responsabilidade de Eduardo Gaspar, actor conhecido do público madeirense pelas actuações em diversos espectáculos, entre eles “A Comédia da Vida Privada”, “Redescobrir”, “Olhares de Perfil” e “O Retrato de Dorian Gray”, e pela encenação de várias peças do MADS, entre as quais duas em que eu participei - “Saias de Balão” e “A Família Addams na Madeira”.

As sessões serão no Cine Teatro de Santo António de 5 a 16 de Setembro, de quarta a sábado, sempre às 21h30, excepto nos Domingos que será às 19 horas. Os bilhetes custam 12 euros para o público em geral, 10 euros para possuidores do cartão FNAC ou Inatel, e 8 euros para estudantes.

A não perder. Será 1h30 de bela disposição.

Assim é difícil...

Bem sei que não se deve usar e abusar dos estereótipos. Até porque, na maioria das vezes, ocorremos em graves e obtusas injustiças. E muito menos uma pessoa poderá ser definida unicamente pelo seu aspecto exterior, como é o já famoso caso da loira burra. Mas a verdade é que, igualmente de vez em quando, aparecem-nos umas pérolas que em nada abonam a favor do Q.I. das mesmas.

Fiquemos com a concorrente ao Miss Teen USA, da Carolina do Sul, que é de facto muito engraçada...




É como diz o Marco... acho que nem ela percebe o que acabou de dizer!