Não vou dizer que não consigo perceber as queixas dos moradores da Zona Velha da cidade do Funchal. Admito que viver sob constante barulho, particularmente à noite, é incomodativo. Porém, são dores de crescimento de uma zona que durante muitos anos foi um antro de droga e prédios devolutos. Hoje é uma zona pulsante, com vida, de passagem obrigatória para o turista que nos visita. E isto também vale muito para uma terra que vive disso mesmo...
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terça-feira, novembro 04, 2014
terça-feira, junho 10, 2014
Hotelaria Madeirense com números históricos!
(clicar para aumentar)
Este
gráfico mostra claramente a apetência natural do nosso arquipélago para
o turismo e para a prestação de serviços ligados ao mesmo. (notícia DN-Madeira)
Apesar de
ausência de uma estratégia pública global relativamente a este fenómeno,
mantemos ainda registos muito
interessantes graças à competência da iniciativa privada que gere a
maior parte dos investimentos turísticos na Região.
A questão coloca-se
agora em saber como manter estes níveis ou subir a rentabilidade
individual por turista face ao seu custo, perante a enorme concorrência
global...
domingo, junho 08, 2014
segunda-feira, maio 26, 2014
Abstenção vence Europeias
Mesmo
sem os resultados definitivos, pode-se já concluir que a vitória do PS é
à justa, face à massacrada aliança - o que não abona nada em favor
daqueles que defendem que o partido do Rato e com Seguro é alternativa
ao actual executivo. Verifica-se o crescimento preocupante dos partidos
com discursos extremistas e antieuropa, quer à esquerda, quer à direita.
O efeito novidade e o discurso radical
do Marinho Pinto a colher frutos. E, sobretudo, um enorme alheamento do
povo face a estas eleições e ao que representam, o que é para mim o foco
central destes resultados.
Já não acredito que quando apenas 30 e tal por cento vão exercer o seu direito de voto, os outros 60 e tal estão em protesto ou em repúdio pelos partidos e pela classe política. Acredito que já há laxismo, preguiça, desconhecimento e alheamento, particularmente nos mais jovens. Na minha opinião há que tomar medidas mais drásticas, sob pena de andarmos a matar a democracia pelo povo. Há que instituir o voto obrigatório com penalidade associada. Hoje em dia o voto já não é um direito. É uma obrigação. E deve ser tratado como tal...
Já não acredito que quando apenas 30 e tal por cento vão exercer o seu direito de voto, os outros 60 e tal estão em protesto ou em repúdio pelos partidos e pela classe política. Acredito que já há laxismo, preguiça, desconhecimento e alheamento, particularmente nos mais jovens. Na minha opinião há que tomar medidas mais drásticas, sob pena de andarmos a matar a democracia pelo povo. Há que instituir o voto obrigatório com penalidade associada. Hoje em dia o voto já não é um direito. É uma obrigação. E deve ser tratado como tal...
quinta-feira, maio 01, 2014
1 de Maio - a revolução na Justiça?
A capa do Diário de Notícias da Madeira, deste dia primeiro de Maio, não podia ser mais explosiva no seu título, conforme podem ver pela imagem. Dentro, uma entrevista com o juiz madeirense Paulo Barreto, que ontem foi empossado, em Lisboa, como presidente da nova grande comarca da Madeira, no âmbito do novo Mapa Judiciário.
Pelas suas primeiras palavras, parece-me um homem com uma missão. Destaco as seguintes frases:Não estamos habituados nos tribunais a ter uma gestão de mercado, habitual na economia privada, com objectivos, com fixação média de prazos de processo, relatórios.Não nos metemos na decisão do juiz, que é independente, mas isso não impede que se perspective uma nova cultura de agilização de processos, de maneira a recuperar a confiança perdida.Uma das suas competências (do administrador judicial) é a mobilidade e ele fará essa gestão consoante as necessidades, ou seja, o funcionário é da comarca e é colocado onde faz mais falta.Sabemos que as pessoas ficam zangadas quando marcamos um julgamento para as 9 horas e convocamos 10 pessoas a essa hora, que não podem ser ouvidas todas ao mesmo tempo. Tentaremos mudar isso com os advogados para que se consiga calendarizar.(...) depois de tudo instalado, o CSM vai dar prazos para conclusão de processos, e a avaliação do cumprimento, o mérito, contará para a progressão na carreira.
Há outras coisas mais mas que não interessam. Os próximos meses prometem.
sexta-feira, abril 25, 2014
25 de Abril de 1974
25 de Abril de 1974. O dia. 25 de Abril de 2014. Hoje. 40 anos depois. Cada vez mais me convenço que só quem viveu aquele dia perceberá o que ele significou para os Portugueses.
Aflige-me que hoje se dê a liberdade como algo de garantido (o que paradoxalmente não deixa de ser um bom sinal dos tempos); que os jovens (como eu e mais novos) vejam este dia como um feriado porreiro quando calha durante a semana; e que a classe política ignore os seus princípios e o que esteve na sua origem. E a vida continua...
Aflige-me que hoje se dê a liberdade como algo de garantido (o que paradoxalmente não deixa de ser um bom sinal dos tempos); que os jovens (como eu e mais novos) vejam este dia como um feriado porreiro quando calha durante a semana; e que a classe política ignore os seus princípios e o que esteve na sua origem. E a vida continua...
sexta-feira, abril 18, 2014
Foi preciso esperar 40 anos...
40 anos depois, a cidade do Funchal passará a ter uma menção ao dia 25 de Abril de 1974. Foi ontem aprovada em reunião de vereação a atribuição da designação de Via 25 de
Abril à "Cota 40", a via de cintura interna à cidade do Funchal. É o primeiro topónimo com referência à data que passa a constar na cidade do Funchal. Chega tarde, mas chega.
quinta-feira, abril 03, 2014
O Novo Velho Hospital?
Expliquem-me lá como se eu tivesse quatro anos. E devagarinho...
Então não há dinheiro para um novo hospital mas há dinheiro para tanta obra no velho? Pior, obra nova no velho? Quanto custa esta brincadeira toda? E quem vai pagar?...
sexta-feira, março 14, 2014
Um Ano de Francisco
O Papa Francisco completa esta semana o primeiro ano do seu pontificado. À força de gestos, medidas cirúrgicas e exortações, já logrou fazer renascer a esperança na renovação da Igreja Católica. Esta imagem da revista Rolling Stone é mais do que um 'trend', de uma tendência da moda. É sobretudo a confirmação do incómodo que o Papa argentino tem causado, dentro e fora da estrutura da Igreja.
Os mais conservadores empurram tudo para uma questão de estilo e personalidade do novo Papa. Que é mais o 'espectáculo' da América Latina nos hábitos e nos gestos do que propriamente uma mudança de mentalidade no Vaticano. Que no fundo ele é apenas um cristão simples, de sabedoria jesuíta e espírito franciscano e que, na realidade, nada mudou, nem nada vai mudar. Que até mesmo as suas declarações sobre o estado social do mundo e da prática económica, nada mais são do que a exortação da doutrina social da Igreja, do primado da pessoa sobre a economia. Que não há nenhuma inversão ideológica no pontificado da Igreja Católica.
É verdade que o Papa Francisco ainda não introduziu nenhuma ruptura nos princípios da doutrina social da Igreja. Mas ao contrário dos seus antecessores, não hesitou, desde o primeiro momento, em colocar o dedo na ferida, de acentuar a questão das desigualdades sociais, incentivando para que se passe das palavras aos actos. E foi bem claro quando disse que "A necessidade de resolver as causas estruturais da pobreza não pode esperar (...). Enquanto não forem radicalmente solucionados os problemas dos pobres, renunciando à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira e atacando as causas estruturais da desigualdade social, não se resolverão os problemas do mundo e, em definitivo, problema algum. A desigualdade é a raiz dos males sociais" (EG, nº 202).
Os mais conservadores empurram tudo para uma questão de estilo e personalidade do novo Papa. Que é mais o 'espectáculo' da América Latina nos hábitos e nos gestos do que propriamente uma mudança de mentalidade no Vaticano. Que no fundo ele é apenas um cristão simples, de sabedoria jesuíta e espírito franciscano e que, na realidade, nada mudou, nem nada vai mudar. Que até mesmo as suas declarações sobre o estado social do mundo e da prática económica, nada mais são do que a exortação da doutrina social da Igreja, do primado da pessoa sobre a economia. Que não há nenhuma inversão ideológica no pontificado da Igreja Católica.
É verdade que o Papa Francisco ainda não introduziu nenhuma ruptura nos princípios da doutrina social da Igreja. Mas ao contrário dos seus antecessores, não hesitou, desde o primeiro momento, em colocar o dedo na ferida, de acentuar a questão das desigualdades sociais, incentivando para que se passe das palavras aos actos. E foi bem claro quando disse que "A necessidade de resolver as causas estruturais da pobreza não pode esperar (...). Enquanto não forem radicalmente solucionados os problemas dos pobres, renunciando à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira e atacando as causas estruturais da desigualdade social, não se resolverão os problemas do mundo e, em definitivo, problema algum. A desigualdade é a raiz dos males sociais" (EG, nº 202).
E quando confrontado com as teorias da recaída favorável, que pressupõem que todo o crescimento económico, favorecido pelo livre mercado, consegue por si mesmo produzir maior equidade e inclusão social, o Papa deu uma resposta dura: "Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos factos, exprime uma confiança vaga e ingénua na bondade daqueles que detêm o poder económico e nos mecanismos sacralizados do sistema económico reinante" (EG, nº 54). E acrescentou: "Não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado. O crescimento equitativo (...) requer decisões, programas, mecanismos e processos especificamente orientados para uma melhor distribuição dos rendimentos (...) que supere o mero assistencialismo" (EG, nº 204). Perante isto, será impossível ignorar a força da mudança na mensagem do Papa.
E quando confrontado com os problemas que enfraqueceram Bento XVI e que João Paulo II nunca quis enfrentar, as terríveis questões da moral sexual e da família que assombram a Igreja Católica, o Papa Francisco não perdeu tempo. Convocou para Roma um Sínodo sobre a família e fez o que nunca tinha sido feito: mandou ouvir o povo. Com todas as consequências que daí advirão. E tudo isto no seu primeiro ano. Está instalado o incómodo, dentro e fora da Igreja, e o 'Papa do Povo' promete não ficar por aqui. Deus queira.
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
Pronto... já nos lixaram!
Lê-se hoje no DN:
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita da Madeira já não está acima da média europeia (UE28-100) pelo menos há dois anos, o que significa que os 99% calculados pelo Eurostat referentes a 2011, colocam a Madeira entre as regiões que tiveram um retrocesso no desenvolvimento, neste contexto.
Segundo os dados do organismo estatístico da União Europeia, divulgados hoje, retira a Região Autónoma da Madeira das regiões mais ricas, sendo certo que sete capitais de regiões estão entre as 10 mais prósperas da comunidade a 28 Estados-membro.
Tire a sua senha sff...
(capa do Diário de Notícias da Madeira de 26-02-2014)
Na 'normalidade' que é o dia-a-dia do serviço regional de saúde, sabe-se agora que são cerca de 17 mil as pessoas que estão em lista de espera para uma cirurgia a realizar na Madeira. Trata-se de um número que subiu 40% desde 2011. Isto significa que, com excepção de uma intervenção de urgência, se necessitar ser operado a qualquer maleita que tenha, pode ter de esperar cerca de 3 anos até que chamem o número da sua senha...
Cá por mim, just in case, acho que vou já me inscrever. Sei lá se não vou precisar daqui a alguns anos...
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
Está tudo fino!
Estas foram as palavras que o Sr. Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Francisco Ramos, disse na e à saída da Comissão Especializada Permanente de Saúde, Assuntos Sociais e Proteção Civil da Assembleia Legislativa da Madeira, sobre o funcionamento do Hospital dr. Nélio Mendonça.
Eu não duvido. É pena é que a "normalidade" e a "segurança" do Sr. Secretário sejam o equivalente a uma terriola algures no Botswana...
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
A questão do edifício da Praça do Mar
Reproduzindo a notícia vinda no Domínio Público, o Representante da República, Irineu Barreto, devolveu no dia 21 de Fevereiro à Assembleia Legislativa Regional, o decreto aprovado em sessão plenária de 5 de Fevereiro, que “Define a titularidade de infraestruturas de jurisdição portuária” para reapreciação.
O decreto em causa atribuía à APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira a titularidade da infraestrutura situada na Praça do Mar, na cidade no Funchal, assente em domínio público marítimo, com o propósito de que a mesma viesse a ser gerida por tal entidade através de “poderes de direito privado e não de direito público”.
Deste modo, o teor da mensagem com as dúvidas do Representante da República foi o seguinte:
O decreto em causa atribuía à APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira a titularidade da infraestrutura situada na Praça do Mar, na cidade no Funchal, assente em domínio público marítimo, com o propósito de que a mesma viesse a ser gerida por tal entidade através de “poderes de direito privado e não de direito público”.
Deste modo, o teor da mensagem com as dúvidas do Representante da República foi o seguinte:
Ao abrigo do disposto no artigo 233.º, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa, e no exercício da competência aí atribuída ao Representante da República, devolvo à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira o decreto aprovado na sessão plenária de 5 de Fevereiro último, em processo de urgência, que “Define a titularidade de infraestruturas de jurisdição portuária”, com base nos seguintes fundamentos:
I – Indefinição do estatuto jurídico e da titularidade da “infraestrutura” em causaO decreto em questão pretende “atribuir” à APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, S.A. (APRAM, S.A.), a “titularidade da infraestrutura identificada no anexo I”, que vem demarcada por coordenadas (cfr. artigo 1.º, n.º 1). Tal “infraestrutura” é referida no preâmbulo do decreto como constituindo “um edifício construído pela Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, S.A.”.
A pretendida “atribuição” à APRAM, S.A., parece, pois, configurar uma transferência de titularidade da “infraestrutura” em causa (cfr. artigo 3.º do decreto), sem que, todavia, se esclareça a que entidade pertence a mesma atualmente, aspecto que é essencial para a compreensão do alcance do decreto em questão.
Todavia, o artigo 2.º do decreto dispõe que a “infraestrutura” em causa “passa a integrar o património do ente público a que estava afeto, ou seja, da APRAM, S.A.”
Ora, se a “infraestrutura” já se encontrava afecta à APRAM, S.A., e se, segundo o preâmbulo do decreto, tal situação deve permanecer, mas detendo esta entidade “sobre as mencionadas infraestruturas poderes de direito privado e não de direito público (...)”, então suscita-se a questão do estatuto jurídico desta mesma “infraestrutura”: constitui a mesma atualmente domínio público regional, ou é outro o seu estatuto?
A relevância desta última questão manifesta-se em dois aspectos fundamentais:
6.1. Em primeiro lugar, uma vez que a Lei Fundamental apenas permite a titularidade de bens do domínio público por parte de pessoas coletivas públicas de população e território (Estado, Regiões Autónomas, e autarquias locais), que não é o caso da APRAM, S.A., a constituir domínio público, a “infraestrutura” em causa deve ser objeto da correspondente desafetação.
6.2. Em segundo lugar, tal desafetação deve ser realizada, se necessária, com referência ao Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de Agosto, que nunca é mencionado (gestão dos bens imóveis dos domínios públicos do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias locais), designadamente, ao disposto no respetivo artigo 17.º.Acresce que, o esclarecimento destas questões tem que ser prévio, não podendo ser remetido para os “termos da transferência” a definir por “despacho conjunto do Secretário Regional com a tutela da APRAM, S.A. e do Secretário Regional com tutela das Sociedades de Desenvolvimento” (artigo 1.º, n.º 3, do decreto).
II – Salvaguarda do domínio público marítimo
Segundo o preâmbulo do decreto, o edifício em causa está implantado numa área de terreno situado no terminal norte do porto do Funchal, que constitui “margem” para efeitos do artigo 11.º da Lei n.º 54/2005, de 15 de Novembro, e, portanto, domínio público marítimo (cfr. artigos 3.º e 4.º desta mesma Lei).
Como é sabido, o Tribunal Constitucional (TC) já afirmou por diversas vezes que as Regiões Autónomas não podem desafetar parcelas do domínio público marítimo, nem transferir a respetiva titularidade (veja-se o Acórdão do TC n.º 654/2009, de 16 Dezembro, referido, aliás, no preâmbulo do decreto em apreço).
10. Parecendo ciente desta problemática, o decreto dispõe no seu artigo 1.º, n.º 2, que “O disposto no número anterior não prejudica o regime da titularidade dos recursos hídricos situados na RAM, definido na Lei n.º 54/2005, de 15 de Novembro”, resultando do preâmbulo que não se pretende colocar em causa o domínio público marítimo.
11. Todavia, não se faz claramente a distinção entre os terrenos do domínio público marítimo e a “infraestrutura”, para efeitos de transferência de titularidade, e assim não pode dizer-se que a norma do artigo 1.º, n.º 2, do decreto em causa seja suficientemente clara e precisa quanto à salvaguarda do domínio público marítimo.
III. Síntese
12. Em suma, o decreto em apreço deve ser reapreciado, de modo a que fiquem claros os seguintes aspectos:
12.1. O atual estatuto jurídico da “infraestrutura”: domínio público ou outro.
12.2. A titularidade da “infraestrutura”: a que entidade pertence a mesma presentemente.
12.3. Que, a constituir domínio público que possa sofrer desafetação, a “infraestrutura” deve ser objeto de desafetação, dada a impossibilidade constitucional da APRAM, S.A. ser titular de bens daquela natureza.
12.4. Que a “infraestrutura” em causa é constituída apenas por um edifício e que a transferência da sua titularidade não abrange por qualquer modo os terrenos do domínio público marítimo em que o mesmo está implantado.
Pelo exposto, impõe-se que o diploma em causa seja devolvido à Assembleia para sua reapreciação.
Na prática, entendeu o Representante da República, em mensagem enviada à Assembleia Legislativa, em síntese, que o diploma não salvaguardava com suficiente
clareza e precisão a integridade do domínio público marítimo, ou seja, porque não esclarecia em que termos é que a transferência era efectuada e em que ponto é que se mantinha os poderes públicos na área, nem era esclarecedor quanto à atual titularidade e regime da referida infraestrutura, de facto havendo claramente uma confusão sobre quem é que exerce a propriedade sobre o referido edifício e em que termos.
Amanhã já se discutirá isto na Assembleia.
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
segunda-feira, janeiro 20, 2014
Cristiano Ronaldo condecorado por Portugal
(Foto: site PR)
Depois de ter conquistado o prémio de melhor jogador do ano em 2013, vencendo assim a sua segunda bola de ouro da carreira, Cristiano Ronaldo vê assim o reconhecimento formal do seu país, ao ser condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém.
A história deste miúdo, saído de um bairro da
cidade do Funchal, é digna do verdadeiro "sonho americano". É a prova
viva de que, quando o muito talento se junta ao muito trabalho, tudo é
possível.
domingo, dezembro 08, 2013
Nélson Mandela - Morreu o Homem!
Aos 95 anos faleceu Nélson Mandela. 'Madiba' como foi baptizado pelo povo sul-africano. O rosto e corpo de toda uma luta de uma vida face a um dos regimes mais inumanos que o homem já inventou. Morreu o homem mas deixa para o mundo um legado que é acima de tudo uma luta pela liberdade e pela igualdade entre os homens.
Vai fazer falta.
segunda-feira, novembro 25, 2013
Tribunal Constitucional aprova 40 horas de trabalho semanal
O Tribunal Constitucional, que estava avaliar o aumento da carga horária na função pública, aprovou a implementação da medida. De acordo com o noticiado, o diploma não vai contra a lei fundamental, conforme determinou o Tribunal Constitucional.
Em causa estava a Proposta de Lei 153/XII, que estabelece a duração do período de trabalho dos trabalhadores da Função Pública, promulgada no dia 22 de Agosto, depois de ter sido aprovada pela maioria PSD/CDS-PP em votação final global a 29 de Julho. Esta medida foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros a 30 de Outubro.
Em causa estava a Proposta de Lei 153/XII, que estabelece a duração do período de trabalho dos trabalhadores da Função Pública, promulgada no dia 22 de Agosto, depois de ter sido aprovada pela maioria PSD/CDS-PP em votação final global a 29 de Julho. Esta medida foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros a 30 de Outubro.
Com
esta decisão o TC aprova a proposta de lei relativa à Lei Geral do
Trabalho em Funções Públicas, que aproxima o regime ao do sector privado e, de alguma forma, acaba com toda a discussão à volta desta questão. Assim,
a carga horária semanal na função pública passa, como regra, das 35
horas por semana para as 40 horas semanais. Esta decisão não é, no
entanto, obrigatória, uma vez que o número de horas de trabalho pode ser
reduzido mediante negociação colectiva, tal e qual como acontece no sector privado.
Na minha opinião, de várias medidas que já foram aplicadas ou tentadas aplicar por este Governo, esta era a que menos "risco" teria de não passar, atendendo até à fundamentação que o próprio TC utilizou para chumbar medidas anteriores - "direito de igualdade entre os trabalhadores", sejam na função pública ou no sector privado.
O eventual problema que se poderia levantar aqui era a questão do valor hora, ou seja, esta hora extra por dia não ser rentabilizada como acréscimo no vencimento. Porém, como é sabido, a proibição de valorizações remuneratórias, na sequência de progressões,
promoções, nomeações ou graduações, há muito que vem sido mantida nos vários Orçamentos anuais, o que, impede, como tal a valorização desta hora. Porém, trata-se de uma disposição díspar que directamente não resulta desta alteração do período normal de trabalho, pelo que, na prática, não existe razão atendível para que os trabalhadores do Estado não vejam o seu tempo semanal máximo e diário equiparado ao máximo para o sector privado. Tese que o TC sufragou.
Naturalmente esta questão não vem sem controvérsia. Mas, tal e qual como aconteceu nos chumbos às medidas anteriores do Governo, também nesta o TC foi claro.
segunda-feira, novembro 18, 2013
Contas da Luz...
Hoje
veio no Diário um comunicado da Empresa de Electricidade da Madeira a desmentir que o PSD e a sua
Fundação tivessem dívidas para com aquela empresa. Esclarece que há
acordo de pagamento e que esses acordos estão a ser cumpridos. Muito
bem.
Independentemente de não esclarecem porém, qual o valor e quanto
tempo esteve em dívida, de quando foi celebrado o acordo ou se os gastos
mensais actuais estão a ser liquidados, só não compreendo é porque não
foram tão lestos a desmentir a existência de dívidas das edilidades que
também têm acordos de pagamento...
Aqui vai o 3º Director Regional para o desporto...
O
Prof. Rui Anacleto é o escolhido para substituir João Santos na
complicadíssima pasta que é hoje a Direcção Regional do Desporto e
Juventude.
Duas notas: satisfação pela rapidez da substituição,
independentemente das razões para a demissão do Prof. João Santos. E
satisfação pela escolha que me parece, finalmente, acertada. Creio que a
sua experiência e reconhecida capacidade poderá ser o elemento
aglutinador que falta neste momento para (re)organizar o desporto
madeirense.
Isso e o dinheiro, é claro. Mas essas são contas de outro rosário...
Isso e o dinheiro, é claro. Mas essas são contas de outro rosário...
domingo, novembro 17, 2013
Herberto Helder
Li e não posso deixar de reproduzir:
"O poeta madeirense Herberto Helder foi tema de um colóquio em Paris. Aquele que é o maior poeta vivo da língua portuguesa é madeirense, embora o facto seja lamentavelmente esquecido numa terra onde as escolas recebem nomes de ex-governantes".
Sintomático.
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