Lembram-se de Sofia Escobar? Há uns meses atrás falei dela aqui no Cantinho, numa jovem actriz em ascensão em Inglaterra. Pois bem, Sofia Escobar foi eleita como a Melhor Actriz de Teatro Musical em Inglaterra pelo portal de espectáculos britânico "Whatsonstage", pelo seu papel de Maria no musical "West Side Story". Através de votação online, o público reconheceu o desempenho da actriz portuguesa, que foi nomeada juntamente com Connie Fisher, actriz de musicais muito popular no Reino Unido, Elena Roger, Leila Benn Harris e Ruthie Henshall. O prémio foi recebido em Fevereiro último.
Os meus parabéns... atrasados! Já agora, uma pequena entrevista com a Sofia, aqui.
Hoje na Revista do Diário de Notícias veio uma entrevista... comigo! Por acaso até ficou porreira. Não me posso queixar. O meu obrigado ao Duarte Azevedo. Se alguém quiser espreitar é só ler aqui. Se ainda não estiver registado no site do DN aproveite agora. Não custa nada.
Já tive oportunidade aqui de falar de Sofia Escobar.Mas, aparentemente, ela não é caso único no país de Sua Majestade. Outro que vos trago aqui é o de Ricardo Afonso. O actor e cantor nasceu em Angola mas viveu a sua infância e juventude em Portugal. Foi aqui que estudou e ganhou experiência para se aventurar na mais importante viagem da sua vida. Deixou a família e os amigos, vendeu a casa e a mota e partiu para Londres.
Passados três anos, Ricardo é hoje o primeiro português a subir a um palco do West End num papel principal. Enquanto Galilleo , Ricardo representa uma espécie de Freddie Mercury do futuro que salva a sociedade de uma ditadura que matou o Rock & Roll. Cá fora, o português começa-se a habituar à frequente presença de portugueses na plateia do Dominion Theatre e às sessões de autógrafos e fotografias que decorrem no final do espectáculo.
Sofia Escobar é um nome praticamente desconhecido do comum português. Não joga futebol, não faz filmes em Hollywood, não é política, nem sequer uma das muitas burlonas que pelo nosso país fazem riqueza à custa da ignorância de muitos.
Não. Sofia Escobar é apenas uma jovem, natural de Guimarães, de 28 anos, que decidiu há três anos ir estudar canto e representação para a Guildhall, a mais conhecida escola de artes londrina. Oriunda de uma família de "classe média, sem possibilidades de ter uma filha a estudar no estrangeiro", os pais de Sofia recorreram a um empréstimo bancário para suportar as despesas londrinas.
Felizmente, Sofia tem talento. Tanto que a qualidade das provas realizadas para ser admitida na escola, permitiu-lhe ficar isenta de pagar propinas durante todo o curso. Com os tostões contados, após as aulas trabalhava como empregada de mesa num restaurante para ganhar algum dinheiro extra. Até que, um anúncio num jornal veio alterar-lhe toda a vida. Procurava-se uma actriz que desempenhasse o papel de "Christine Daae", a personagem principal do musical "O Fantasma da Ópera", de Andrew Lloyd Weber. Oito meses de provas e audições depois, o telefone tocou. "Quando me telefonaram a dizer que tinha sido escolhida, estava numa paragem de autocarro e fiquei lá mais de meia hora a digerir a notícia"...
Portou-se bem. Depois de "Christine Daae", veio "Maria", personagem do famoso musical "West Side Story", no "Her Majesty's Theatre", em Londres, peça no quinquagésimo ano de representações. Voltou a portar-se bem.
Tanto que, hoje é uma das candidatas ao título de Melhor Actriz de Teatro Musical em Inglaterra pela representação, precisamente de 'Maria', em West Side Story, na eleição organizada pelo prestigiado portal de espectáculos britânico "Whatsonstage". As nomeações, feitas por um conjunto de críticos musicais, elegeram-na para votação, lado a lado, com outros nomes pesados da indústria como Connie Fisher, Elena Roger, Leila Benn Harris e Ruthie Henshall.
Sofia é mais uma prova de que é possível triunfar. Basta sonhar. Basta querer. Basta trabalhar. Muito. Pouco depois de Cristiano Ronaldo ser coroado o "rei do mundo do futebol", eis outra portuguesa a destacar-se e a ser reconhecida pelo seu talento.
Abaixo segue uma feliz reportagem da RTP com a Sofia Escobar. São 8 minutos muito interessantes. Vale a pena ver a peça.
(Imagens cortesia RTP)
Já agora, para quem estiver interessado, se quiser votar na Sofia basta clicar aqui.
Na sexta-feira o Marítimo conseguiu uma saborosa vitória em Trofa, frente à equipa local, por 2 bolas a zero. Os marcadores foram Djalma e Olberdam. O Marítimo confirma a sua recuperação na tabela, depois de um início periclitante. Já são 6 jogos sem perder, com 4 vitórias e dois empates. Tem a melhor defesa fora de casa (um golo apenas à primeira jornada), a melhor defesa no conjunto do campeonato e um dos melhores ataques da Liga. E a equipa aparentemente está em crise! Imagine-se se não estivesse...
(Foto: Jon Super/AP)
O madeirense Cristiano Ronaldo fez ontem o 100º e 101º golo ao serviço do Manchester United. Contratado na pré-temporada de 2003/2004, Ronaldo completou o centenário cinco anos e 14 dias após o primeiro tento, que surgiu a 1 de Novembro de 2003, em Old Trafford, em encontro da 11ª ronda da Liga inglesa, onde o internacional luso fez a sua estreia, marcando o segundo golo ao Portsmouth (3-0), aos 80 minutos, cinco após ter entrado em campo. Ronaldo está claramente a subir de forma, após a lesão no Europeu, e caminha a passos largos para a 'Bola de Ouro' e o prémio de melhor do ano da FIFA.
(Foto: Hélder Santos/ASPress)
A estreia de "Desastre Nu" mereceu uma 'casa cheia' quase cheia sexta à noite no auditório do Centro das Artes - Casa das Mudas, na Calheta. O espectáculo baseado na única obra que o recentemente falecido autor madeirense António Aragão escreveu, em 1981, para teatro, reuniu cerca de centena e meia de espectadores, entre os quais alguns convidados, que assistiram à peça da Companhia Contigo Teatro que, pela primeira vez, se apresentou no belíssimo palco da Casa das Mudas.
"Desastre Nu" debruça-se em quatro episódios, durante cerca de hora e meia, sobre a natureza humana, denunciando a luta desmedida pelo poder, a hipocrisia religiosa, a manipulação dos mais fortes sobre os mais fracos e resignados, polvilhado com o humor extramemente negro e ambíguo de António Aragão. A peça volta a exibir-se hoje pelas 17 horas, segunda-feira em dose dupla - de manhã e à tarde - e por fim no próximo sábado, às nove da noite. Não percam!
Hoje, dia 14 de Novembro, sobe ao palco a nova peça da Companhia Contigo Teatro. Chama-se "Desastre Nu" e é a única obra que o, recentemente falecido, autor madeirense António Aragão escreveu para teatro. É sobretudo uma obra sobre a natureza humana, sob um humor corrosivo, negro e sarcástico. É já hoje na Casa das Mudas, a partir das 21 horas. Mais informações, consultar o site oficial.
Entretanto, fiquem com o programa de "Desastre Nu":
A peça é da Contigo Teatro. A notícia é do Diário de Notícias, pela caneta do jornalista José Salvador. A entrevistada é a Prof. Maria José Costa, a "presidenta" da Associação.
Peça de teatro 'Desastre Nu' tem cariz interventivo O Original de António Aragão, pela Contigo Teatro, estreia dia 14, às 21 horas Data: 10-11-2008
Um olhar crítico sobre a sociedade é a proposta de 'Desastre Nu', de António Aragão, que a Contigo Teatro estreia no próximo dia 14 de Novembro, sexta-feira, às 21 horas, no auditório do Centro das Artes - Casa das Mudas, na Calheta.
"Trata-se do único texto escrito para teatro por António Aragão e é um espectáculo que, penso, irá permitir a reflexão sobre a condição humana", começou por dizer Maria José Costa, responsável da Contigo Teatro, da qual um dos fundadores foi o saudoso Carlos Varela.
"Neste espaço [auditório do Centro das Artes], serão denunciadas, digamos, imperfeições do ser humano e acho que será uma tomada de consciência para todos nós", acrescentou.
Não é por acaso que a acção de 'Desastre Nu' decorre numa lixeira: "Serve para demonstrar como a humanidade cheira mal, porque o seu comportamento não é exemplar", explicou a encenadora do espectáculo.
Reconhecendo ser "uma peça muito interventiva", Maria José Costa aludiu à estreia da companhia no Centro das Artes: "Ficámos muito gratos pelo convite para virmos para aqui e era o espaço que escolheríamos para esta peça, mas como fomos convidados, agradecemos".
O elenco de 'Desastre Nu' envolve oito actores, com alguns a desempenharem mais do que um personagem, para além de um grupo de alunos da Escola Básica e Secundária da Calheta.
Vítor Balanco, com 16 anos, é um dos estudantes desse estabelecimento de ensino e está a encarar a participação na peça como uma aliciante experiência: "Acho que quer a mim quer aos meus colegas irá permitir conhecer o trabalho da Contigo Teatro, para além de aprendermos mais sobre esta arte, já que fazemos parte do núcleo cénico da nossa escola e estamos satisfeitos com o convite", concluiu o jovem.
Bilhetes à Venda
Seguem-se sessões no sábado, às 21 horas, e domingo, às 17 horas. Já na segunda-feira realizam-se dois espectáculos destinados a estabelecimento de ensino. E o ciclo de representações termina no dia 22 de Novembro. "Destina-se sobretudo aos mais 'esquecidos' ou aos que pensam que já acabou e esperamos que venha o maior número de pessoas." Este foi o apelo da encenadora de 'Desastre Nu'.
Já os bilhetes encontram-se à venda e custam 10 euros. Tratando-se de grupos, o preço é de 7,50 euros. E para o público sénior (terceira idade) o valor é de 5 euros. No que respeita aos grupos de escolas haverá um bilhete especial que custará 5 euros.
A estreia é já sexta-feira, às 21 horas. Mais informação no site oficial. A não perder.
"Orquídea Branca" é provavelmente o projecto mais ambicioso de sempre do Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA). Do naipe de 180 artistas, constam alunos e professores do gabinete e coristas do Teatro São Carlos. A ópera, um original do compositor e maestro Jorge Salgueiro, a partir de libreto escrito por João Aguiar, transporta-nos para os finais do século XIX, para a estadia e morte da Princesa D. Amélia de Leuchtenberg no Funchal.
Tive oportunidade de ir assistir à "Orquídea Branca", no Teatro Municipal Baltazar Dias, na passada sexta-feira. E, de facto, merece os elogios que tem recebido. Mas, comecemos por aquilo que não gostei: o texto. Achei-o demasiado rebuscado e simplório, cuja previsibilidade era evidente. Para mais, era demasiado enrolado para ser cantado, obrigando os cantores a um esforço extra mas que, muitas vezes, perdíamos a noção do sentido. Creio que, toda a obra apresentada, merecia um texto mais corrido, mais fluido e mais consistente. Mas não se pode ter tudo.
Tudo o resto está magnífico. As vozes são soberbas, com particular destaque para o veterano Carlos Guilherme (deão da Sé) e para a Carla Isabel, no papel da princesa Maria Amélia. Os coros - todos - acompanham em grande forma mas quero destacar aqui as "meninas do pó", cujas vozes suaves adocicaram os seus momentos. Toda a peça musical é muito boa, e a Orquestra e o seu maestro merecem um enorme bravo. As coreografias são muito bonitas, assim como o guarda-roupa e o desenho de luz tem momentos de grande nível. No cômputo geral, gostei imenso.
"Orquídea Branca" é claramente excelente trabalho e vem demonstrar, mais uma vez, que temos grande qualidade entre portas, sem termos necessidade de importar e pagar por trabalhos medíocres vindos do continente. Vale a pena apoiar a arte madeirense. Este é mais um exemplo.
Tomei conhecimento ontem à noite do falecimento de António Aragão. Já tinha 87 anos e padecia de uma doença terminal, pelo que, mais tarde ou mais cedo, este desfecho seria uma realidade. Mas estava esperançado que o escritor madeirense aguentasse mais um pouco. Isto porque a Contigo Teatro tem em execução o "(Re)encontro com António Aragão", um projecto inteiro dedicado ao homem e à obra do poeta madeirense. Uma homenagem que queríamos em vida e que afinal será póstuma.
Para quem não sabe, António Manuel de Sousa Aragão, natural de S. Vicente (nasceu em Julho de 1921), foi um artista plástico multifacetado (pintura e escultura), expondo em Barcelona, Londres, destacando-se também na historiografia, investigação, dramaturgia, romance e, sobretudo, na poesia. Foi um dos colaboradores, com o poeta Herberto Helder e Jorge Freitas, da colectânea 'Arquipélago', sendo, inclusive, com o primeiro, um dos responsáveis pela introdução do experimentalismo poético em Portugal.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas e ainda em Arquivismo e Biblioteconomia, chegou a realizar estudos em Paris e Roma. Além de ter sido Conservador do Arquivo Distrital do Funchal (actual ARM) e proprietário, em Lisboa, de uma galeria de arte e editora, colaborou na imprensa. Integrou antologias e co-fundou cadernos de poesia. 'Poema Primeiro' (1962), 'Mais exacta mente p(r)o(bl)emas' (1968), 'Poema Azul e Branco' (1970), 'Um Buraco na Boca' (romance, 1971), 'Desastre Nu' (teatro) são cinco das suas obras.
E será exactamente a obra 'Desastre Nú' que poderão ver em Novembro na Casa das Mudas, na Calheta, pelas mãos de todos nós na Contigo Teatro. Nós lembramo-nos dele em vida. Infelizmente os outros lembrar-se-ão dele após a sua morte. Muitos pelo olhar da Contigo Teatro. Que descanse em paz.
'Terapia: Precisa-se' é a nova comédia do Grupo Teatral de S. Gonçalo, e estreia hoje 9 de Maio no Centro das Artes – Casas das Mudas, na Calheta.
Para mim tem particular interesse porque marca a estreia de um velho amigo meu, o Pedro 'The Gloves' Gouveia, na encenação. Desta forma a curiosidade é muita e desejo que tudo corra pelo melhor.
A estreia é já hoje, às 21 horas, e continua em sessão dupla amanhã (17h e 21h) e domingo às 17h. Quem não conseguir apanhar este fim-de-semana, ainda poderá ver no seguinte, nos dias 16 e 17, às 21 horas e com encerramento no dia 18, às 17 horas. Os bilhetes custam 8 euros para o público em geral.
Vá! A não perder! Na Casa das Mudas! Na Calheta! Ide, ide...
O que acontece quando uma empregada doméstica consegue convencer o seu patrão, na véspera de uma estreia, de que ele é um péssimo actor? Ele mata-se? Despede a empregada? Ou simplesmente deixa de aparecer no teatro dando, sem saber, oportunidade à empregada de tomar o seu lugar no espectáculo “Elas sou Eu (o que a gente não faz para pagar a renda)"? Esta é a história de Lucineide, a estrela da comédia musical que estreia hoje no Teatro Municipal Baltazar Dias, e fica em exibição até o próximo Domingo.
É o regresso do Eduardo Gaspar à Madeira, depois de em Setembro passado ter estado cá algumas semanas com precisamente esta peça, no Cine Teatro de Santo António, onde eu tive oportunidade de assistir. E recomendo vivamente. É divertida, o texto é giríssimo e o talento do Eduardo transborda!
Meus amigos... quem não viu em Setembro, não pode perder! Até Domingo! A partir de hoje!
"Les Misérables" é uma das principais obras escritas pelo francês Victor Hugo no século XIX, que narra a situação política e social francesa no período da Insurreição Democrática de 5 de Junho de 1832, através da história de Jean Valjean.
É esta a obra que hoje sobe ao palco do Teatro Municipal Baltazar Dias, até ao dia 27 de Abril. É provavelmente a maior produção do MADS em 14 anos de existência, que recruta mais de 50 actores para o palco, e uma orquestra dirigida por Andras Hennel.
Para além de ser a estreia na Madeira desta obra, será também a primeira vez que um grupo de teatro amador a obter esta autorização e a levar “Les Misérables” aos palcos. A não perder.
Por falar em subsídio-dependentes, na sexta-feira passada fui ver a peça "A Nossa Cidade" que o TEF (mais uns quantos grupos que são ignorados na apresentação), tem em exibição no Teatro Municipal Baltazar Dias, até ao dia 30 de Março próximo.
A peça, baseada no obra de Thorton Wilder "Our Town", mantém-se em parte fiel ao seu original, acrescentando uma companhia ao Narrador / Director de Cena e mudando a cidade fictícia de Grover's Corners para o Funchal. Recorrendo a um minimalismo interessante, a peça divide-se em 3 actos, onde seguimos a vida de duas famílias (os Lemos e os Pestanas) na cidade do Funchal, em 1901, e em particular o desenlace amoroso dos filhos mais velhos, Emília e Jorge.
Os actos Um (a vida quotidiana) e Dois (o casamento) estão muito bons, apesar de algum abuso no estereótipo. A vizinha metediça, o coro e o drama da sua "maestro" bêbeda, o descascar das ervilhas, o leiteiro e a sua égua, os jovens que namoram, o comboio que parte para o Monte e muitas outras referências da cidade do Funchal estão representados de uma forma muito agradável e apelativa (como a cena do prof. Franquinho).
O acto Três (o funeral) é, na obra de Wilder, o mais intrincado, o de reflexão sobre a singularidade da vida, os momentos preciosos que desperdiçamos, que só os mortos são capazes de se aperceber. Não é fácil depois de quase 2 horas, ter bagagem mental para assimilar o corte na "alegria".
Mas o pior vem mesmo depois, numa clara situação em que a liberdade artística de adaptação deveria ser absolutamente... cerceada! O vídeo com que a peça encerra, não só é de uma tremenda falta de gosto como é desapropriado para a história em si, o que deve ter deixado o Wilder a dar voltas no túmulo! Esta clara colagem de agradecimento à representação que fornece o caché é fruto do que mencionei no post anterior - a clara incapacidade de "separar águas".
É mesmo caso para dizer: não havia necessidade... porra!
Há coisas que vêm mesmo a propósito. Na semana passada estava eu à conversa com uns amigos sobre a última peça da Contigo Teatro, em particular de custos e receitas, quando ao baile veio a "estória" dos subsídios.
No caso concreto, reclamava eu que não havia propriamente uma igualdade de tratamento entre os vários grupos de teatro. Que, e a título de exemplo, apesar de nosso bom trabalho nos últimos anos e reconhecido publicamente (Birra do Morto, Despertar da Primavera, La Nonna, Sonho de Uma Noite de Verão), nós recebiamos uma miséria anual, enquanto que outros, recebiam autênticas "fortunas". Claro que fui contestado e, inclusive sugiram-me um tratamento ao osso intermédio do braço.
Na segunda-feira passada (e juro que não foi a pedido), o DN publicou uma reportagem intitulada a "Roda dos Milhões", onde publicava uma lista com os subsídios atribuidos às vários instituições e, em particular, na área da cultura, aos grupos, casas do povo, etc.
As constatações são no mínimo hilariantes. Fiquei a saber por exemplo que a o TEF em 2006 recebeu 155 mil euros. Que a "Geringonça" recebe 103 mil e a "Caneca Furada", 19.500 euros. Isto sem falar em outras "instituições" que nunca ouvi falar como o "José Manuel de Freitas" (68 mil), "Alice Rodrigues" (58 mil), entre outros.
Já agora... sabem quanto recebe o Contigo Teatro? Eu digo-vos: € 1.532,00. Repito: mil quinhentos e trinta e dois euros. Anuais. Tomei a liberdade de copiar parte da tabela para vossa consulta. Espreitem aqui. A versão integral podem ver aqui.
Mas é bom que isto seja assim, por um lado. A Associação Contigo Teatro orgulha-se de ter as suas contas em dia, graças a um controlo de despesas apertado, a uma boa gestão das receitas e investimentos nos trabalhos e pessoas. Por outro lado, é triste ver o que o facilitismo faz por outras bandas.
Como todas as obras, também esta fica à consideração do público. Nós por cá continuaremos a contar os tostões e a produzir qualidade.