Terça-feira à tarde foi divulgada a bomba. Jorge Sampaio vai dissolver o Parlamento.
Apenas 4 meses depois de Pedro Santana Lopes ter assumido as funções de Primeiro-Ministro de Portugal, chega ao fim a confiança do Presidente da República neste Governo e, como consequência, na maioria eleita da Assembleia da República. As razões ainda não são claras, mas obviamente passarão pelas já públicas divergências entre os dois partidos coligados, PPD/PSD e PP, bem demonstradas no último congresso do PSD.
Com as eleições previstas para o mês de Fevereiro, levanta-se agora novo dilema. A promulgação do Orçamento de Estado por Jorge Sampaio. Em Outubro deste ano, o Presidente referia-se ao facto de ser "quase impossível para um presidente não promulgar um orçamento maioritariamente votado e aprovado em Assembleia". No entanto, e em declarações mais recentes, Sampaio levanta um pouco o véu à questão, e, no actual status quo, não dá garantias da promulgação do dito Orçamento. A verdade é que nunca, no historial da democracia em Portugal, algum presidente, alguma vez, tenha rejeitado a promulgação de um Orçamento de Estado.
Esperemos pelos novos capítulos, tendo a certeza que serão determinantes para todos os portugueses...
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