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terça-feira, novembro 04, 2014

Dores de crescimento



Não vou dizer que não consigo perceber as queixas dos moradores da Zona Velha da cidade do Funchal. Admito que viver sob constante barulho, particularmente à noite, é incomodativo. Porém, são dores de crescimento de uma zona que durante muitos anos foi um antro de droga e prédios devolutos. Hoje é uma zona pulsante, com vida, de passagem obrigatória para o turista que nos visita. E isto também vale muito para uma terra que vive disso mesmo...

sexta-feira, abril 25, 2014

25 de Abril de 1974


25 de Abril de 1974. O dia. 25 de Abril de 2014. Hoje. 40 anos depois. Cada vez mais me convenço que só quem viveu aquele dia perceberá o que ele significou para os Portugueses.

Aflige-me que hoje se dê a liberdade como algo de garantido (o que paradoxalmente não deixa de ser um bom sinal dos tempos); que os jovens (como eu e mais novos) vejam este dia como um feriado porreiro quando calha durante a semana; e que a classe política ignore os seus princípios e o que esteve na sua origem. E a vida continua...

quarta-feira, abril 16, 2014

Nós e os animais!



Quem tem animais, nem faz esta pergunta. Quem não os tem... leia o artigo. Vai lhe surpreender! Escrito pela minha Luísa e publicado na 29ª edição de 2014 da revista digital iLIKE MADEIRA. O artigo completo aqui.

quinta-feira, abril 03, 2014

O Novo Velho Hospital?



Expliquem-me lá como se eu tivesse quatro anos. E devagarinho...

Então não há dinheiro para um novo hospital mas há dinheiro para tanta obra no velho? Pior, obra nova no velho? Quanto custa esta brincadeira toda? E quem vai pagar?...
 

segunda-feira, março 31, 2014

Do it for Denmark... e Portugal, já agora!



Num fim-de-semana marcado pela discussão sobre a natalidade (ou falta dela) em Portugal - e em particular na nossa Região - descubro hoje que os Dinamarqueses deram um passo de gigante para a resolução deste grave problema.


Ora vejam e digam de sua justiça...

terça-feira, março 18, 2014

Os bons exemplos...





O antigo presidente do Bayern, Uli Hoeness, vai mesmo cumprir pena de prisão depois de o Ministério Público alemão ter anunciado que não irá recorrer da decisão. O Ministério Público tinha pedido cinco anos de prisão para Hoeness, que acabou por ser condenado a três anos e meio por dívida fiscal de 278 milhões de euros. Comprovadas as acusações de evasão fiscal, Uli Hoeness pediu a demissão da presidência do Bayern e anunciou que também não iria recorrer da decisão.

É pena que o exemplo alemão - ou o exemplo americano com a condenação de Bernie Maddoff - não tenha seguidores em Portugal. Basta só pensar no caso BPN e na prescrição da condenação de Jardim Gonçalves pela 'falta de capacidade revelada pelo Banco de Portugal para que este caso não tenha sido efetivamente julgado de forma definitiva em tempo útil'.Sintomático.

sexta-feira, março 14, 2014

Um Ano de Francisco



O Papa Francisco completa esta semana o primeiro ano do seu pontificado. À força de gestos, medidas cirúrgicas e exortações, já logrou fazer renascer a esperança na renovação da Igreja Católica. Esta imagem da revista Rolling Stone é mais do que um 'trend', de uma tendência da moda. É sobretudo a confirmação do incómodo que o Papa argentino tem causado, dentro e fora da estrutura da Igreja.

Os mais conservadores empurram tudo para uma questão de estilo e personalidade do novo Papa. Que é mais o 'espectáculo' da América Latina nos hábitos e nos gestos do que propriamente uma mudança de mentalidade no Vaticano. Que no fundo ele é apenas um cristão simples, de sabedoria jesuíta e espírito franciscano e que, na realidade, nada mudou, nem nada vai mudar. Que até mesmo as suas declarações sobre o estado social do mundo e da prática económica, nada mais são do que a exortação da doutrina social da Igreja, do primado da pessoa sobre a economia. Que não há nenhuma inversão ideológica no pontificado da Igreja Católica.

É verdade que o Papa Francisco ainda não introduziu nenhuma ruptura nos princípios da doutrina social da Igreja. Mas ao contrário dos seus antecessores, não hesitou, desde o primeiro momento, em colocar o dedo na ferida, de acentuar a questão das desigualdades sociais, incentivando para que se passe das palavras aos actos. E foi bem claro quando disse que "A necessidade de resolver as causas estruturais da pobreza não pode esperar (...). Enquanto não forem radicalmente solucionados os problemas dos pobres, renunciando à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira e atacando as causas estruturais da desigualdade social, não se resolverão os problemas do mundo e, em definitivo, problema algum. A desigualdade é a raiz dos males sociais" (EG, nº 202). 

E quando confrontado com as teorias da recaída favorável, que pressupõem que todo o crescimento económico, favorecido pelo livre mercado, consegue por si mesmo produzir maior equidade e inclusão social, o Papa deu uma resposta dura: "Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos factos, exprime uma confiança vaga e ingénua na bondade daqueles que detêm o poder económico e nos mecanismos sacralizados do sistema económico reinante" (EG, nº 54). E acrescentou: "Não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado. O crescimento equitativo (...) requer decisões, programas, mecanismos e processos especificamente orientados para uma melhor distribuição dos rendimentos (...) que supere o mero assistencialismo" (EG, nº 204). Perante isto, será impossível ignorar a força da mudança na mensagem do Papa.

E quando confrontado com os problemas que enfraqueceram Bento XVI e que João Paulo II nunca quis enfrentar, as terríveis questões da moral sexual e da família que assombram a Igreja Católica, o Papa Francisco não perdeu tempo. Convocou para Roma um Sínodo sobre a família e fez o que nunca tinha sido feito: mandou ouvir o povo. Com todas as consequências que daí advirão. E tudo isto no seu primeiro ano. Está instalado o incómodo, dentro e fora da Igreja, e o 'Papa do Povo' promete não ficar por aqui. Deus queira.

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Alerta!!



 (Fonte: Diário de Notícias)

Esta é uma notícia absolutamente arrepiante. Tenho dois casos próximos, da família da minha esposa, que padeceram desta maleita. São números impressionantes que põem em causa todo o serviço oncológico na Madeira. Toda a notícia aqui.


domingo, janeiro 26, 2014

O Caso da Praia do Meco




Trata-se de outro caso que tem "apaixonado" a opinião pública portuguesa, muito por razão dos últimos desenvolvimentos.

Há cerca de um mês atrás, foi notícia a morte de cinco jovens na praia do Meco, arrastados para o mar por uma onda mais forte. Um sexto jovem, sobreviveu. Tratava-se de mais uma infelicidade causada pelo mar e eventualmente por incúria dos jovens. Isto até foi relativamente esquecido já que poucos dias depois, um grupo de pescadores perdia a vida no mar da Costa da Caparica. Porém, a medida que novos dados vinham sido tornados públicos, bem como com a maior intervenção dos pais das vítimas, o caso foi ganhando alguns contornos mais curiosos.

Sabemos agora então que os seis jovens integravam um grupo de estudantes da Universidade Lusófona que tinham alugado uma casa na zona para passar o fim-de-semana. As primeiras notícias descreviam que haviam sido “arrastados por uma onda” e que um conseguira “sair do mar com vida”. Na altura, as autoridades apenas referiram que o grupo de colegas estaria à beira-mar “na zona de rebentação quando foi arrastado”. Pouco tempo depois soube-se que vestiam todos traje académico e que, além de frequentarem a mesma universidade, tinham em comum a sua ligação à aplicação da praxe académica na instituição. Cada um deles era o responsável pela praxe no seu respectivo curso.

O facto de apenas de João Gouveia, o "Dux" (nome dado ao chefe máximo da praxe), ter sobrevivido, lançou as primeiras dúvidas. A primeira versão dizia que também este jovem tinha sido arrastado pelas ondas violentas que rebentavam nessa madrugada mas que tinha conseguido nadar para terra e dado o alarme a partir do seu telemóvel, o único que teria sido levado para a praia, aonde os jovens chegaram depois de fazerem cerca de sete quilómetros a pé. O Diário e Notícias e Correio da Manhã noticiaram que no dia do ocorrido os estudantes foram vistos a "rastejar com pedras atadas aos tornozelos". Um vizinho, incomodado com o que via, abordou-os e um deles terá confirmado que estavam a ser praxados, mas também que era “uma experiência de vida". "Não se meta”, terão dito, denotando que ali estavam de livre vontade.

Por todas estas razões, levantou-se a questão, que ainda persiste, sobre a causa do alegado arrastamento dos jovens para o mar. Se se estavam demasiado próximos ou dentro do mar e, mais importante, se também isso faria parte da praxe. O facto de João Gouveia se ter recusado até à data a prestar declarações também tem alimentado a tese da existência de um exercício da praxe na hora do fatídico evento.

O facto do jovem permanecer em silêncio pouco me diz. Era o que eu, em aconselhamento jurídico, faria. Porém, o facto do inquérito se arrastar demonstra que há algo na investigação que está para lá do mero acidente e que, poderá querer indiciar que, naquele momento, poderia estar a acontecer qualquer ritual relacionado com a praxe. Embora seja isto o que a maioria das pessoas imagina, é algo que não me faz muito sentido, visto estes jovens pertencerem à praxe, ou seja, serem eles a praxar e não serem propriamente os praxados. De facto, na minha opinião, esta ideia de que as vítimas poderiam ter sido coagidas a entrar na água não colhe, dada a idade dos estudantes e o facto de não se conhecer uma relação forte de subalternização face ao "dux"». De resto, importa referir que quase todos os jovens afogados já eram licenciados, e frequentavam mestrados, o que os afasta da classificação de "jovens caloiros", inexperientes e facilmente seduzíveis. Juridicamente não é um caso sólido.

Seja como for, e apesar de potencialmente apenas ser uma coincidência, este caso teve o condão de, mais uma vez, arrastar o caso das praxes para a discussão pública. Embora também não acredite que daqui saia seja o que for. Creio que este caso irá terminar como começou: como um infeliz acidente.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

O Caso Daniel




Daniel é um menino de 18 meses que desde o início da tarde de domingo estava dado como desaparecido na zona alta da freguesa do Estreito da Calheta. O caso desde o início assumiu contornos bizarros, primeiro por ninguém saber ou conseguir explicar o que aconteceu, como também a tese avançada na data, de que o menino havia saído pelo próprio pé da casa dos tios onde estava, não parecia 'colar'. Esta situação foi reforçada quando, na segunda-feira, a PJ anuncia que cancelou as buscas pelo rapaz, apesar de não haver qualquer notícia ou indício (que se conhecesse publicamente) do seu paradeiro.

A partir daqui foi o forrobodó para os órgãos noticiosos, que andaram sempre em cima do caso, desde entrevistas com os pais, família, amigos e vizinhos, inclusive anúncios de 'perdão' e por favor devolvam o Daniel - o que não jogava com a tese defendida até então, do desaparecimento e não de rapto. Em surdina já se falava de que alguém o havia levado, até de negócios de compra e venda de crianças - o que não é novidade nenhuma cá na ilha.

Seja como for, o menino foi encontrado na manhã de quarta-feira, com vida e aparentemente bem de saúde (apesar do frio e de alguma desidratação), junto de uma levada nas proximidades da casa dos padrinhos. Quem o encontrou foi um levadeiro, durante a noite, alertado pelo choro do Daniel. A criança foi prontamente encaminhada para o Centro de Saúde da Calheta, seguindo depois para o Hospital do Funchal, onde se encontra actualmente. Pelo que se aguarda novos desenvolvimentos.

Perante tudo isto, tenho poucas ou nenhumas dúvidas que a criança foi mesmo levada da casa por alguém. Muito possivelmente um familiar ou alguém que conhecia bem a criança, um amigo ou vizinho. Primeiro porque é muito pouco plausível que este menino de 18 meses conseguisse sair pelo seu pé de dentro da casa dos seus tios e tivesse conseguido andar o suficiente para desaparecer sem rasto. Segundo, sendo certo que a distância da casa dos padrinhos do sítio onde a criança foi encontrada não ultrapassa os 2 quilómetros, trata-se porém de um terreno muito complicado para aceder, até para uma pessoa adulta. Terceiro, os especialistas já se pronunciaram que dificilmente aquela criança sobreviveria três noites naquele local, sem comer nem beber, e com a temperatura que se verificou no local desde Domingo.

Mas seria este desfecho previsível? Apesar de tudo não creio. Há a convicção que terá sido a pressão mediática que terá 'forçado' o sequestrador a recuar e a devolver discretamente o menino. O que me leva a crer que o principal suspeito terá que ser alguém próximo, não só pela forma como tratou do pequeno Daniel, mas por proceder à sua devolução. Estou convencido que ele estivesse na posse de um estrangeiro, por exemplo, que a criança nunca apareceria.

É um caso de contornos complicados. Se bem que me parece óbvio que há, como disse, mão criminosa, é necessário apurar quem é o responsável, quem recebeu a criança e, sobretudo, quantos foram os envolvidos - o que assume contornos ainda mais graves se porventura os pais estiverem envolvidos. Entretanto, no meio disto tudo, há uma criança inocente que passou uma provação dura e que tem o seu futuro por decidir.

Aguardemos por mais novidades...

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Imaginação + Criatividade + Tecnologia


Hoje, do advento das tecnologias da informação, conseguimos chegar a todo o lado. Seja o que for, seja o que quiser, tudo pode (e vai) parar online. Os YouTube, Facebook, Twitter, Instagram, etc., são hoje extensões da vida de uma pessoa, que ninguém pode ignorar. E, neste admirável mundo novo, há coisas boas, coisas más e coisas muito interessantes.

Por exemplo: a internet permite-nos conhecer este cromo. "Maxim Bady" de username, é um rapaz que expõe as suas ideias (!!) ao mundo através do YouTube, tanto que já se tornou figura de cartaz. No vídeo abaixo ele propõe-se a explicar como se convida uma rapariga asiática a sair "como um boss"! É estúpido mas tem piada.



No vídeo seguinte, vemos o que o fenómeno da internet tem de espectacular. O primeiro vídeo tornou-se viral e alguém - que o viu - decidiu fazer uma música. E a verdade é que está muito porreiro!



E pronto. Assim vai o mundo.

domingo, dezembro 08, 2013

Quando a realidade e ficção se misturam!



Há três coisas que me emocionam sempre: actos de gentileza e bondade, inspiração e talento! E quanto as três se conjugam é fantástico.

O vídeo que se segue prova que as ideias poderão vir de todo o lado, algumas vezes de sítios inimagináveis. Neste caso a inspiração do professor deste vídeo veio de uma cena do filme "O Discurso do Rei", quando a personagem do Geoffrey Rush tenta fazer o "rei" Colin Firth ultrapassar o seu grave problema de gaguez através da música.

A história do nosso vídeo é de Musharaf "Mushy" Asghar, um aluno de um liceu em Yorkshire, em Inglaterra. Depois de anos de terapia da fala para tentar debelar a sua gaguez - e de todos os problemas associados na escola, incluindo os inevitáveis bullies -, Mushy conseguiu discursar pela primeira vez à frente da sua turma, tudo graças à persistência e engenho do seu professor Matthew Burton.

Depois de ser introduzido num programa sobre a educação em Yorkshire, este pequeno vídeo do jovem Mushy e do seu professor, tornou-se viral. E destes vírus queremos mais!


Como é belo o engenho humano.
 

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Eleições da OA e o voto obrigatório




Os resultados eleitorais do dia 28 de Novembro de 2013 para a Ordem dos Advogados, deram a vitória à Lista I da Dra. Elina Fraga para o Conselho Geral e Conselho Superior. Os 6.290 votos, de um universo de 21.281 votantes, foram suficientes para eleger a nova bastonário para o triénio 2014/2016.

Sobre esta situação tenho dois comentários. O resultado da Lista I representa a escolha de 29% do eleitorado votante, o que significa que 71% não a escolheu. Não consigo sinceramente conceber como se permite uma vitória com tão baixa percentagem. É claramente uma situação onde se impoe uma segunda volta com as duas ou três listas mais votadas. Apenas assim, e só assim na minha opinião, se garante representatividade e legitimidade democrática para o acto em questão.

O segundo ponto que não posso deixar de referir foi o número de votantes: foram 21.281 os advogados que se deslocaram às urnas para colocar o seu voto. De acordo com a informação disponibilizada pela Ordem dos Advogados, em 2013 estão inscritos 28.388. Isto significa que 75% dos advogados com capacidade de voto manisfestaram a sua vontade. A razão primordial para isto é que o voto nas eleições à OA é obrigatório, punível com multa

Comparando estes resultados com os resultados eleitorais das últimas eleições autárquicas, onde votaram 4.998.005 eleitores dos 9.501.103 inscritos, correspondendo a 52,60%, cada vez mais reforço a minha opinião de que o voto devia ser obrigatório!

sexta-feira, novembro 22, 2013

Investimento ou gasto?




Hoje, no Público online, surgiu uma notícia assinada pelo jornalista Tolentino Nóbrega (por sinal madeirense) que, sobre a qual, não posso deixar de fazer um reparo.

O título é desde logo sugestivo: "Madeira gasta mais de dois milhões nas festas de Natal e fim do ano". No corpo da notícia pode-se ler que "O governo regional da Madeira vai gastar mais de dois milhões de euros nas festas de Natal e Fim do Ano, o maior cartaz turístico da região." (...) "Há dois anos, o concurso foi anulado pelo Tribunal de Contas, mas a empreitada foi concedida por ajuste directo à referida empresa do grupo SIRAM, do ex-deputado social-democrata Sílvio Santos que mantém intocável a sua hegemonia há quase três décadas, suscitando reparos do Tribunal de Contas e protestos de outras concorrentes por alegado favorecimento." (...) "O programa das festas não foi afectado pelo Programa de Ajustamento Económico e Financeiro que impôs restrições e aumento de impostos na região, para fazer face ao seu excessivo endividamento."

A notícia dá enfoque ao 'gasto' e não tanto ao evento em si ou à sua importância para o destino Madeira. E dá a entender que, mais uma vez, lá está aquele despesista no meio do Atlântico, a cavar mais um buraco financeiro com o nosso dinheiro. O que, neste caso, até é extremamente despropositado. Não há justificação para este teor noticioso, mais interessado em atingir as políticas e as opções tomadas na Madeira. 

Mas esta notícia ignora que este é o cartaz mais importante de todo o ano turístico na Madeira. Omite que, a título de exemplo, 12 navios cruzeiros chegam ao porto do Funchal entre 30 e 31 de Dezembro, exclusivamente para assistir ao fogo de artifício e à passagem do ano. A estes somam-se todos os turísticas que chegam à ilha através do aeroporto. É indiscutível que se trata de um investimento e não um gasto. 

O turismo é a principal fonte de receita para a economia Madeirense. Por via de razão parece-me perfeitamente lógico e deveras importante que o investimento seja relevante e que cumpra com os valores necessários para garantir que essa receita vital para a Madeira seja uma realidade e se mantenha ano após ano.

terça-feira, novembro 19, 2013

O Segredo!


Li que a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, enviou um questionário aos advogados para apurar quem quebra o segredo de justiça e em que casos esse crime aconteceu. Mais é dito que as respostas têm de ser dadas até 9 de Dezembro e fazem parte de uma investigação em curso sobre a violação da confidencialidade nos processos judiciais.

Na minha opinião, a ser verdade esta medida da PGR, só vem demonstrar que o procedimento de investigação em Portugal é deficiente. Isto é, salvaguardadas as respeitosas diferenças, o mesmo que perguntar ao "bandido" se cometeu o crime. Esta política da denúncia anónima, da desconfiança entre os operadores jurídicos, não me parece ser a mais adequada para quem quer dar credibilidade e responsabilidade ao sistema jurídico português.

Já aviso que nem vale a pena me mandarem seja lá o que for...

quarta-feira, setembro 18, 2013

Desmistificando a Coligação


Este artigo de opinião saiu ontem na secção das 'cartas do leitor' do Diário de Notícias. Considero extremamente pertinente e recomendo a sua leitura, especialmente para desmistificar a "independência" da coligação "Mudança" para o Funchal.

(clicar para aumentar)

domingo, setembro 01, 2013

Prémio e Responsabilidade Máxima!


(Foto: Jardim do Mar)

Na edição de 2013, realizada em Antalya, na Turquia, da atribuição dos World Travel Awards para a Europa, os "óscares" da indústria do turismo, Portugal conquistou nove, a nível continental, a que se somam mais duas distinções na divisão do Mediterrâneo e dez exclusivamente nacionais.

Portugal, que concorria com 41 nomeações, repetiu as vitórias do ano passado em nichos fulcrais para o Turismo português: o país foi declarado o destino europeu líder no golfe enquanto o Algarve mantém o ceptro de melhor destino de praias. Lisboa, que estava nomeada para o "óscar" principal (melhor destino), segurou a distinção de destino ideal para escapadelas urbanas

A grande novidade é a distinção conquistada pela Madeira como melhor destino ilhas na EuropaO nosso arquipélago venceu numa categoria em que concorriam também as Baleares, Canárias, Chipre, Malta e Sardenha. Mas há mais prémios. O Hotel The Vine foi considerado como o melhor "design hotel" da Europa. A Quinta da Casa Branca (Madeira) venceu na categoria de melhor "boutique hotel" mediterrânica. E a nível exclusivamente nacional, o Reid's Palace venceu o WTA para melhor hotel de Portugal.

Este reconhecimento vem consagrar a Madeira como um dos destinos a ter em conta para quem faz férias na Europa. É muito importante, particularmente se tivermos em conta que os "World Travel Awards para a Europa", apesar de serem votados online por toda a gente, os votos dos cerca de 180 mil profissionais do turismo valem por dois. 

É imperativo capitalizar estas distinções à nossa ilha e as infraestruturas nela consagradas. Há que assumir, de uma vez por todas, a importância máxima do turismo para a economia da Região. O que significa que esta pasta tem de estar entregue a profissionais da área e repleta de técnicos de competência altamente reconhecida. Afinal estamos apenas a falar do futuro da Região Autónoma da Madeira. 

quarta-feira, agosto 28, 2013

I have a dream...



Porque nunca é tarde ou demais para recordar as injustiças, as segregações e as discriminações sociais. Saiba mais em http://amnestyusa.org/erpa.


domingo, agosto 18, 2013

A fatalidade de Agosto?

(imagem: Diário de Notícias / Joana Sousa (ASPRESS)

As últimas 48 horas foram dramáticas para as zonas altas do Funchal, com os incêndios que, mais uma vez, levaram parte da zona verde e puseram em risco pessoas e casas. 

Os sítios mais atingidos pelo fogo foram a Corujeira de Dentro, Lombos, Caminho dos Marcos, Eiras, Levada da Corujeira de Dentro, Caminho e Levada dos Tornos, Marmeleiros, Tílias, Laginhas, Desterro e Babosas. Um dos locais mais atingidos no Monte foi o complexo residencial das Laginhas, sendo que duas famílias que perderam a habitação tiveram de ser realojadas. Nesta freguesia houve mais casas perdidas, incluindo a do actual presidente da Junta, Duarte José Pereira, mas o número exacto não está ainda contabilizado. E a belíssima Igreja do Monte salvou-se por uma unha negra.

A situação foi também muito complicada na Fundoa, Alegria, Esperança, Cova, Galeão, Lombo e Lombo Jamboeiro, mas sem a destruição de qualquer habitação, graças à acção dos bombeiros. Em Santo António houve fogos intensos nos lombos do Curral Velho, Trapiche e Barreira.

Segundo as informações dadas, felizmente não há registo de feridos graves. Atenção que a situação ainda não está totalmente debelada. O calor intenso mantém-se, o vento não ajuda, e já houve notícias de alguns pequenos reacendimentos. 
 
Endereço desde já os meus parabéns pelo fantástica trabalho dos nossos bombeiros, que operam em condições muito complicadas, bem como de todos aqueles que ajudaram no combate aos fogos. Porém, mais do que palavras de conforto e incentivo, o que a nossa terra precisa é de meios, pessoas especializadas e prevenção.

Não podemos estar todos os anos com incêndios desta magnitude, que põem em causa todo o trabalho de recuperação que é feito durante o ano, e que causam milhares de euros em prejuízos às pessoas e às edilidades. Numa ilha como a nossa, cujo grande atractivo é a nossa floresta, não podemos levar a sua protecção de forma leviana. Se formos a contabilizar o custo dos incêndios que se verificaram nos últimos 3 anos, daria para pagar, por exemplo, o trabalho dos nossos bombeiros durante os próximos dez anos.

Continuamos a sacudir a responsabilidade para os outros e recusamo-nos assumir que há um enorme caminho ainda a percorrer de forma a tornar a cidade do Funchal, e o resto da ilha, ecologicamente responsável e as pessoas conscientes da necessidade (eu diria mesmo obrigação) de tomar todas as medidas necessárias para proteger os seus terrenos (nomeadamente procedendo à limpezas regulares e obrigatórias dos terrenos) durante todo o ano. Quer o Governo Regional, quer as Câmaras têm a obrigação de tomar todas as medidas necessárias para que sejam implementados os meios de controlo dos terrenos baldios, da recolha de lixo nas serras, do desimpedimento de estradas, etc., mesmo que tenham que recorrer à aplicação de coimas/contra-ordenações aos seus cidadãos prevaricadores. E é igualmente responsabilidade de todos nós denunciar situações suspeitas e promover comportamentos de limpeza e preservação dos nossos espaços verdes.

Há situações que não conseguimos controlar, é verdade. Mas é inadmissível que, ano após ano, estas calamidades se repitam e que ninguém nada faça para as contrariar. Estes incêndios não são uma fatalidade inevitável. 

 

quinta-feira, agosto 01, 2013

A Irresponsabilidade social dos Madeirenses


(na foto: a 'SUSHI')

Os números que a Sociedade Protectora dos Animais Domésticos (SPAD) apresenta são impressionantes e demonstram bem que na nossa ilha tratamos muito mal os animais, sobretudo os animais domésticos.

Apesar do espaço reduzido de que dispõe, a SPAD dá guarida neste momento a 380 animais, com a particularidade que esta esta instituição não recolhe animais errantes (da rua), mas sim aqueles que lhe são entregues. 

São cerca de 3000 os animais abandonados por ano, uma média de 250 que são recebidos por mês nesta instituição, que procura diminuir os riscos de vida bem como reduzir o número de população para que exista um menor risco de abandono. Quase todos os dias são em média abandonados à porta da SPAD 8 animais, por vezes isolados, às vezes em ninhadas de cães e gatos acabados de nascer, e até há casos de animais mutilados que vão ter fraca qualidade de vida.

O facto de não conseguir escoar através da adopção todos animais à sua guarda e de normalmente ter a sua lotação esgotada, muitas vezes não permite outras alterantivas que esterilizar os animais e devolve-los às ruas ou, em última circunstância, recorrer à eutanásia dos animais.

Mas saibam que podem ajudar a mudar esta situação. Podem fazê-lo ajudando a SPAD, doando ração seca, produtos de higiene, doando jornais, tornando-se sócio (são 25 euros anuais) com o benesse de tornar mais barato os serviços da associação, ou fazendo donativos para a conta bancária com o NIB 0007 0243 0012 359000733. Pode ainda ajudar doando medicamentos para consumo humano que podem ser utilizados pelos animais como é o caso dos antibióticos, produtos de desinfecção, betadine, colírios oculares, anti-inflamatórios e medicação cardíaca.

Mas acima de tudo pode ajudar adoptando um animal de estimação. Pela módica quantia de 40 euros, o vosso futuro companheiro é esterilizado no centro de atendimento médico veterinário da SPAD, e inclui ainda o ‘microship’ e vacinação completa. Dêm-lhes uma casa, carinho e condições de vida e levam um amigo para a vida.