sábado, dezembro 11, 2004

Hoje é um dia especial

Hoje faz anos uma pessoa muito especial... o meu pai!
Muitos parabéns e muitos anos de vida pai! Tudo de bom e do melhor, e que eu tenha a possibilidade de te cumprimentar neste dia anos sem fim.

PARABÉNS!!!

Pista de Gelo na Madeira

Gelo na Madeira?! Suponho que esta seja esta a primeira reacção de muita gente. Mas é verdade. A partir de hoje, pelas 19h, e durante um mês, a cidade do Funchal terá uma pista de gelo... quem diria?



Suponho que não custa nada experimentar. Pode ser que goste! Os preços até nem são nada doutro mundo. 3 euros por uma hora, patins incluidos.

No entanto, para além do aspecto lúdico da pista, esta poderá entrar para a história do desporto madeirense, visto que está em estudo a realização de um jogo de hóquei no gelo, o que, a acontecer, também seria a primeira vez que esta modalidade se praticaria na Madeira.

Bora patinar!!

Mensagem de Jorge Sampaio ao país

Versão integral da mensagem do Presidente da República ao país (10/12/04)

"Portugueses.
Depois de ouvir os partidos políticos com representação parlamentar e o Conselho de Estado, venho comunicar-vos formalmente que resolvi dissolver a Assembleia da República e convocar eleições parlamentares. Face à diversidade de propostas que me foram apresentadas, marcarei as eleições para o próximo dia 20 de Fevereiro. Houve quem estranhasse que só hoje, alguns dias depois do início deste processo político-constitucional, me dirija ao país. Quero lembrar que a democracia é também o regime do respeito pelas formas e do rigor no cumprimento dos processos constitucionais. Para que se possa verificar a dissolução do Parlamento, a Constituição da República estabelece uma metodologia precisa e obrigatória que só hoje se pôde concluir e cujo calendário foi definido de acordo com o que entendi ser conveniente para o país.

Tomei a decisão que vos anuncio em coerência com as minhas posições de sempre e tendo em conta a avaliação que faço do interesse nacional. É uma avaliação que, de acordo com a Constituição, é da exclusiva competência do Presidente da República, que a efectua em consciência e livremente, assumindo a responsabilidade dela apenas perante os portugueses. Para enquadrar a minha decisão, importa recordar os termos nos quais optei por nomear o XVI Governo Constitucional, e lembrar o que de então para cá se passou.

Quando, no início do Verão passado, o primeiro-ministro, dr. José Manuel Durão Barroso, aceitou um convite para se propor à investidura como presidente da Comissão Europeia, optei, após cuidadosa ponderação, por não dissolver a Assembleia da República e nomear o dr. Pedro Santana Lopes primeiro-ministro, depois de o seu nome me ter sido indicado pelo principal partido da coligação governamental. Decidi nesse sentido porque a maioria parlamentar me garantiu poder gerar um novo Governo estável, consistente e credível, que cumprisse o programa apresentado para a legislatura e fosse capaz de merecer a confiança do país e de mobilizar os portugueses para vencer os desafios inadiáveis que enfrentamos.

Por isso, na comunicação que dirigi ao país, em 9 de Julho passado, afirmei: 'Desde que o Governo saído das eleições parlamentares continue a dispor de consistência, vontade e legitimidade políticas, a demissão ou impedimento permanente do primeiro-ministro não é motivo bastante para, por si só, impor a necessidade de eleições parlamentares'. Mas acrescentei, advertindo: 'O Presidente da República (...) mantém intactos todos os seus poderes constitucionais, incluindo o poder de dissolução da Assembleia da República'. E explicitei que manteria em permanência 'a minha avaliação das condições de manutenção da estabilidade governamental'. Acresce que, no discurso que fiz no momento em que empossei o Governo, reafirmei o que havia dito, sublinhando: 'A conjuntura nacional, bem como o delicado contexto internacional, impõem ao Governo uma particular lucidez nas políticas e um rigor na gestão governativa, tal como aconselham a realizar obra consistente e estruturante na solução dos problemas'. Nesse mesmo discurso, preveni: 'O Presidente da República tem que dedicar uma atenção extrema à transparência, equidade e imparcialidade no exercício do poder e à prevenção dos abusos'.

Entretanto, desde a posse do XVI Governo Constitucional, e depois de lhe ter assegurado todas as condições necessárias para o desempenho da sua missão, o país assistiu a uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o país vive. Refiro-me a sucessivos incidentes e declarações, contradições e descoordenações que contribuíram para o desprestígio do Governo, dos seus membros e das instituições, em geral. Dispenso-me de os mencionar um a um, pois são do conhecimento do país. A sucessão negativa desses acontecimentos impôs uma avaliação de conjunto, e não apenas de cada acontecimento isoladamente. Foi essa sucessão que criou uma grave crise de credibilidade do Governo, que surgira como um Governo sucedâneo do anterior, e relativamente ao qual, por conseguinte, as exigências de credibilidade se mostravam especialmente relevantes, e, como tal, tinham sido aceites pelo primeiro-ministro.

Aliás, por diversas vezes e por formas diferentes, dei sinais do meu descontentamento com o que se estava a passar. A persistência e mesmo o agravamento desta situação inviabilizou as indispensáveis garantias de recuperação da normalidade e tornou claro que a instabilidade ameaçava continuar, com sério dano para as instituições e para o país, que não pode perder mais tempo nem adiar reformas. Criou-se uma instabilidade substancial que acentuou a crise na relação de confiança entre o Estado e a sociedade, com efeitos negativos na posição portuguesa face aos grandes desafios da Europa, no combate pelo crescimento e pela competitividade da economia, na solidez e prestígio das instituições democráticas. A insustentável situação a que se chegou - e que certos comportamentos e reacções dos últimos dias só têm contribuído para confirmar - mostra que as tendências de crise e instabilidade se revelaram mais fortes que o Governo e a maioria parlamentar, que se tornaram incapazes de as conter e inverter.

Neste quadro, que revelou um padrão de comportamento sem qualquer sinal de mudança ou possibilidade de regeneração, entendi que a manutenção em funções do Governo significaria a manutenção da instabilidade e da inconsistência. Entendi ainda que se tinha esgotado a capacidade da maioria parlamentar para gerar novos governos. Assim, e face a uma situação cuja continuação seria cada vez mais grave para Portugal, entendi, em consciência, que só a dissolução parlamentar representava uma saída. Aliás, a reacção do país ao tomar conhecimento do início do processo conducente à dissolução revelou, claramente, que a situação crítica que lhe deu motivo estava apreendida pela consciência colectiva e representava uma preocupação generalizada. Impôs-se, pois, a devolução da palavra ao eleitorado, mediante a convocação de eleições gerais antecipadas. É o que faço, no entendimento e convicção de que, nas presentes circunstâncias, é a melhor solução para o país.

Conduzi, todavia, as coisas de modo a que Assembleia da República, se assim o quisesse, votasse o Orçamento de Estado para 2005. Como, a este propósito, foi feita uma interpretação distorcida das minhas intenções, considero necessário dizer ao país, com total clareza, qual é o meu pensamento sobre o assunto. Não fiquei surdo às vozes que defendem que o Orçamento para 2005 não responde satisfatoriamente às exigências de efectiva consolidação orçamental, condição necessária para se prosseguir o esforço de redução do défice público que os nossos compromissos internacionais e as necessidades do nosso desenvolvimento futuro tornaram indispensável. Entendi, no entanto, e sem que se possa ver nisso contradição, que era preferível dispormos de um Orçamento aprovado que assegurasse, desde o início do ano, o normal funcionamento da Administração Pública e, designadamente, evitasse o adiamento do aumento dos vencimentos dos funcionários públicos. Deste modo, e para permitir que se pudesse considerar a aprovação do Orçamento, adiei por uns dias o processo conducente à dissolução da Assembleia da República. Após as eleições, que têm, aliás, como vantagem alargar para quatro anos o horizonte do Governo que delas resultar, espero que seja possível encarar com mais determinação o grave problema orçamental que o país tem para resolver.

Uma última nota: não se deve esquecer - e eu não esquecerei - que, com a dissolução da Assembleia da República, que agora formalmente anuncio, as competências do Governo ficarão, como é sabido, politicamente limitadas, com as consequências que isso impõe.

Portugueses.

É em situações como a que vivemos ultimamente que as características do nosso regime ganham relevo e consequência. Que fique claro: o Presidente da República não prescinde nem compromete nunca, nem moral e politicamente o poderia fazer, o exercício dos poderes que a Constituição lhe atribui. No exercício pleno desses poderes dá a palavra ao eleitorado. Qualquer que seja o resultado das eleições, elas constituirão sempre uma clarificação, e abrem o início de um novo ciclo político de quatro anos. Em democracia, não há situações sem saída, por mais difíceis que sejam. As eleições são um momento importante, mas natural em democracia. Seria por isso incompreensível que o acto reconhecidamente legítimo da sua convocação fosse recebido com radicalismo ou excessivo dramatismo. É agora, isso sim, tempo de os partidos políticos apresentarem aos portugueses as sua propostas e programas de Governo.

Vem aí, espero, um tempo de debate, de confronto de ideias, de elevação e exigência democráticas. Aos partidos políticos, peço serenidade, tolerância para com as opiniões diversas, colaboração na criação de um clima propício a uma escolha ponderada, livre e consciente dos eleitores. Aos portugueses, apelo para que participem activamente na campanha e no próximo acto eleitoral. A escolha que fizerem, a força política do vosso voto e a legitimidade da nova Assembleia da República serão fundamentais para restaurar as condições necessárias à realização das reformas indispensáveis para o bem de Portugal. Afinal, para o bem de todos nós.
"


Enfim... mais do mesmo. Confesso que não fiquei lá muito convencido.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Jorge Sampaio dá conferência de imprensa hoje à noite

O Presidente da República irá hoje à noite, finalmente digo eu, enunciar ao povo português as razões pelas quais irá dissolver a Assembleia da República, e destituir o seu respectivo Governo. Falta de confiança política, incumprimento com as orientações gerais do governo de Durão Barroso, incompatibilidades entre os partidos coligados PSD e o PP, instabilidade governativa...

... em breve saberemos!

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Parabéns Avó!

A minha avó fez anos hoje. Belos 78 anos. E está muito para as curvas! Eheh! Felicidades e ainda muitos mais anos de vida. ;)

Jokas Vó!

terça-feira, dezembro 07, 2004

«Operação Apito Dourado»

É o nome da mega operação de combate e rusga ao crime organizado no mundo do futebol. Já são vários os nomes sonantes já constituidos arguidos, entre eles o major Valentim Loureiro e o eterno presidente do FCP, Jorge Nuno Pinto da Costa.

A juíza Ana Cláudia Nogueira dirige os trabalhos do inquérito, que visa apurar todas as circunstâncias deste caso, enquanto continuam as investigações a cargo da PJ e do MP. O processo, que já conta com 22 arguidos, promete não ficar por aqui, pois mais detenções poderão surgir.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Bryan Adams na Madeira

Bryan Adams dá concerto no Funchal, dia 29 de Dezembro deste ano!

Ainda sem confirmação oficial, mas já indicado no site oficial do cantor, Bryan Adams será o último grande cabeça de cartaz do "Madeira Região Europeia 2004". É um final em beleza, daquilo que foi um ano extraordinário em termos de entertenimento na Região.

Para mais info visitar:
http://www.bryanadams.com/onlineshop/tourinfo/europe_tour_2005.htm


Eu vou ver. E vocês?

domingo, dezembro 05, 2004

Jantar do 94º Aniversário do Maritimo

Ontem decorreu o 94º aniversário do já velhinho Clube Sport Maritimo.

Cerca de 800 pessoas juntaram-se ontem, num jantar de aniversário, promovido pelo Maritimo. Nascido a 20 de Setembro de 1910, o Maritimo já conta com um longo historial pelas mais diversas modalidades desportivas, com destaque no futebol nacional.

Sócios, adeptos, simpatizantes e não só, puderam assistir aos discursos do Presidente Carlos Pereira, e sobretudo do Dr. Alberto João Jardim, que trouxe as novidades que todos queriam ouvir: a construção do novo estádio do CS Maritimo. Obras estão aprazadas para o início de 2005, e o estádio localizar-se-á no antigo parque de contentores do empresário Jorge de Sá, logo atrás do cemitério, na descida de Santa Rita, em São Martinho.

Outra notícia de destaque foi o anúncio da escola Clube Sport Maritimo da Madeira, a ser construída em Santo António. Será mais um contributo importante que o clube dá à Madeira, e aos seus jovens.

O jantar serviu ainda para homenagear os sócios com 25 e 50 anos de associativismo clubistico, onde se destacou o meu amigo Pedro Camacho.

Para o ano há mais!

VIVÓ MARITIMO!!!

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Caíu o Governo?

Terça-feira à tarde foi divulgada a bomba. Jorge Sampaio vai dissolver o Parlamento.

Apenas 4 meses depois de Pedro Santana Lopes ter assumido as funções de Primeiro-Ministro de Portugal, chega ao fim a confiança do Presidente da República neste Governo e, como consequência, na maioria eleita da Assembleia da República. As razões ainda não são claras, mas obviamente passarão pelas já públicas divergências entre os dois partidos coligados, PPD/PSD e PP, bem demonstradas no último congresso do PSD.

Com as eleições previstas para o mês de Fevereiro, levanta-se agora novo dilema. A promulgação do Orçamento de Estado por Jorge Sampaio. Em Outubro deste ano, o Presidente referia-se ao facto de ser "quase impossível para um presidente não promulgar um orçamento maioritariamente votado e aprovado em Assembleia". No entanto, e em declarações mais recentes, Sampaio levanta um pouco o véu à questão, e, no actual status quo, não dá garantias da promulgação do dito Orçamento. A verdade é que nunca, no historial da democracia em Portugal, algum presidente, alguma vez, tenha rejeitado a promulgação de um Orçamento de Estado.

Esperemos pelos novos capítulos, tendo a certeza que serão determinantes para todos os portugueses...


quarta-feira, dezembro 01, 2004

Grande magnífica resposta

De há uns tempos para cá, temos tido o "privilégio" de assistir às crónicas no DN Madeira, de um senhor (?) nacionalista. Que faz veneno da sua má educação e desrespeito pelo Clube Sport Maritimo. Mas vindo de onde vem também nada mais se pode exigir...

Esta semana lá pegou na caneta e fez das suas. Sempre dá para rir um bocado. Quem quiser rir um bocadinho que siga o link seguinte:

Como habitual levantaram-se as normais vozes (que ainda se dão à maçada), mas desta vez, houve uma que merece a transcrição. Aqui vai:


"Cada um tem o que merece

J.S.

Da ultima vez que o comentador Ricardo Melim escreveu um artigo sobre o Marítimo e o Nacional, mais valia estar quieto. Afirmou que o Marítimo não era equipa à altura do Nacional e que este devia preocupar-se apenas com os três grandes e o respectivo terceiro lugar.

Nesta altura do campeonato já vai a um terço, o Nacional tem pelos vistos que se preocupar, e muito, com a linha de água e olhar para cima e ver a Europa cada vez mais longe.

No que diz respeito ao jogo Marítimo-Nacional e ao respectivo “baile de bola” como você menciona, foi de tão fraca qualidade (característica bem assente no Nacional esta época), que nem após o Marítimo ter sido gravemente prejudicado e reduzido a 10 unidades, o Nacional foi capaz de vencer o jogo, tendo ainda tempo para agredir um jogador adversário aos 79 minutos de jogo, ao qual o seu “honesto” árbitro fez vista grossa, mostrando apenas cartão amarelo. Tendo este cenário foi unânime em todos os órgãos de comunicação social, você ou não percebe nada de futebol, ou gosta de fazer figura triste no Diário de Noticias.

Para lhe reavivar a memória, já que se preocupa muito com os jogos do Marítimo, no jogo com o Sporting a falta sobre o Liedson foi cometida fora da área, e esqueceu-se do golo mal anulado ao Bibiskov. Acho piada que nesses jogos que mencionou nenhum adversário comentou a arbitragem, inclusive o Jaime Pacheco, que muito gosta de falar dela. Pelos vistos a sua aptidão para tentar difamar o Marítimo supera a sua racionalidade.

Face às afirmações do Mariano Barreto, você e o seu clube deviam antes de comentarem lembrar-se dos tristes desabafos do vosso presidente e do vosso treinador, que na época passada muito “choraram” por justiça nos relvados.

Sem esquecer também da vossa muita civilizada claque que levou a que certos treinadores reclamassem no fim do jogo por serem insultados e “escarrados” no estádio Eng. Rui Alves e consequentemente impedidos de se levantarem do banco, mas isso, claro, de certeza que você não se lembra.

Por fim, mais valia não ter falado antes do tempo, e deixar de ser antidesportista. Mas como isso não acontece só me resta dar-lhe os parabéns pelo regresso à chapa quatro, e dizer-lhe que ser grande não é algo adquirível em três anos, só porque se faz um estádio e se consegue o quarto lugar, é algo que se consolida e demonstra em quase 100 anos de história, pois quem nasceu lagartixa nunca chega a jacaré."



Esta última frase... 5 estrelas!!!