domingo, julho 22, 2012

Exemplos em dias de verdadeiro horror


Desde terça-feira passada que a nossa ilha arde: 





Tudo começou na Ponta do Pargo. Espalhou-se para norte, estando ainda vivo nas Achadas da Cruz. Quarta-feira, pelas oito e pouco da noite, um verdadeiro horror no anfiteatro do Funchal - arde a zona de São Gonçalo (Palheiro Ferreiro para baixo), e estende-se à Cancela e Caniço. Já na tarde, a zona da Atalaia no Caniço havia sido fustigada por um incêndio. 

Quando se pensava que o pior tinha passado, durante a noite, deflagra um incêndio na zona das Águas Mansas, que se espalha para a Camacha e para Gaula. Foram horas intermináveis de fogo sem domínio, de pânico geral, casas ardidas e pessoas desalojadas. A Fonte do Bispo torna-se um novo problema, assim como uma zona ainda não ardida de Santa Cruz, a Assomada. A zona da Meia Serra é novamente preocupação grave. Depois foram os reacendimentos um pouco por todo o lado. À hora que escrevo, Achadas da Cruz é ainda um problema por resolver, e na zona alta de Machico, há um fogo que não deixa ninguém dormir.

Tive vários amigos afectados por estes fogos, e todos eles me contaram histórias absolutamente dramáticas. Mas nestes momentos apenas posso deixar uma palavra amiga e de conforto, e dispor-me à sua disponibilidade para qualquer ajuda que necessitem.

Mas, no meio deste cenário de guerra, não posso deixar de destacar duas coisas: o enorme trabalho dos nossos bombeiros e autoridades policiais. Foram e têm sido incansáveis no seu trabalho, apesar das várias frentes em que se viram envolvidos e com as conhecidas limitações nos meios de combate aos incêndios. E o enorme e extraordinário espírito de entreajuda do povo madeirense, no momento de necessidade de muitos dos nossos contemporâneos!

Este sim, é o sangue do nosso povo.

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