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terça-feira, novembro 04, 2014

Dores de crescimento



Não vou dizer que não consigo perceber as queixas dos moradores da Zona Velha da cidade do Funchal. Admito que viver sob constante barulho, particularmente à noite, é incomodativo. Porém, são dores de crescimento de uma zona que durante muitos anos foi um antro de droga e prédios devolutos. Hoje é uma zona pulsante, com vida, de passagem obrigatória para o turista que nos visita. E isto também vale muito para uma terra que vive disso mesmo...

terça-feira, junho 10, 2014

Hotelaria Madeirense com números históricos!


(clicar para aumentar)


Este gráfico mostra claramente a apetência natural do nosso arquipélago para o turismo e para a prestação de serviços ligados ao mesmo. (notícia DN-Madeira)
Apesar de ausência de uma estratégia pública global relativamente a este fenómeno, mantemos ainda registos muito interessantes graças à competência da iniciativa privada que gere a maior parte dos investimentos turísticos na Região. 
A questão coloca-se agora em saber como manter estes níveis ou subir a rentabilidade individual por turista face ao seu custo, perante a enorme concorrência global...

segunda-feira, maio 26, 2014

Abstenção vence Europeias



Mesmo sem os resultados definitivos, pode-se já concluir que a vitória do PS é à justa, face à massacrada aliança - o que não abona nada em favor daqueles que defendem que o partido do Rato e com Seguro é alternativa ao actual executivo. Verifica-se o crescimento preocupante dos partidos com discursos extremistas e antieuropa, quer à esquerda, quer à direita. O efeito novidade e o discurso radical do Marinho Pinto a colher frutos. E, sobretudo, um enorme alheamento do povo face a estas eleições e ao que representam, o que é para mim o foco central destes resultados.

Já não acredito que quando apenas 30 e tal por cento vão exercer o seu direito de voto, os outros 60 e tal estão em protesto ou em repúdio pelos partidos e pela classe política. Acredito que já há laxismo, preguiça, desconhecimento e alheamento, particularmente nos mais jovens. Na minha opinião há que tomar medidas mais drásticas, sob pena de andarmos a matar a democracia pelo povo. Há que instituir o voto obrigatório com penalidade associada. Hoje em dia o voto já não é um direito. É uma obrigação. E deve ser tratado como tal...

quinta-feira, maio 01, 2014

1 de Maio - a revolução na Justiça?


A capa do Diário de Notícias da Madeira, deste dia primeiro de Maio, não podia ser mais explosiva no seu título, conforme podem ver pela imagem. Dentro, uma entrevista com o juiz madeirense Paulo Barreto, que ontem foi empossado, em Lisboa, como presidente da nova grande comarca da Madeira, no âmbito do novo Mapa Judiciário. 

Pelas suas primeiras palavras, parece-me um homem com uma missão. Destaco as seguintes frases:

Não estamos habituados nos tribunais a ter uma gestão de mercado, habitual na economia privada, com objectivos, com fixação média de prazos de processo, relatórios.

Não nos metemos na decisão do juiz, que é independente, mas isso não impede que se perspective uma nova cultura de agilização de processos, de maneira a recuperar a confiança perdida.

Uma das suas competências (do administrador judicial) é a mobilidade e ele fará essa gestão consoante as necessidades, ou seja, o funcionário é da comarca e é colocado onde faz mais falta.

Sabemos que as pessoas ficam zangadas quando marcamos um julgamento para as 9 horas e convocamos 10 pessoas a essa hora, que não podem ser  ouvidas todas ao mesmo tempo. Tentaremos mudar isso com os advogados para que se consiga calendarizar.

(...) depois de tudo instalado, o CSM vai dar prazos para conclusão de processos, e a avaliação do cumprimento, o mérito, contará para a progressão na carreira.

Há outras coisas mais mas que não interessam. Os próximos meses prometem.

sexta-feira, abril 25, 2014

25 de Abril de 1974


25 de Abril de 1974. O dia. 25 de Abril de 2014. Hoje. 40 anos depois. Cada vez mais me convenço que só quem viveu aquele dia perceberá o que ele significou para os Portugueses.

Aflige-me que hoje se dê a liberdade como algo de garantido (o que paradoxalmente não deixa de ser um bom sinal dos tempos); que os jovens (como eu e mais novos) vejam este dia como um feriado porreiro quando calha durante a semana; e que a classe política ignore os seus princípios e o que esteve na sua origem. E a vida continua...

sexta-feira, abril 18, 2014

Foi preciso esperar 40 anos...



40 anos depois, a cidade do Funchal passará a ter uma menção ao dia 25 de Abril de 1974. Foi ontem aprovada em reunião de vereação a atribuição da designação de Via 25 de Abril à "Cota 40", a via de cintura interna à cidade do Funchal. É o primeiro topónimo com referência à data que passa a constar na cidade do Funchal. Chega tarde, mas chega.

quinta-feira, abril 03, 2014

O Novo Velho Hospital?



Expliquem-me lá como se eu tivesse quatro anos. E devagarinho...

Então não há dinheiro para um novo hospital mas há dinheiro para tanta obra no velho? Pior, obra nova no velho? Quanto custa esta brincadeira toda? E quem vai pagar?...
 

sexta-feira, março 14, 2014

Um Ano de Francisco



O Papa Francisco completa esta semana o primeiro ano do seu pontificado. À força de gestos, medidas cirúrgicas e exortações, já logrou fazer renascer a esperança na renovação da Igreja Católica. Esta imagem da revista Rolling Stone é mais do que um 'trend', de uma tendência da moda. É sobretudo a confirmação do incómodo que o Papa argentino tem causado, dentro e fora da estrutura da Igreja.

Os mais conservadores empurram tudo para uma questão de estilo e personalidade do novo Papa. Que é mais o 'espectáculo' da América Latina nos hábitos e nos gestos do que propriamente uma mudança de mentalidade no Vaticano. Que no fundo ele é apenas um cristão simples, de sabedoria jesuíta e espírito franciscano e que, na realidade, nada mudou, nem nada vai mudar. Que até mesmo as suas declarações sobre o estado social do mundo e da prática económica, nada mais são do que a exortação da doutrina social da Igreja, do primado da pessoa sobre a economia. Que não há nenhuma inversão ideológica no pontificado da Igreja Católica.

É verdade que o Papa Francisco ainda não introduziu nenhuma ruptura nos princípios da doutrina social da Igreja. Mas ao contrário dos seus antecessores, não hesitou, desde o primeiro momento, em colocar o dedo na ferida, de acentuar a questão das desigualdades sociais, incentivando para que se passe das palavras aos actos. E foi bem claro quando disse que "A necessidade de resolver as causas estruturais da pobreza não pode esperar (...). Enquanto não forem radicalmente solucionados os problemas dos pobres, renunciando à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira e atacando as causas estruturais da desigualdade social, não se resolverão os problemas do mundo e, em definitivo, problema algum. A desigualdade é a raiz dos males sociais" (EG, nº 202). 

E quando confrontado com as teorias da recaída favorável, que pressupõem que todo o crescimento económico, favorecido pelo livre mercado, consegue por si mesmo produzir maior equidade e inclusão social, o Papa deu uma resposta dura: "Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos factos, exprime uma confiança vaga e ingénua na bondade daqueles que detêm o poder económico e nos mecanismos sacralizados do sistema económico reinante" (EG, nº 54). E acrescentou: "Não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado. O crescimento equitativo (...) requer decisões, programas, mecanismos e processos especificamente orientados para uma melhor distribuição dos rendimentos (...) que supere o mero assistencialismo" (EG, nº 204). Perante isto, será impossível ignorar a força da mudança na mensagem do Papa.

E quando confrontado com os problemas que enfraqueceram Bento XVI e que João Paulo II nunca quis enfrentar, as terríveis questões da moral sexual e da família que assombram a Igreja Católica, o Papa Francisco não perdeu tempo. Convocou para Roma um Sínodo sobre a família e fez o que nunca tinha sido feito: mandou ouvir o povo. Com todas as consequências que daí advirão. E tudo isto no seu primeiro ano. Está instalado o incómodo, dentro e fora da Igreja, e o 'Papa do Povo' promete não ficar por aqui. Deus queira.

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Pronto... já nos lixaram!


Lê-se hoje no DN:

Tire a sua senha sff...

(capa do Diário de Notícias da Madeira de 26-02-2014)

Na 'normalidade' que é o dia-a-dia do serviço regional de saúde, sabe-se agora que são cerca de 17 mil as pessoas que estão em lista de espera para uma cirurgia a realizar na Madeira. Trata-se de um número que subiu 40% desde 2011. Isto significa que, com excepção de uma intervenção de urgência, se necessitar ser operado a qualquer maleita que tenha, pode ter de esperar cerca de 3 anos até que chamem o número da sua senha...

Cá por mim, just in case, acho que vou já me inscrever. Sei lá se não vou precisar daqui a alguns anos...

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Está tudo fino!





Estas foram as palavras que o Sr. Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Francisco Ramos, disse na e à saída da Comissão Especializada Permanente de Saúde, Assuntos Sociais e Proteção Civil da Assembleia Legislativa da Madeira, sobre o funcionamento do Hospital dr. Nélio Mendonça.

Eu não duvido. É pena é que a "normalidade" e a "segurança" do Sr. Secretário sejam o equivalente a uma terriola algures no Botswana...

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

A questão do edifício da Praça do Mar




Reproduzindo a notícia vinda no Domínio Público, o Representante da República, Irineu Barreto, devolveu no dia 21 de Fevereiro à Assembleia Legislativa Regional, o decreto aprovado em sessão plenária de 5 de Fevereiro, que “Define a titularidade de infraestruturas de jurisdição portuária” para reapreciação.

O decreto em causa atribuía à APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira a titularidade da infraestrutura situada na Praça do Mar, na cidade no Funchal, assente em domínio público marítimo, com o propósito de que a mesma viesse a ser gerida por tal entidade através de “poderes de direito privado e não de direito público”.

Deste modo, o teor da mensagem com as dúvidas do Representante da República foi o seguinte:
Ao abrigo do disposto no artigo 233.º, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa, e no exercício da competência aí atribuída ao Representante da República, devolvo à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira o decreto aprovado na sessão plenária de 5 de Fevereiro último, em processo de urgência, que “Define a titularidade de infraestruturas de jurisdição portuária”, com base nos seguintes fundamentos:

I – Indefinição do estatuto jurídico e da titularidade da “infraestrutura” em causa

O decreto em questão pretende “atribuir” à APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, S.A. (APRAM, S.A.), a “titularidade da infraestrutura identificada no anexo I”, que vem demarcada por coordenadas (cfr. artigo 1.º, n.º 1). Tal “infraestrutura” é referida no preâmbulo do decreto como constituindo “um edifício construído pela Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, S.A.”.

A pretendida “atribuição” à APRAM, S.A., parece, pois, configurar uma transferência de titularidade da “infraestrutura” em causa (cfr. artigo 3.º do decreto), sem que, todavia, se esclareça a que entidade pertence a mesma atualmente, aspecto que é essencial para a compreensão do alcance do decreto em questão.
 
Todavia, o artigo 2.º do decreto dispõe que a “infraestrutura” em causa “passa a integrar o património do ente público a que estava afeto, ou seja, da APRAM, S.A.”
 
Ora, se a “infraestrutura” já se encontrava afecta à APRAM, S.A., e se, segundo o preâmbulo do decreto, tal situação deve permanecer, mas detendo esta entidade “sobre as mencionadas infraestruturas poderes de direito privado e não de direito público (...)”, então suscita-se a questão do estatuto jurídico desta mesma “infraestrutura”: constitui a mesma atualmente domínio público regional, ou é outro o seu estatuto?
 
A relevância desta última questão manifesta-se em dois aspectos fundamentais:

6.1. Em primeiro lugar, uma vez que a Lei Fundamental apenas permite a titularidade de bens do domínio público por parte de pessoas coletivas públicas de população e território (Estado, Regiões Autónomas, e autarquias locais), que não é o caso da APRAM, S.A., a constituir domínio público, a “infraestrutura” em causa deve ser objeto da correspondente desafetação.

6.2. Em segundo lugar, tal desafetação deve ser realizada, se necessária, com referência ao Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de Agosto, que nunca é mencionado (gestão dos bens imóveis dos domínios públicos do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias locais), designadamente, ao disposto no respetivo artigo 17.º.
Acresce que, o esclarecimento destas questões tem que ser prévio, não podendo ser remetido para os “termos da transferência” a definir por “despacho conjunto do Secretário Regional com a tutela da APRAM, S.A. e do Secretário Regional com tutela das Sociedades de Desenvolvimento” (artigo 1.º, n.º 3, do decreto).

II – Salvaguarda do domínio público marítimo

Segundo o preâmbulo do decreto, o edifício em causa está implantado numa área de terreno situado no terminal norte do porto do Funchal, que constitui “margem” para efeitos do artigo 11.º da Lei n.º 54/2005, de 15 de Novembro, e, portanto, domínio público marítimo (cfr. artigos 3.º e 4.º desta mesma Lei).

Como é sabido, o Tribunal Constitucional (TC) já afirmou por diversas vezes que as Regiões Autónomas não podem desafetar parcelas do domínio público marítimo, nem transferir a respetiva titularidade (veja-se o Acórdão do TC n.º 654/2009, de 16 Dezembro, referido, aliás, no preâmbulo do decreto em apreço).

10. Parecendo ciente desta problemática, o decreto dispõe no seu artigo 1.º, n.º 2, que “O disposto no número anterior não prejudica o regime da titularidade dos recursos hídricos situados na RAM, definido na Lei n.º 54/2005, de 15 de Novembro”, resultando do preâmbulo que não se pretende colocar em causa o domínio público marítimo.

11. Todavia, não se faz claramente a distinção entre os terrenos do domínio público marítimo e a “infraestrutura”, para efeitos de transferência de titularidade, e assim não pode dizer-se que a norma do artigo 1.º, n.º 2, do decreto em causa seja suficientemente clara e precisa quanto à salvaguarda do domínio público marítimo.

III. Síntese

12. Em suma, o decreto em apreço deve ser reapreciado, de modo a que fiquem claros os seguintes aspectos:

12.1. O atual estatuto jurídico da “infraestrutura”: domínio público ou outro.

12.2. A titularidade da “infraestrutura”: a que entidade pertence a mesma presentemente.

12.3. Que, a constituir domínio público que possa sofrer desafetação, a “infraestrutura” deve ser objeto de desafetação, dada a impossibilidade constitucional da APRAM, S.A. ser titular de bens daquela natureza.

12.4. Que a “infraestrutura” em causa é constituída apenas por um edifício e que a transferência da sua titularidade não abrange por qualquer modo os terrenos do domínio público marítimo em que o mesmo está implantado.

Pelo exposto, impõe-se que o diploma em causa seja devolvido à Assembleia para sua reapreciação.

Na prática, entendeu o Representante da República, em mensagem enviada à Assembleia Legislativa, em síntese, que o diploma não salvaguardava com suficiente clareza e precisão a integridade do domínio público marítimo, ou seja, porque não esclarecia em que termos é que a transferência era efectuada e em que ponto é que se mantinha os poderes públicos na área, nem era esclarecedor quanto à atual titularidade e regime da referida infraestrutura, de facto havendo claramente uma confusão sobre quem é que exerce a propriedade sobre o referido edifício e em que termos.

Amanhã já se discutirá isto na Assembleia.

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Alerta!!



 (Fonte: Diário de Notícias)

Esta é uma notícia absolutamente arrepiante. Tenho dois casos próximos, da família da minha esposa, que padeceram desta maleita. São números impressionantes que põem em causa todo o serviço oncológico na Madeira. Toda a notícia aqui.


segunda-feira, janeiro 20, 2014

Cristiano Ronaldo condecorado por Portugal


(Foto: site PR)


Depois de ter conquistado o prémio de melhor jogador do ano em 2013, vencendo assim a sua segunda bola de ouro da carreira, Cristiano Ronaldo vê assim o reconhecimento formal do seu país, ao ser condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém.

A história deste miúdo, saído de um bairro da cidade do Funchal, é digna do verdadeiro "sonho americano". É a prova viva de que, quando o muito talento se junta ao muito trabalho, tudo é possível. 
 

domingo, dezembro 08, 2013

Nélson Mandela - Morreu o Homem!




Aos 95 anos faleceu Nélson Mandela. 'Madiba' como foi baptizado pelo povo sul-africano. O rosto e corpo de toda uma luta de uma vida face a um dos regimes mais inumanos que o homem já inventou. Morreu o homem mas deixa para o mundo um legado que é acima de tudo uma luta pela liberdade e pela igualdade entre os homens.

Vai fazer falta.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Tribunal Constitucional aprova 40 horas de trabalho semanal




O Tribunal Constitucional, que estava avaliar o aumento da carga horária na função pública, aprovou a implementação da medida. De acordo com o noticiado, o diploma não vai contra a lei fundamental, conforme determinou o Tribunal Constitucional. 

Em causa estava a Proposta de Lei 153/XII, que estabelece a duração do período de trabalho dos trabalhadores da Função Pública, promulgada no dia 22 de Agosto, depois de ter sido aprovada pela maioria PSD/CDS-PP em votação final global a 29 de Julho. Esta medida foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros a 30 de Outubro.

Com esta decisão o TC aprova a proposta de lei relativa à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, que aproxima o regime ao do sector privado e, de alguma forma, acaba com toda a discussão à volta desta questão. Assim, a carga horária semanal na função pública passa, como regra, das 35 horas por semana para as 40 horas semanais. Esta decisão não é, no entanto, obrigatória, uma vez que o número de horas de trabalho pode ser reduzido mediante negociação colectiva, tal e qual como acontece no sector privado.

Na minha opinião, de várias medidas que já foram aplicadas ou tentadas aplicar por este Governo, esta era a que menos "risco" teria de não passar, atendendo até à fundamentação que o próprio TC utilizou para chumbar medidas anteriores - "direito de igualdade entre os trabalhadores", sejam na função pública ou no sector privado. 

O eventual problema que se poderia levantar aqui era a questão do valor hora, ou seja, esta hora extra por dia não ser rentabilizada como acréscimo no vencimento. Porém, como é sabido, a proibição de valorizações remuneratórias, na sequência de progressões, promoções, nomeações ou graduações, há muito que vem sido mantida nos vários Orçamentos anuais, o que, impede, como tal a valorização desta hora. Porém, trata-se de uma disposição díspar que directamente não resulta desta alteração do período normal de trabalho, pelo que, na prática, não existe razão atendível para que os trabalhadores do Estado não vejam o seu tempo semanal máximo e diário equiparado ao máximo para o sector privado. Tese que o TC sufragou.

Naturalmente esta questão não vem sem controvérsia. Mas, tal e qual como aconteceu nos chumbos às medidas anteriores do Governo, também nesta o TC foi claro.
 

segunda-feira, novembro 18, 2013

Contas da Luz...


Hoje veio no Diário um comunicado da Empresa de Electricidade da Madeira a desmentir que o PSD e a sua Fundação tivessem dívidas para com aquela empresa. Esclarece que há acordo de pagamento e que esses acordos estão a ser cumpridos. Muito bem. 

Independentemente de não esclarecem porém, qual o valor e quanto tempo esteve em dívida, de quando foi celebrado o acordo ou se os gastos mensais actuais estão a ser liquidados, só não compreendo é porque não foram tão lestos a desmentir a existência de dívidas das edilidades que também têm acordos de pagamento...
 

Aqui vai o 3º Director Regional para o desporto...


O Prof. Rui Anacleto é o escolhido para substituir João Santos na complicadíssima pasta que é hoje a Direcção Regional do Desporto e Juventude

Duas notas: satisfação pela rapidez da substituição, independentemente das razões para a demissão do Prof. João Santos. E satisfação pela escolha que me parece, finalmente, acertada. Creio que a sua experiência e reconhecida capacidade poderá ser o elemento aglutinador que falta neste momento para (re)organizar o desporto madeirense.

Isso e o dinheiro, é claro. Mas essas são contas de outro rosário...


domingo, novembro 17, 2013

Herberto Helder


Li e não posso deixar de reproduzir: 

"O poeta madeirense Herberto Helder foi tema de um colóquio em Paris. Aquele que é o maior poeta vivo da língua portuguesa é madeirense, embora o facto seja lamentavelmente esquecido numa terra onde as escolas recebem nomes de ex-governantes". 

Sintomático.